terça-feira, 13 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Em casa

Postado em 8 de setembro de 2026
Foto: Divulgação

O deputado estadual Altair Silva (PP) voltou às origens no fim de semana, na 7ª La Festa Lígure di Novitália, na Colônia Nova Itália, em São João Batista. Embora nascido em Major Gercino, foi no berço da imigração italiana em Santa Catarina, no município vizinho, que ele passou parte da infância e adolescência antes de se formar técnico agrícola e empreender no Oeste barriga-verde.

O evento, muito importante em razão do contexto histórico, resgata a proeza dos 132 imigrantes que chegaram a Desterro em 1836 e deram origem à Colônia. Antes de uma celebração da cultura e tradição italiana na região, a La Festa Lígure di Novitália reforça, ainda, o reconhecimento nacional do pioneirismo catarinense – especialmente por conta da disputa de titularidade com Santa Teresa, no Espírito Santo, registrada em lei federal como primeiro núcleo italiano no Brasil, em 1874.

…

RAÍZES

Foi na Colônia Nova Itália, no interior da Capital Catarinense do Calçado, inclusive, que Silva criou laços – que mais tarde seguiriam na seara política – com outro ilustre radicado no local: o ex-prefeito Uilson Sgrott, pai do atual chefe do Executivo de Tijucas, Maickon Campos Sgrott (PL).

Verdadeira história

Postado em 4 de abril de 2019
Foto: Dirleni Dalbosco/Divulgação

Ações na PGR (Procuradoria-Geral da República), no STF (Supremo Tribunal Federal) e na Assembleia Legislativa deram sequência, ontem, ao movimento “Non si può negare la storia, la vera storia! (Não se pode negar a história, a verdadeira história!)”, que pretende corrigir o erro da Lei Federal 13.617/2018 – que atribui ao município de Santa Tereza, no Espírito Santo, o título de Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil.

De acordo com o historiador Paulo Vandelino Kons, que é o coordenador do movimento, e de todos os integrantes da Adanpib (Associação dos Descendentes e Amigos do Núcleo Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil), o título, de fato, pertence à Colônia Nova Itália, em São João Batista.

Na foto, o abraço de gratidão e amizade do prefeito Daniel Netto Cândido (PSD) no presidente do Legislativo catarinense, deputado Júlio Garcia (PSD), que encampou a luta.

Imigração italiana

Postado em 22 de maio de 2018

A Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) aprovou por unanimidade o projeto de lei que reconhece a Colônia Nova Itália, em São João Batista, como pioneira da imigração italiana no Brasil. O relator da matéria foi o deputado estadual Serafim Venzon (PSDB) – urologista de formação, que atende no Hospital Municipal Monsenhor José Locks, na Capital Catarinense do Calçado, e representa o Vale do Rio Tijucas no parlamento catarinense. O projeto, agora, segue para plenário.

A proposta visa contrapor a Lei Federal 13.617/2018, que atribui o título de “Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil” ao município de Santa Teresa, no Espírito Santo. “A Assembleia Legislativa deu mais um passo para corrigir essa distorção histórica”, pontua o deputado.

…

DIZ A HISTÓRIA

Documentos históricos mostram que a Colônia Nova Itália foi fundada em março de 1836, com 186 imigrantes italianos que chegaram no navio Correio, aportaram no porto de Desterro e colonizaram a região do Vale do Rio Tijucas-Grande. Destes, 132 se estabeleceram e fundaram a Colônia em São João Batista.

Já a colonização no Espírito Santo, de acordo com historiadores, ocorreu quase 38 anos mais tarde, a partir de 21 de fevereiro de 1874, com a chegada do navio La Sofia no porto de Vitória, com 388 camponeses oriundos do império austro-húngaro e da região do Vêneto.

Imigração italiana

Postado em 24 de janeiro de 2018

O presidente Michel Temer (MDB) mexeu num vespeiro ao sancionar a Lei Federal 13.617/2018, que atribui, equivocadamente, ao município de Santa Teresa, no Espírito Santo, o título de “Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil”. Representantes de entidades da sociedade civil e do Poder Público catarinenses vêm se organizando para provar, por A mais B, ao chefe da Nação e a quem quer que seja, que essa alcunha pertence, de fato, a São João Batista, abrigo da Colônia Nova Itália.

Os requerentes, que se reuniram sexta-feira (19) na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), se baseiam nos registros do historiador Paulo Vendelino Kons, que viveu na Colônia. De acordo com o arquivo, 132 imigrantes italianos fundaram a Colônia Nova Itália, a pioneira no Brasil, no Vale do Rio Tijucas-grande, em 1836. O início da colonização italiana no Espírito Santo teria ocorrido 37 anos e 11 meses depois, em 21 de fevereiro de 1874.