terça-feira, 13 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Para depois do pleito

Postado em 3 de julho de 2026
Foto: Roberto Zacarias/Secom

A promessa do governador Jorginho Mello (PL) é que a discussão do plano de carreira dos praças militares em Santa Catarina seja retomada depois das eleições. Diante de controvérsias e insatisfação com pontos do projeto em construção, o governo optou por um recuo estratégico.

A decisão de voltar às negociações reflete a incerteza do Executivo sobre como o texto seria modificado durante o trâmite na Assembleia Legislativa. Com isso, a APRASC (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina) suspendeu o envio do documento preventivo que seria direcionado aos deputados.

Agora, as pautas balizarão as novas rodadas de negociação com o governo, buscando corrigir distorções da minuta antes do envio do texto final. Nessas tratativas, três pontos lideram as exigências.

Primeiro, alterar o requisito de comportamento para promoção a 1º Sargento e Subtenente de “Excepcional” para “Bom”. Depois, que a cota de 30% das vagas do Curso de Formação de Sargentos por desempenho seja restrita aos cabos no primeiro terço do almanaque. Por fim, exige trocar “no máximo” por “no mínimo” na oferta anual de vagas do CFS (300 PMs e 100 BMs), criando um piso obrigatório que evite a estagnação funcional da tropa.

Ao adiar a pauta para a pós-eleição, o governo ganha fôlego, mas eleva a expectativa da base. O desafio agora é garantir que as negociações resultem em um texto definitivo e justo, que valorize a tropa e assegure previsibilidade à carreira militar.

Orientações e questões

Postado em 17 de julho de 2024
Foto: Divulgação

Os governistas se reuniram ontem em torno do vereador Maickon Campos Sgrott (PP) e do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), que encabeçam o projeto de sucessão, para discutir os rumos do grupo nestas eleições. A pergunta que todos se fazem – sobre quem deve ser o candidato a vice-prefeito –, no entanto, continua sem resposta.

O encontro serviu, em suma, para orientar os pré-candidatos a vereadores de PP, PSD e UNIÃO BRASIL sobre as exigências da legislação eleitoral e traçar estratégias para o pleito proporcional. Dos 42 postulantes ao Legislativo tijuquense que o grupo tem como definidos, 40 estiveram presentes.

De certo, firmou-se que Campos Sgrott permanece, decidida e imutavelmente, como representante da aliança na disputa da prefeitura e que a coligação deve, salvo por uma hecatombe, ser convencionada com os três partidos já mencionados.

As dúvidas pairam, ainda e por pouco tempo, sobre a composição da chapa majoritária, com três opções dispostas ao posto: os vereadores Rudnei de Amorim (PSD), Claudemir “Bigodinho” Correia (PSD) e Maurício Poli (UNIÃO).

Barrado

Postado em 18 de abril de 2023

“Discriminação” foi o termo usado pelo paratleta Ymanitu Silva, de Tijucas, ao ser impedido de embarcar para o Brasil no check-in do Aeroporto Internacional de Seul, depois de participações em competições de tênis em cadeiras de rodas na Coreia do Sul. “A Qatar (Airways) não quis me levar, não teve jeito”, lamentou o tijuquense em vídeo nas redes sociais.

De acordo com a companhia aérea, Silva precisaria de um acompanhante ou de um relatório médico para poder viajar sozinho, dadas as suas limitações. “Em 13 anos viajando pelo mundo, é a primeira vez que vejo isso”, desabafou o oitavo melhor paratenista do mundo.

Many passou a noite no aeroporto e dormiu em um banco de madeira. Estranhamente, a Qatar Airwais não prestou assistência, realocação ou hospedagem para o tijuquense.

Ontem, ele embarcou normalmente com a Delta Air Lines, sem exigências de acompanhamento ou documentação médica, e voltou para casa. “Assim que chegou, ele só quis tomar um banho e dormir”, contou, com exclusividade ao Blog, a esposa do paratleta, Thaise Orsi. A família estuda uma representação judicial contra a Qatar Airway.

Diretor iletrado

Postado em 25 de setembro de 2018

Não afirmo e nem confirmo, mas aquele passarinho incolor, que tudo sabe e tudo vê, chega para contar que uma força-tarefa para reduzir as exigências do cargo de diretor geral da Câmara de Tijucas está em curso nas coxias do Poder Legislativo. Diz a ave sinistra que o intento – de pelo menos dois vereadores, que já negociam apoios com os pares – é suprimir da Lei o “nível superior” como requisito para a função.

Nem se precisa advertir, a propósito, que a mesa diretora da Casa do Povo para 2019 está definida e que o futuro comando já decidiu quem deve ocupar a diretoria geral – e que o escolhido, ou escolhida, ou protegido, ou protegida, não ostenta aquele sugerido certificado de formação acadêmica na parede. Hum…