segunda-feira, 21 de outubro de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Chamado da capital

Postado em 17 de outubro de 2019
Foto: Divulgação

A assessoria de Imprensa do deputado federal Rogério “Peninha” Mendonça (MDB-SC) ficou vaga, e o parlamentar lembrou, de imediato, de uma conterrânea para preencher o cargo.

Desde que a jornalista Ketrin Raitz decidiu trocar o gabinete do deputado, em Brasília, pelo departamento de Comunicação do governo de São Paulo — para trabalhar com o midiático governador João Doria Junior (PSDB) —, semanas atrás, Peninha vem tentando convencer a neotrentina Dirleni Dalbosco a se mudar para a capital federal e assumir o posto.

Dirleni comanda o setor de Comunicação na prefeitura de São João Batista há cinco anos, e, depois de pesar oportunidade e estabilidade, decidiu seguir na Capital Catarinense do Calçado com o prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), pelo menos até o fim de 2020.

Sem retorno

Postado em 23 de setembro de 2019

A bruxa anda solta na Ditran (Diretoria de Trânsito e Transportes) de Tijucas. E não é de agora. Desde a gestão de Valério Tomazi (MDB), o departamento lidera, com folga, a lista de trocas de comando no governo municipal. Sexta-feira (20), o atual diretor, coronel Renato Moacir Bento, entregou o cargo. Se despediu dos colegas, e saiu dizendo que não mais voltava.

De acordo com um passarinho incolor, Bento deixou o posto para cuidar do pai, que enfrenta problemas de saúde. Ele substituiu Alvino Aurélio Müller em março e ficou apenas seis meses no comando da Ditran. O prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) — que ainda não se manifestou oficialmente sobre a baixa — já procura, com cautela, um novo nome para o cargo.

Fala, vereador!

Postado em 21 de agosto de 2019

“Se conversaram sobre isso, foi entre eles e não comigo”, diz o vereador Odirlei Resini (MDB) sobre a conjecturada oferta dos colas-brancas — de um cargo na estrutura municipal em troca de filiação ao PSD e apoio nas próximas eleições em Tijucas.

O parlamentar confirma, entretanto, que vem se sentindo isolado no MDB desde a eleição para a presidência da Câmara, e que, por conta dessa situação, tem, de fato, recebido convites de outros partidos. “O próprio PSD já me convidou, mas nunca falaram em secretaria”, garante.

CONTRAPONTO

Substituto imediato de Resini no parlamento tijuquense, o suplente Oscar Luiz Lopes (MDB), no entanto, parece certo do acordo entre o titular e a administração municipal; e teria recebido investidas para, em caso de acerto entre as partes, rezar a cartilha do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) na Câmara.

O empecilho seria a família, quase toda emedebista. Lopes, a propósito, estaria tentando convencer os parentes dos benefícios da proposta.

Breve ausência

Postado em 23 de julho de 2019

Com fortes raízes em Tijucas — tem uma irmã residente na cidade, na Praça —, o senador Jorginho Mello (PL-SC) deve anunciar, nesta semana, que pretende se licenciar do cargo por alguns dias.

Estima-se que Mello deva sair de cena apenas para dar lugar à suplente, a ex-primeira-dama do estado Ivete Appel da Silveira, viúva do ex-governador e ex-senador Luiz Henrique da Silveira.

Panos quentes

Postado em 10 de julho de 2019

De malas prontas para o PL, o vice-prefeito Adalto Gomes jura que não falou, em reunião com apoiadores, sobre um “prazo de 120 dias para entregar o comando da Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos do município” — embora as precisas fontes do Blog continuem reafirmando a informação.

Gomes garante, inclusive, que continua no governo até o fim do mandato, “seja como secretário ou apenas como vice-prefeito” e que não descarta qualquer convenção política para as eleições de 2020, sobretudo a manutenção da dupla, na mesma ordem, com o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD).

O adjunto tijuquense, no entanto, segue crente na inversão da chapa. “Temos um compromisso. Continuo acreditando que ele (Mariano Rocha) vá cumprir”, diz.

Prenúncio do fim

Postado em 2 de julho de 2019

As fotos dos eventos sociais e institucionais não mostram, mas a parceria entre o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e o vice-prefeito Adalto Gomes (PL), pelo menos no campo político, já não existe. O adjunto tijuquense, aliás, só não entregou o comando da Secretaria Municipal de Obras, Transportes e Serviços Públicos ainda porque aguarda a assinatura da ordem de serviço para o asfaltamento da Avenida Beira-Rio – e, obviamente, os créditos da obra. Mas o fim está cada vez mais próximo.

