Pedras no ventilador
Foto: Reprodução/Notícia de Fato nº 01.2026.00016702-1/MPSC
O presidente da Amavap (Associação de Moradores e Amigos da Vargem Pequena), Douglas dos Santos, provocou uma hecatombe na administração municipal de São João Batista. O caso, que se transformou em Notícia de Fato para o Ministério Público, envolve a possibilidade de crime ambiental por parte da prefeitura e, ainda mais grave, conduta improba de setores diversos do governo.
O fundamento da ocorrência seria a extração de aproximadamente 80 caçambas de pedras em área de preservação permanente designada à associação. As retiradas teriam sido realizadas com maquinário público e servido, segundo o relato, para o enrocamento, pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, da Ponte do Mantega e da Segunda Ponte do Fernandes. Mas foram os desdobramentos do ato que mais chamaram atenção.
O caso tomou outro rumo quando a Fumab (Fundação Municipal do Meio Ambiente) autuou e multou a associação em R$ 6 mil por uma ação que, segundo seu presidente, teria sido realizada pelo município. Para se defender, Santos acusou a prefeitura de ter tentado persuadi-lo a assumir a autoria do dano ao meio ambiente em troca da anulação da multa. Ao MP, ele afirma ter as gravações da conversa.
Na sessão de segunda-feira (4), o vereador Teodoro Marcelo Adão (MDB) mencionou o fato na tribuna da Câmara, pediu o afastamento dos servidores envolvidos e disse que a documentação apresentada na denúncia era de “deixar o cabelo em pé”.
