Gestação de risco
Os canelinhenses não nascem mais em Canelinha desde que a Vigilância Sanitária decidiu interditar a obstetrícia do Hospital Municipal por questões burocráticas. Problemas como a falta de uma equipe médica especializada em tempo integral e a necessidade de adequações no CNPJ da unidade foram considerados no processo de impedimento. A administração municipal, por sua vez, resolveu que seria coerente, portanto, abolir o termo “maternidade” do nome Hospital e Maternidade Maria Sartori Bastiani. O projeto de Lei, originário do Executivo, foi encaminhado à Câmara e provocou uma barafunda na cidade.
Os vereadores, apoiados por setores da comunidade, bateram o pé e cobraram uma solução que não fosse, simplesmente, a extinção da maternidade. No apagar das luzes, cerca de 20 minutos antes da polêmica proposta ir à votação em plenário, o Executivo decidiu retirar o projeto da pauta legislativa. E deve, agora, encontrar meios de manter os partos no município assim como o nome do Hospital. Pois, então?!
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