Ponte da discórdia
Um grupo de empresários de Tijucas que escoa a produção pela ponte do Porto do Itinga apresentou, ontem, requerimento ao secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos do município, vice-prefeito Adalto Gomes (PT), que exige justificativas – baseadas em documentos técnicos – sobre a limitação das cargas em 12 toneladas naquele translado. O ofício, assinado pela AMAAVART (Associação dos Mineradores de Areia e Argila do Vale do Rio Tijucas), estipula um prazo de cinco dias úteis a partir do protocolo, sob ameaça de, na sequência, buscar medidas judiciais.
Pelo menos 13 empresas – da pecuária, da agricultura, da fabricação de artefatos de cimento, da cerâmica, da fabricação de farinha de mandioca, do comércio de ração, da terraplanagem e da extração de areia e argila – fazem coro no requerimento, e esperam que o tráfego na ponte seja restabelecido.
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Todas as partes envolvidas tem razão, os empresários por que precisam escoar os seus produtos e afins e a comunidade que não pode ser prejudicada com a interdição da ponte. A questão é que mais uma vez o estado falha ao recuperar uma ponte onde é de conhecimento de todos que tem a finalidade a que se propõe. Já erraram ao permitir que só passe um carro por vez, erram em não pensar no futuro, pois essa mesma ponte poderia ser utilizada para desviar o trânsito pesado do centro da cidade, bastando para isso interligar o bairro Pernambuco com o Porto da itinga. Algo que com certeza ajudaria também a desenvolver aquelas localidades.