segunda-feira, 2 de março de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Desabite-se

Postado em 2 de março de 2026
Foto: PMB/Divulgação

Os telefones celulares de três servidores da prefeitura de Bombinhas estão em posse da Polícia Federal. Eles são suspeitos de participação em um esquema de fraudes na liberação de obras no município, e tiveram os aparelhos apreendidos na quinta-feira (26), durante diligência da Operação Alinhamento, que cumpriu mandados no paço bombinense.

De acordo com as primeiras informações, a PF passou a investigar os motivos da emissão irregular de um certificado de conclusão de obra – o popular habite-se – para um imóvel de alto padrão construído em área de marinha. A liberação teria ocorrido em desacordo com as normas ambientais e, segundo a apuração do caso, haveria indícios de que dados teriam sido apagados do sistema da prefeitura e que funcionários comissionados sem competência legal para a função estariam emitindo licenças falsas.

Em nota oficial, a administração municipal garantiu que pretende prestar todo o suporte necessário para as autoridades, “fornecendo as informações e documentos que forem solicitados” e frisou que o processo em questão se refere a fatos ocorridos em 2024 – para que, obviamente, desvie-se do prefeito Alexandre da Silva (PSD) qualquer responsabilidade na ocorrência.

Os servidores citados na investigação, e que tiveram os aparelhos celulares apreendidos, foram afastados preventivamente dos cargos que ocupam no município.

Argamassa

Postado em 11 de setembro de 2019

Policiais da Deic (Diretoria Estadual de Investigação Criminal) reviraram prefeituras da região — Tijucas, Porto Belo, Itapema e Bombinhas entre elas —, ontem, para cumprir mandados de busca e apreensão. O departamento apura suspeitas de fraudes em 23 procedimentos licitatórios, entre 2007 e 2018, ligados à fabricação de artefatos de cimento para uso na construção civil. A operação foi batizada de “Argamassa”.

No paço da Capital do Vale, a procura foi por um registro de dezembro de 2012. Naquela feita, uma empresa com sede em Porto Belo — a principal investigada na operação — havia prestado serviços de infraestrutura ao município.

O trabalho vem sendo coordenado pelo delegado Marcus Fraile, da Delegacia de Combate à Corrupção, em conjunto com o Ministério Público de Contas, e já motivou seis prisões temporárias.