Na sexta-feira (28), Gomes se reuniu com apoiadores e definiu um prazo: 120 dias para entregar o cargo e abandonar o governo. Correligionários do vice-prefeito insistem na indicação de um substituto, mesmo com a inevitável ruptura.

EXECUTIVO E LEGISLATIVO

O conflito chegou, sobretudo, à Câmara Municipal. Vereadores governistas já não defendem o secretário e vice-prefeito quando o tema “obras” vem à pauta; e se juntam aos oposicionistas para culpar o ex-petista por qualquer ingerência na infraestrutura do município. Gomes vem sendo fritado, e tanto no Executivo quanto no Legislativo virou persona non grata.

SUBSTITUTO

No ninho cola-branca, conselheiros de Mariano Rocha já tramam a troca de comando na pasta de Obras. As investidas começaram na primeira quinzena de junho, durante os encontros de celebração dos 159 anos de Tijucas. O eloquente vereador Rudnei de Amorim (DEM) – coincidentemente ou não, um dos críticos mais incisivos do vice-prefeito na Câmara – é quem teria a preferência de figuras clássicas do Conselho, como os empresários Geremias Teles SilvaUilson Sgrott, para assumir o posto.

Exoneração

Postado em 5 de junho de 2019

O autointitulado secretário geral do PSL em Tijucas, Daniel Umbelino, deixou de constar na lista de assessores do deputado estadual Felipe Estevão (PSL) na Assembleia Legislativa. Era um dos cargos sob indicação do servidor público municipal Renato Sartori, de Tijucas, que chegou a presidir uma comissão provisória do partido no município e apoiou o parlamentar nas eleições de 2018.

Assim que Sartori perdeu o comando do partido, Umbelino perdeu o emprego.

Dentro e fora

Postado em 14 de maio de 2019

Bastou coordenar, satisfatoriamente e com pronto atendimento do governo estadual, a audiência pública sobre a famigerada “cratera de Tigipió”, semana passada, para o deputado estadual Altair Silva (PP) – que representa Major Gercino e São João Batista na Assembleia Legislativa – pedir afastamento do cargo.

Nos próximos 60 dias, Silva não vai frequentar o parlamento catarinense. Não tem problemas de saúde e nem qualquer outro impedimento. Apenas, entrou no questionável “rodízio” que os partidos costumam promover nos Legislativos.

Para justificar, o parlamentar disse, em nota, que está retribuindo um gesto que recebeu no passado – quando suplente, entre 2015 e 2018, assumiu uma das cadeiras do PP na Alesc por seis vezes, durante as licenças dos titulares. “Acredito que é assim que o partido cresce e que o espírito de grupo se fortalece, até porque ninguém chegou aqui sozinho”, pontuou.

Carta de adeus

Postado em 17 de abril de 2019

Três meses e seis dias. Este foi o tempo em que a secretária de Saúde do município de Canelinha, Maria Jucélia Grippa Sousa, permaneceu no posto. O pedido de demissão chegou à mesa do prefeito Moacir Montibeller (MDB) ontem, no fim da tarde. A notícia surpreendeu, sobretudo, governistas e vereadores de situação.

Os motivos ainda são desconhecidos. Nos porões do poder, comenta-se que a secretária tenha entrado em desacordo com Montibeller sobre mudanças no orçamento da pasta e decidido deixar o cargo. Até o momento, a administração municipal não se manifestou oficialmente sobre o assunto. Publicações, em tom de despedida, de colegas de trabalho nas redes sociais, no entanto, confirmam o fato.

Regra e exceção

Postado em 25 de março de 2019

Sempre que pode e tem plateia, o presidente do MDB em Santa Catarina, Mauro Mariani, diz que há uma determinação para que todo emedebista com cargo no governo de Carlos Moisés da Silva (PSL) solicite imediato desligamento do posto. Mas a pressão não parece afetar o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB), de Tijucas, que segue pleno e firme na diretoria técnica da Aresc (Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina).

Aos seus, Manrrich justifica que não tem ligação direta com o governo estadual e que, independente de orientações políticas e apesar da excelente relação com Mariani, apenas cumpre um mandato, sabatinado na Assembleia Legislativa, até 2 de outubro de 2022.