Fruta da estação
A burlesca sugestão do presidente da Câmara Municipal de Canelinha, vereador Arlindo de Simas (PL), semana passada, para que o município invista no cultivo do cambucá — o que, na visão dele, incentivaria o turismo e movimentaria a economia —, segue gerando pilhérias de toda sorte na Cidade das Cerâmicas. Todos os dias, nas rodas de cavaco e nos grupos de WhatsApp, alguém menciona a fruta e faz uma chalaça. Virou folclore.
Simas, porém, continua sendo o único que não vê graça nenhuma nos comentários jocosos sobre o tema. Terça-feira (3), aliás, ele pediu à secretária do Legislativo que lesse, no encerramento da sessão, um memorando repleto de parábolas e ensinamentos. A nota atentou para o fato de que “enquanto o eucalipto leva cinco anos para se transformar numa árvore de R$ 500, cada cambucazeira geraria R$ 2 mil anuais” e argumentou que “as pessoas só jogam pedras em árvores que estão dando frutos; e que são pedradas de inveja”.
Na manhã seguinte, provavelmente sensibilizado com a lição, um cidadão canelinhense escreveu alguns versos e divulgou nas redes sociais. Diz o texto, gravado em áudio, que “São João Batista tem sapatarias, e em Nova Trento vamos para rezar. Em Tijucas tem um dinossauro, e em Canelinha temos cambucá”. Pois, então?!
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Depois mtos ficam chateados quando se diz que Brasileiro não sabe votar!
Os políticos de Canelinha são muito fraquinhos… isso deve explicar o fato de Canelinha ser o mais atrasado dos municípios do Vale.