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Política

Muro baixo

Por Léo Nunes, em 15 de julho de 2026
Foto: PMSJB/Divulgação

Defensor contumaz do ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), o ex-secretário municipal e ex-vereador Edésio Pedrinho Tomasi virou a casaca. Dias atrás, foi confirmado na secretaria-adjunta de Infraestrutura, no governo de Juliano Peixer (UNIÃO), em São João Batista.

Foto: PMSJB/Divulgação

O movimento, entretanto, foi cercado de bastidores. Desde que perdeu a cadeira que ocupava na Câmara Municipal, nas eleições de 2024, Tomasi vinha acusando Cândido e sua fiel escudeira, a professora Rúbia Alice Tamanini Duarte, de terem se dedicado mais à campanha de Matheus Gonçalves (PSD), que foi eleito – e que, já no início da legislatura, surpreendentemente, assumiu a liderança do governo de Peixer no parlamento.

Pouco tempo depois do pleito, inclusive, o ex-vereador pediu desfiliação do PSD. Nas internas do partido, o ato foi compreendido como um aceno aos rivais. E do outro lado das trincheiras, no que se prova, a mensagem foi assimilada.

Os contatos iniciais com a prefeitura sugeriam que Tomasi fosse nomeado secretário de Educação, mesma função que exerceu, com reconhecido sucesso, na gestão de Cândido. A resistência de setores do PP, partido da aliança governista, contudo, foi determinante para o desacordo. O comando progressista interveio e barrou o “amigo do Daniel” no primeiro escalão.

Sobrou, portanto, para Tomasi, uma secretaria-adjunta. Embora fontes do Blog ligadas ao ex-vereador garantam que o cargo, modesto diante da pedida, seja, inicialmente, trampolim para “coisas maiores” ao longo da gestão. Mesmo assim, o PP precisou ser convencido – com intermediação meticulosa do chefe de gabinete Orivan Jarbas Orsi, que ingressou no governo recentemente para, especialmente, conciliar a motinada política no paço batistense.

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