Jackson Laurindo
Para depois do pleito
Foto: Roberto Zacarias/Secom
A promessa do governador Jorginho Mello (PL) é que a discussão do plano de carreira dos praças militares em Santa Catarina seja retomada depois das eleições. Diante de controvérsias e insatisfação com pontos do projeto em construção, o governo optou por um recuo estratégico.
Foto: Roberto Zacarias/SecomA decisão de voltar às negociações reflete a incerteza do Executivo sobre como o texto seria modificado durante o trâmite na Assembleia Legislativa. Com isso, a APRASC (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina) suspendeu o envio do documento preventivo que seria direcionado aos deputados.
Agora, as pautas balizarão as novas rodadas de negociação com o governo, buscando corrigir distorções da minuta antes do envio do texto final. Nessas tratativas, três pontos lideram as exigências.
Primeiro, alterar o requisito de comportamento para promoção a 1º Sargento e Subtenente de “Excepcional” para “Bom”. Depois, que a cota de 30% das vagas do Curso de Formação de Sargentos por desempenho seja restrita aos cabos no primeiro terço do almanaque. Por fim, exige trocar “no máximo” por “no mínimo” na oferta anual de vagas do CFS (300 PMs e 100 BMs), criando um piso obrigatório que evite a estagnação funcional da tropa.
Ao adiar a pauta para a pós-eleição, o governo ganha fôlego, mas eleva a expectativa da base. O desafio agora é garantir que as negociações resultem em um texto definitivo e justo, que valorize a tropa e assegure previsibilidade à carreira militar.
Jackson Laurindo é cientista político, analista do cenário eleitoral da região, de Santa Catarina e do país, e publica periodicamente no Blog do Léo Nunes
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