Fim da linha
Foto: Arquivo/LINHA DE FRENTE
O ex-prefeito de Canelinha, Antônio da Silva (PP), sabia, há meses, que não havia mais o que fazer ou a quem recorrer. Os avisos para a família foram diretos e, ao filho, pré-adolescente, ele teria dito que faria uma longa viagem e que ficaria algum tempo sem manter contato. A certeza vinha dos advogados, que esgotaram todas as chances de um cenário menos derrotista.
Foto: Arquivo/LINHA DE FRENTETonho foi condenado por peculato e fraude em licitação por conta de um evento que ficou conhecido ironicamente como “o Natal Luz que nunca aconteceu”, de 2013. Os valores envolvidos no caso – cerca de R$ 47 mil –, embora nada exorbitantes, foram suficientes para gerar o processo e render ao ex-prefeito o cumprimento de quatro anos e oito meses de reclusão em regime semiaberto. Ontem, ele foi recolhido ao Presídio Regional de Brusque.
Como última cartada, a defesa tentou, ainda, que a pena fosse revertida em prisão domiciliar. Os advogados alegaram que Silva sofre de diabetes, intolerância à lactose, lombalgia, dores nos quadris e hérnia de disco. As comorbidades foram somadas, também, ao fato de que ele estaria em risco no contato com outros detentos, uma vez que foi, no passado, diretor do Presídio Regional de Tijucas. O juiz do caso, no entanto, rejeitou os argumentos.
Dias atrás, a propósito, o ex-prefeito foi visto em uma lanchonete de Canelinha com dois policiais penais, provavelmente das suas relações pessoais, do tempo em que trabalhou no sistema penitenciário. Especula-se que estivesse preparando o terreno. Ele sabia, há tempos, o que estaria por vir.
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