Juntas, mas distantes
Foto: Agência Alesc
Embora sejam mulheres e representem menos de um décimo do parlamento catarinense, fica evidente que as deputadas estaduais Ana Campagnolo (PL) e Ana Paula da Silva (PODE) não falam a mesma língua. Enquanto a ex-prefeita de Bombinhas se declara assumidamente feminista, a colega esvazia a pauta com frases do tipo “feminismo é um câncer”.
Foto: Agência AlescDois projetos da liberalista, a propósito, atingem diretamente Paulinha. O mais recente, aprovado dias atrás, altera o regimento interno da Assembleia Legislativa e estabelece a obrigatoriedade do uso de traje passeio completo aos participantes das sessões realizadas no plenário da Casa – ou seja, proíbe roupas curtas, justas, transparentes ou com cortes que exponham partes do corpo. E que definitivamente contraria os padrões de figurino da bombinense.
Em outra proposta, Ana Campagnolo pede o fim da bancada feminina na Alesc, movimento que tem coordenação da presidente estadual do PODEMOS. Como justificativa, ela argumenta que o grupo atual, composto por apenas duas mulheres – Paulinha e Luciane Carminatti (PT) –, não atinge o número legal de 1/8 das cadeiras do parlamento e serve apenas para “protagonismo simbólico”. Pois então…
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Parabéns Ana. Uma das poucas em SC que vale cada voto.