sexta-feira, 22 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Negação prorrogada

Postado em 22 de maio de 2026
Foto: PMSJB/Divulgação

O prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO), usou as redes sociais, quarta-feira (20), para corrigir a imprensa, que, equivocadamente, relacionou a Operação Regalo com o atual governo do município. E tinha razão. De fato, o alvo das investigações de Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e Geac (Grupo Especial Anticorrupção) eram contratos firmados sob a administração do antecessor, Pedro Alfredo Ramos (MDB). Mas foi a insistência em afirmar que “não tem nenhuma pessoa da nossa gestão sendo investigada” que chamou atenção na postagem do mandatário batistense.

Na mesma toada, grupos de conversação online da cidade se inflamaram com a lista de acusações do Ministério Público e, em princípio, pedidos de quebra de sigilo de dados e telefônico de dois servidores muito presentes na atual administração municipal. Um deles, engenheiro da prefeitura e, de acordo com fontes ligadas ao governo, “quem resolve os pepinos” do prefeito; e o outro, muito próximo de Peixer, herdado da gestão Pedroca, que exercia cargo de confiança no Executivo batistense até poucos dias.

Notou-se, ainda, o cuidado em citar, na publicação, que a operação apura eventuais irregularidades “em 2023 e 2024” – período em que Peixer, ex-secretário de Obras, ex-chefe de gabinete de Pedroca e figura marcante no governo do antecessor, já havia se exonerado. As investigações, no entanto, atêm-se, de fato, aos quatro anos da administração anterior.

Apoiadores do governo atual, agora, julgam que o prefeito não precisava ter se estendido no esclarecimento e que poderia ter concluído a publicação na frase “não tem nada a ver com a nossa gestão”. Pois então!