Disputa de gêneros
Foto: Reprodução/Instagram
A participação da transexual Antonella de Souza nas Olimpíadas interbairros de Tijucas vem dividindo opiniões na comunidade. Ela foi inscrita pelo Universitário em quatro modalidades do naipe feminino. Enquanto algumas delegações oponentes consideram a matrícula “injusta”, a FME (Fundação Municipal de Esportes) aponta a jurisprudência como suporte legal para o caso.
Antonella apresentou toda a requisição para o registro, desde a certidão de nascimento onde estaria, aos olhos da Lei, declarada mulher. Ela relatou, ainda, aos organizadores do evento, que vem há quatro anos equilibrando a condição hormonal e que os níveis de testosterona no corpo, atualmente, são condizentes com o de uma pessoa do sexo feminino.
Ao Blog, o superintendente da FME, Erivelto “Danone” Leal dos Santos, reconheceu a especificidade do fato e explicou que todo o processo foi respaldado no departamento jurídico do município e na legislação vigente. E contou, ainda, que tem conversado pessoalmente com a competidora e orientado ela a evitar as provocações e manter a gentileza com as adversárias durante os jogos.
Na seara esportiva, os resultados de Antonella ainda são modestos. Ela conquistou apenas uma medalha de bronze na disputa do salto em distância até o momento.
