domingo, 13 de setembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Cem por cento

Postado em 10 de setembro de 2026
Foto: Divulgação

O governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL) gabaritou na região. Todos os oito prefeitos no Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda – mesmo aqueles que, por direcionamento partidário, deveriam frequentar o palanque de João Rodrigues (PSD) – têm prestado apoio ao projeto de continuidade da gestão estadual nestas eleições.

As manifestações naturais, obviamente, vêm daqueles com filiação no PL. Maickon Campos Sgrott, Maxiliano de Oliveira e Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro, de Tijucas, Nova Trento e Itapema, respectivamente, apenas seguiram o protocolo. Os três, inclusive, adotaram nas redes sociais o selo “Sou prefeito e estou fechado com Jorginho Mello”.

Diogo Francisco Alves Maciel (PL), de Canelinha, ainda não aderiu à trend. Mas nem precisa. Porque sempre atuou, pública e notoriamente, como um elo de respaldo eleitoral do governador e do partido na região.

Único representante do MDB nesse coletivo, Joel Orlando Lucinda, de Porto Belo, esquivou-se do compromisso com a legenda ou com seu presidente, Carlos Chiodini, candidato a vice-governador em chapa com Rodrigues. “No dia 4 de outubro, vote 22: Jorginho Mello para governador”, publicou, em vídeo, sem qualquer resquício de culpa.

Rodrigo dos Santos (PP), de Major Gercino, tem sido menos efusivo, mas nunca deixou de declarar preferência pela manutenção de Jorginho no comando do Executivo catarinense. E esteve, a propósito, domingo (6), no Flores de Sal – Bairro Cidade, em Tijucas, com o 22 no peito, para recepcionar o governador.

Os mais discretos são Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, e Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas, mas que já manifestaram, inclusive publicamente, apoio ao plano de continuidade no governo estadual. O principal entrave para ambos, e que limitaria uma clara exposição, seria a desconjuntura política com as regências do PL nas esferas locais.

Sem quórum

Postado em 24 de julho de 2026
Foto: Reprodução

A passagem do pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD), ontem, pelo Vale do Rio Tijucas, serviu para mostrar que partidos são apenas números e que, em política, autonomia e mandato não se juntam. Embora represente quatro legendas, apenas lideranças do MDB, que não integram os governos locais, e algumas outras pontuais, de oposição nos municípios do roteiro, participaram dos encontros com o ex-prefeito de Chapecó.

Figuras que poderiam simbolizar a força da aliança, como o prefeito em exercício de Tijucas, Rudnei de Amorim (PSD), o vice-prefeito de Canelinha, Antonio Carlos Machado Junior (PSD), o prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO) e o vice, Mateus Galliani (PP), e o vice-prefeito de Nova Trento, Laerci Girola (PP), preferiram se abster. Muitos destes – ou todos –, aliás, vêm manifestando, discretamente, apoio ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Porque precisam ou porque, antes de serem mandatários, não se mandam.

Ao que tudo indica, se Rodrigues depender dos correligionários da região para chegar à Casa D’Agronômica, vai precisar de muito mais que visitas cordiais e discursos de unidade.

Muro baixo

Postado em 15 de julho de 2026
Foto: PMSJB/Divulgação

Defensor contumaz do ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), o ex-secretário municipal e ex-vereador Edésio Pedrinho Tomasi virou a casaca. Dias atrás, foi confirmado na secretaria-adjunta de Infraestrutura, no governo de Juliano Peixer (UNIÃO), em São João Batista.

O movimento, entretanto, foi cercado de bastidores. Desde que perdeu a cadeira que ocupava na Câmara Municipal, nas eleições de 2024, Tomasi vinha acusando Cândido e sua fiel escudeira, a professora Rúbia Alice Tamanini Duarte, de terem se dedicado mais à campanha de Matheus Gonçalves (PSD), que foi eleito – e que, já no início da legislatura, surpreendentemente, assumiu a liderança do governo de Peixer no parlamento.

