Contenção de danos
Foto: Divulgação
Horas após o estopim da “Operação Unificação”, investigação que apura supostas contratações diretas irregulares na coleta de resíduos em Porto Belo, a Prefeitura correu para conter o desgaste político. Em nota oficial, divulgada ainda na quarta-feira (8), o tom foi de defesa e controle de danos.
Foto: DivulgaçãoO texto surgiu logo após informações do afastamento cautelar do secretário de Obras, Fernando Amadeu Raulino, e do presidente da Famap, Francis Francisco Lopes Pinheiro, ambos alvos da operação.
Na nota, o Executivo tenta justificar a escolha da empresa Wanat, responsável pela coleta seletiva e orgânica e apontada pela investigação por possível vínculo familiar entre os sócios. A prefeitura sustenta que as contratações emergenciais foram motivadas por “necessidade pública”, após falhas recorrentes da antiga prestadora, que teria deixado lixo acumulado nas ruas.

Em vídeo, o prefeito Joel Lucinda (MDB) reforçou o discurso de transparência. Disse que os celulares dos secretários foram apreendidos para análise, mas negou qualquer irregularidade: “Não temos nada a esconder”.
Segundo a administração, a rescisão do contrato anterior ocorreu porque a antiga empresa “não possuía equipamentos adequados”, comprometendo a eficiência da coleta. A nota encerra com a Procuradoria-Geral do Município afirmando que, “até o momento, não há comprovação de irregularidades” nos contratos investigados.
O governo aposta no tempo, e na narrativa técnica, enquanto a apuração avança sob a lupa da Polícia Civil e do Ministério Público.
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