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Coluna

Jackson Laurindo

Publicado em 28 de outubro de 2026

O xadrez do Centrão

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Aposta em mudanças no sistema eleitoral e disputa por prefeituras marcam os novos movimentos do Centrão no tabuleiro nacional.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O resultado do primeiro turno acendeu o sinal vermelho no Centrão. A expressiva votação e a bancada recorde conquistada pelo PL expuseram a fragilidade dos partidos tradicionais, espremidos pelo avanço da polarização e ameaçados pelo risco real de encolhimento institucional.

Diante desse cenário de sobrevivência, lideranças partidárias apressaram a discussão no Congresso sobre mudanças no sistema eleitoral. A principal aposta é o modelo distrital misto, visto como antídoto para conter a força avassaladora dos grandes puxadores de votos na composição das bancadas.

A derrota do PL na disputa presidencial, contudo, alterou o tabuleiro e deu fôlego ao bloco. Após acenos táticos a Flávio Bolsonaro no auge da disputa, os caciques do Centrão já reorientam suas bússolas em direção ao Palácio do Planalto, sinalizando reaproximação com o governo Lula.

Mais do que espaço na Esplanada dos Ministérios, o olhar estratégico está voltado para as eleições municipais de 2028. O desafio do Centrão será erguer barreiras ao avanço do bolsonarismo nas prefeituras, preservando seu bem mais valioso: a influência e o domínio sobre as bases eleitorais no interior do país.

Jackson Laurindo é cientista político, analista do cenário eleitoral da região, de Santa Catarina e do país, e publica periodicamente no Blog do Léo Nunes

As opiniões contidas neste texto não refletem, necessariamente, a posição do Blog do Léo Nunes e são de inteira responsabilidade do autor.

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