Pouco tempo depois do pleito, inclusive, o ex-vereador pediu desfiliação do PSD. Nas internas do partido, o ato foi compreendido como um aceno aos rivais. E do outro lado das trincheiras, no que se prova, a mensagem foi assimilada.

Os contatos iniciais com a prefeitura sugeriam que Tomasi fosse nomeado secretário de Educação, mesma função que exerceu, com reconhecido sucesso, na gestão de Cândido. A resistência de setores do PP, partido da aliança governista, contudo, foi determinante para o desacordo. O comando progressista interveio e barrou o “amigo do Daniel” no primeiro escalão.

Sobrou, portanto, para Tomasi, uma secretaria-adjunta. Embora fontes do Blog ligadas ao ex-vereador garantam que o cargo, modesto diante da pedida, seja, inicialmente, trampolim para “coisas maiores” ao longo da gestão. Mesmo assim, o PP precisou ser convencido – com intermediação meticulosa do chefe de gabinete Orivan Jarbas Orsi, que ingressou no governo recentemente para, especialmente, conciliar a motinada política no paço batistense.

Caixa postal

Postado em 15 de junho de 2026
Foto: Reprodução/Rádio Super

O ex-vereador Heriberto Eurides de Souza, de São João Batista, garante que não foi o destinatário da polêmica mensagem de áudio em que o prefeito Juliano Peixer (UNIÃO) articula o isolamento do PP, partido aliado na atual conjuntura governista.

Betinho pediu direito de resposta ao Blog e enviou, em seguida, nota de esclarecimento, publicada na íntegra:

“Sobre a matéria “Pacto gravado”, publicada neste portal em 10 de junho de 2026, na qual meu nome aparece como suposto destinatário de mensagens de áudio atribuídas ao prefeito de São João Batista, venho a público esclarecer alguns pontos que considero importantes.

 

Meu nome foi ligado a esse episódio sem que fosse apresentada uma única fonte ou prova. Minha voz não está na gravação, meu nome não é citado em momento algum do áudio e nenhum elemento concreto me liga àquela conversa.

 

Sobre uma suposição, construiu-se um fato. Nego, de forma categórica, qualquer participação nesse episódio. Espero, com a mesma serenidade, que quem ligou meu nome a esse fato apresente publicamente as provas do que afirma. Lançar nomes ao vento é fácil. Sustentar o que se diz, com elementos concretos, é o que se espera de quem se propõe a informar

 

A liberdade de imprensa é um pilar da nossa democracia e deve ser sempre defendida. Ela caminha, porém, lado a lado com a responsabilidade de quem comunica. Construir histórias em cima de suposições, envolvendo o nome de quem nada tem a ver com os fatos, não é jornalismo. É especulação que atinge a honra e a reputação de pessoas de bem, valores que a Constituição Federal expressamente protege.

 

Por fim, reconheço a correção deste portal em abrir espaço para esta manifestação, respeitando o direito de quem foi citado se defender. Fica registrado, contudo, que me reservo todos os direitos que a lei me garante quanto a esse episódio”.

PONTO E CONTRAPONTO

Comprometido, entretanto, com os pilares do bom jornalismo, o Blog ratifica que não afirmou ou confirmou, na nota em questão, que a mensagem tenha sido enviada ao ex-vereador, e usou, como conduta adequada, o termo “supostamente”, em respeito às suas fontes, mas, de mesmo modo, aos citados na redação.

O destino da mensagem, a propósito, não deslegitima a notícia, rigorosamente verdadeira.

RESPEITO

No seu inegociável dever, com base no que é justo e necessário, o Blog reitera, ao ex-vereador Heriberto Eurides de Souza ou a quem se sentir no direito, que o espaço segue aberto, sempre e sob qualquer argumento, para defesas e reparações.

