Poder em trânsito
Foto: Pyerre Cabral/PMT
De surpresa, com cerimônia intimista, nesta manhã, o presidente da Câmara Municipal de Tijucas, vereador Flávio Henrique Souza (MDB), tornou-se prefeito interino. Ele fica no cargo por 10 dias, enquanto o titular Maickon Campos Sgrott (PL) viaja a trabalho para Portugal e o substituto imediato, vice-prefeito Rudnei de Amorim (PSD), passa férias com a família.
Foto: Pyerre Cabral/PMTÉ a segunda vez que Campos Sgrott transmite o comando do município para o presidente do Legislativo. No ano passado, Cláudio Eduardo de Souza (MDB), que chefiava a mesa diretora da Câmara, assumiu a prefeitura por 16 dias em movimento semelhante.
O ato evidencia o alinhamento que o prefeito vem construindo com o parlamento desde o início da legislatura, quando reverteu a minoria na Casa do Povo por uma trama estratégica que, em suma, garantiu governabilidade – e a aprovação de propostas alegadamente impopulares, essenciais para a reforma que o Executivo projetava. Flávio Souza foi crucial nessa montagem, mas não se tem confirmação de que a assunção da prefeitura era parte do plano.
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MODUS OPERANDI
A cessão de espaço a aliados políticos foi uma das marcas de Campos Sgrott em seu único mandato como vereador, entre 2021 e 2024. Ao todo, ele permitiu que suplentes assumissem a legislatura em oito oportunidades, sempre por 30 dias. Registrou-se, portanto, um rodízio sem precedentes na história da Câmara tijuquense.
O modelo tem sido seguido no comando do município como forma de prestigiar a conjuntura e consumar o fortalecimento do grupo, desta vez, a propósito, independentemente das legendas partidárias.
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E O VICE?
A passividade do vice-prefeito Rudnei de Amorim gera questionamentos. Mas, internamente, tem sido tratada como inerente ao processo político. Há, segundo fontes da prefeitura, um distanciamento paulatino entre o time de Campos Sgrott e seu adjunto desde a campanha de 2024.
Amorim foi uma escolha particular do ex-prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) para a proposta de sucessão, e admitida com ressalvas no grupo. No quadro atual, mesmo a figura do antecessor encontra resistência no domo governista.
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ELEIÇÕES EM 2028
Essa reserva, obviamente, sugere a perspectiva de mudanças para um eventual projeto de reeleição. Opções para 2028 viriam sendo avaliadas.
Na fila estaria o vereador Maurício Poli (UNIÃO), personagem mais próximo, sobretudo por razões familiares, de Campos Sgrott, e com quem o mandatário tijuquense pretendia, se a escolha fosse sua, dividir a cena na eleição vencida. Outra alternativa seria o presidente municipal do PL, Fernando Fagundes, que estreitou laços com o prefeito ultimamente, goza de comprovado prestígio popular e indicação especulada do governador Jorginho Mello (PL).
Campos Sgrott, no entanto, tem evitado projeções e não confirma sequer a recandidatura no pleito futuro.
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