quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Mudanças e espera

Postado em 22 de dezembro de 2025
Foto: Arquivo

O início de 2026 deve trazer uma discreta reorganização no primeiro escalão da Capital Catarinense do Motocross. Nada de rupturas ou trocas bruscas – o desenho é de ajustes pontuais em uma estrutura que, até aqui, segue estável. O prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL) deve, enfim, preencher a vaga em aberto na Secretaria de Planejamento, dando titularidade a um cargo que permanece sem comando definitivo.

Outra movimentação já encaminhada ocorre na Secretaria de Administração. Édio Carlos Pereira, por motivos de saúde, pretende diminuir o ritmo e deve deixar a função. A decisão é tratada internamente com naturalidade, sem leitura política mais profunda.

Fora isso, qualquer outra mudança dependerá do tabuleiro eleitoral de 2026. Por ora, não há previsão de novos ajustes – pelo menos não antes que o calendário político se imponha.

FUTURO

Diogo ainda não bateu o martelo sobre férias no próximo ano. Na segunda quinzena de janeiro, tem agenda marcada com o governador Jorginho Mello (PL) para tratar das candidaturas à Assembleia Legislativa. O prefeito já sinalizou disposição para entrar no jogo.

Se o alinhamento caminhar para uma candidatura à Alesc, as férias ficam para março. Caso contrário, o descanso será empurrado para o segundo semestre. Política primeiro, agenda pessoal depois.

Estranho no ninho

Postado em 16 de setembro de 2020

Um fato inusitado vem provocando reações diversas entre emedebistas de Canelinha. Há algumas semanas, o prefeito e pré-candidato à reeleição Moacir Montibeler (MDB) nomeou o servidor público Édio Carlos Pereira como secretário de Administração e Finanças do município. Nada de anormal, não fosse Edinho, como é mais conhecido, apoiador declarado do ex-mandatário e pré-candidato a prefeito Antônio da Silva (PP) e figura proeminente nos governos colas-brancas.

Há, porém, uma explicação. Pereira recebia gratificações por serviços prestados a outras pastas e uma autarquia do município; e os pagamentos teriam sido questionados pelo Tribunal de Contas. Montibeler, portanto, para poder arcar com os vencimentos do servidor e cumprir a lei de responsabilidade fiscal, teria encontrado esta solução. Mas, ainda assim, um cola-branca confesso no alto escalão de um governo cola-preta continua sendo algo um tanto indigesto para os apoiadores do prefeito na Cidade das Cerâmicas. Pois, então?!