Pacto gravado

Postado em 10 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Vazaram mensagens de áudio do prefeito Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, supostamente para o ex-vereador Heriberto Eurides de Souza, sugerindo “um blocão com o 44 e o PSD do Daniel (Netto Cândido, ex-prefeito e adversário direto nas eleições de 2024)” e o isolamento do PP, aliado na atual conjuntura. As gravações se espalharam rapidamente entre oposicionistas e, obviamente, nos grupos de apoiadores, os mais preocupados.

No recado, Peixer articula uma coalizão e propõe a Betinho “pegar o PL” – hoje sob o comando do empresário Felipe Lemos, também rival na eleição passada – e “deixar o MDB e o PP um de cada lado”, com a expectativa de atrair o apoio dos emedebistas.

Embora o material tenha surgido recentemente, interlocutores da base garantem que as conversas sejam antigas. Na argumentação dos situacionistas, as mensagens teriam sido trocadas ainda no período de formação das alianças, com vistas no pleito de 2024, e não refletiriam o contexto atual.

Para a oposição, independentemente das divergências temporais, o diálogo evidencia, mais uma vez, o impasse entre Peixer e o comando do PP – condição que, inclusive, tumultuou o ambiente político da prefeitura no início da gestão. A frase “do tipo que estão fazendo, é pra aleijar nós”, presente no áudio, corrobora a questão. Ouça:

Agenda conjunta

Postado em 5 de junho de 2026
Foto: Divulgação

A preocupação dos municípios do Vale do Rio Tijucas com a eventual influência do fenômeno El Niño na região provocou uma visita conjunta à Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, em Florianópolis, anteontem. A agenda reuniu os prefeitos de Canelinha, Diogo Francisco Alves Maciel (PL), de Nova Trento, Maxiliano de Oliveira (PL), e São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO) – que esteve acompanhado do vice-prefeito Mateus Galliani (PP).

Quem recebeu a comitiva local foi o secretário Fabiano de Souza. O encontro objetivou, principalmente, a articulação entre os municípios do Vale e o governo estadual no alinhamento de estratégias de prevenção, mitigação e resposta a possíveis eventos climáticos na região. Mas não apenas isso.

No encontro se discutiu, além dos cenários relacionados às previsões meteorológicas para os próximos meses, alternativas para a recuperação do leito do Rio Tijucas, que envolve os três municípios e impacta diretamente o cotidiano das comunidades canelinhense, batistense e neotrentina.

Negação prorrogada

Postado em 22 de maio de 2026
Foto: PMSJB/Divulgação

O prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO), usou as redes sociais, quarta-feira (20), para corrigir a imprensa, que, equivocadamente, relacionou a Operação Regalo com o atual governo do município. E tinha razão. De fato, o alvo das investigações de Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e Geac (Grupo Especial Anticorrupção) eram contratos firmados sob a administração do antecessor, Pedro Alfredo Ramos (MDB). Mas foi a insistência em afirmar que “não tem nenhuma pessoa da nossa gestão sendo investigada” que chamou atenção na postagem do mandatário batistense.

Na mesma toada, grupos de conversação online da cidade se inflamaram com a lista de acusações do Ministério Público e, em princípio, pedidos de quebra de sigilo de dados e telefônico de dois servidores muito presentes na atual administração municipal. Um deles, engenheiro da prefeitura e, de acordo com fontes ligadas ao governo, “quem resolve os pepinos” do prefeito; e o outro, muito próximo de Peixer, herdado da gestão Pedroca, que exercia cargo de confiança no Executivo batistense até poucos dias.

Notou-se, ainda, o cuidado em citar, na publicação, que a operação apura eventuais irregularidades “em 2023 e 2024” – período em que Peixer, ex-secretário de Obras, ex-chefe de gabinete de Pedroca e figura marcante no governo do antecessor, já havia se exonerado. As investigações, no entanto, atêm-se, de fato, aos quatro anos da administração anterior.

Apoiadores do governo atual, agora, julgam que o prefeito não precisava ter se estendido no esclarecimento e que poderia ter concluído a publicação na frase “não tem nada a ver com a nossa gestão”. Pois então!

