Visões divergentes
Fotos: Divulgação
A votação que proíbe cotas raciais nas universidades catarinenses colocou a Assembleia Legislativa em ebulição e escancarou divergências mesmo entre deputados da mesma região. Ana Paula da Silva (PODE), e Emerson Stein (MDB) caminharam em sentidos opostos no plenário, refletindo visões de mundo que hoje colidem com força no debate público.
Fotos: DivulgaçãoPara virar lei, o texto ainda depende da sanção do governador Jorginho Mello (PL). Até lá, o tema segue produzindo discursos e ruídos. Paulinha foi à tribuna em tom inflamado, criticou duramente a proposta e pediu que o debate ultrapassasse rótulos ideológicos. “Parem de pensar em esquerda e direita e pensem nas pessoas”, disse, antes de provocar os colegas: quantos homens e mulheres pretas ocupam, de fato, aquele plenário?
Do outro lado, Emerson Stein apresentou leitura oposta. Em entrevista à Rádio Cidade, o deputado de Porto Belo afirmou ser contrário às cotas raciais por entender que o acesso ao ensino superior deve se basear em critérios sociais e econômicos, não raciais. Destacou que o projeto mantém reservas de vagas para pessoas com deficiência e estudantes em situação de vulnerabilidade, o que, para ele, preserva o princípio da igualdade.
Entre discursos passionais e argumentos técnicos, o fato é que a matéria ainda promete capítulos extras. Entidades já se mobilizam para questionar a constitucionalidade da lei na Justiça – sinal de que, fora do plenário, o embate está longe de terminar.
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