Incompreensão
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A prefeitura de Porto Belo precisou esclarecer, em nota oficial, que a polêmica aquisição de 11 smartphones pela Câmara de Vereadores não tem qualquer relação com a administração municipal. Desde que a operação do parlamento ganhou os noticiários, com ampla repercussão na comunidade, o prefeito Joel Orlando Lucinda (MDB) tem sido equivocadamente acusado nas redes sociais.
No comunicado, destacou-se que Executivo e Legislativo “são poderes independentes, cada um responsável por seus próprios atos administrativos, processos de compra e gestão de recursos” e que “a prefeitura não participou da decisão, da contratação ou da aquisição dos aparelhos telefônicos mencionados”.
A necessidade de uma publicação oficial para explicar o que deveria ser uma obviedade evidencia a mazela educacional do Brasil e o quão carentes somos, como sociedade, em compreensão política e sobre direitos e deveres.
Ainda assim, parte dos portobelenses ignorou os esclarecimentos e, no ensejo da nota, repetiu, com a mesma insciência, os questionamentos que provocaram o comunicado oficial. “Tem que melhorar esse argumento”, comentou um cidadão, enquanto outro insistia que Lucinda teria sido o ordenador da despesa: “E quem assinou? Deve ter sido o fantasma Gasparzinho”. Pois então!