Alvo errado

Postado em 20 de maio de 2026
Foto: Luan Lucas/Arquivo LDF

O prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO), correu para as redes sociais assim que a imprensa catarinense, equivocadamente, atribuiu a ele envolvimento na Operação Regalo, que as forças policiais e o Ministério Público deflagraram ontem. “Não tem nada a ver com a nossa gestão. Estão investigando contratos de 2023 e 2024”, esclareceu.

A gafe nasceu, a propósito, na redação do maior grupo de comunicação do estado e repercutiu na mídia local – com as devidas correções, na sequência. As reportagens observaram as diligências em São João Batista, a confiabilidade da fonte, e relacionaram com o governo atual.

De fato, a operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e do Geac (Grupo Especial Anticorrupção) apura um esquema de fraudes em licitações na administração anterior, do ex-prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB). Mas não somente em São João Batista.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos em municípios catarinenses e no Mato Grosso. O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), acusado de participação no esquema, foi preso preventivamente na capital federal enquanto participava da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Buraco social

Postado em 30 de março de 2026
Foto: PMSJB/Arquivo

A comunicação impulsiva e desorientada parece ser o calcanhar de Aquiles das últimas gestões do município de São João Batista. Se o ex-prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB) melindrava correligionários e abastecia a lista de pilhérias dos rivais com mensagens de áudio desmedidas, as publicações do atual, Juliano Peixer (UNIÃO), nas redes sociais, seguem o mesmo ritmo.

Na incursão mais recente, o mandatário batistense decidiu responder, de próprio punho, a crítica de uma moradora sobre um buraco na rua em que “caberia um carro” e, no mínimo, escolheu mal as palavras. “Amanhã vou aí ver esse seu buraco que cabe um carro”, escreveu Peixer na réplica.

A situação se agravou quando o cônjuge da reclamante entrou na conversa. “Não entendi o comentário, senhor prefeito. O buraco é da rua, e não da minha esposa”, publicou. Desde então, capturas de tela com o atrito, desconcertante e caricato, vêm sendo disseminadas nos grupos de conversação online da cidade.

REINCIDÊNCIA

Esta pode ter sido a segunda patacoada de Peixer nas plataformas digitais em poucos dias. Em outra postagem, o chefe do Executivo da Capital Catarinense do Calçado teria usado o mantra do ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), seu principal oponente nas eleições de 2024, “olhando para frente, fazendo o que é certo e melhorando a vida das pessoas”, como se fosse de sua autoria. De acordo com fontes do Blog, a publicação foi removida cerca de 10 minutos depois de ir ao ar.

Apoiadores do prefeito, no entanto, garantem que a postagem nunca existiu e que foi criada em inteligência artificial por adversários – embora os indícios de realismo sejam bem convincentes.

Antessala

Postado em 24 de fevereiro de 2026
Foto: Brenno Gonçalves/Arquivo/LDF

Ex-prefeito e ex-vice-prefeito de Nova Trento, o cientista político Orivan Jarbas Orsi assumiu, nesta semana, sem grande alarde, a chefia de gabinete da prefeitura de São João Batista. O cargo continuava vago desde o início da gestão de Juliano Peixer (UNIÃO) – embora aliados alegassem publicamente que era uma “necessidade” ter alguém nessa função.

O envolvimento de Orsi com o governo batistense, entretanto, não chega a ser uma novidade. O neotrentino participou ativamente da campanha vitoriosa em 2024 e, desde que Peixer assumiu o comando do município, tem contribuído voluntariamente com o equilíbrio institucional e político da gestão.

A discrição do ato, oficializado ontem sem qualquer comunicação formal, pode ter sido estratégica. A importação de políticos do município vizinho em cargos de alto escalão na prefeitura de São João Batista era uma das principais críticas dos rivais ao governo do ex-prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB), entre 2021 e 2024, escarniado por opositores como “República de Nova Trento”.