terça-feira, 21 de julho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Negação prorrogada

Postado em 22 de maio de 2026
Foto: PMSJB/Divulgação

O prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO), usou as redes sociais, quarta-feira (20), para corrigir a imprensa, que, equivocadamente, relacionou a Operação Regalo com o atual governo do município. E tinha razão. De fato, o alvo das investigações de Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e Geac (Grupo Especial Anticorrupção) eram contratos firmados sob a administração do antecessor, Pedro Alfredo Ramos (MDB). Mas foi a insistência em afirmar que “não tem nenhuma pessoa da nossa gestão sendo investigada” que chamou atenção na postagem do mandatário batistense.

Na mesma toada, grupos de conversação online da cidade se inflamaram com a lista de acusações do Ministério Público e, em princípio, pedidos de quebra de sigilo de dados e telefônico de dois servidores muito presentes na atual administração municipal. Um deles, engenheiro da prefeitura e, de acordo com fontes ligadas ao governo, “quem resolve os pepinos” do prefeito; e o outro, muito próximo de Peixer, herdado da gestão Pedroca, que exercia cargo de confiança no Executivo batistense até poucos dias.

Notou-se, ainda, o cuidado em citar, na publicação, que a operação apura eventuais irregularidades “em 2023 e 2024” – período em que Peixer, ex-secretário de Obras, ex-chefe de gabinete de Pedroca e figura marcante no governo do antecessor, já havia se exonerado. As investigações, no entanto, atêm-se, de fato, aos quatro anos da administração anterior.

Apoiadores do governo atual, agora, julgam que o prefeito não precisava ter se estendido no esclarecimento e que poderia ter concluído a publicação na frase “não tem nada a ver com a nossa gestão”. Pois então!

Alvo errado

Postado em 20 de maio de 2026
Foto: Luan Lucas/Arquivo LDF

O prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO), correu para as redes sociais assim que a imprensa catarinense, equivocadamente, atribuiu a ele envolvimento na Operação Regalo, que as forças policiais e o Ministério Público deflagraram ontem. “Não tem nada a ver com a nossa gestão. Estão investigando contratos de 2023 e 2024”, esclareceu.

A gafe nasceu, a propósito, na redação do maior grupo de comunicação do estado e repercutiu na mídia local – com as devidas correções, na sequência. As reportagens observaram as diligências em São João Batista, a confiabilidade da fonte, e relacionaram com o governo atual.

De fato, a operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e do Geac (Grupo Especial Anticorrupção) apura um esquema de fraudes em licitações na administração anterior, do ex-prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB). Mas não somente em São João Batista.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos em municípios catarinenses e no Mato Grosso. O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), acusado de participação no esquema, foi preso preventivamente na capital federal enquanto participava da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Fraudes em licitações

Postado em 28 de maio de 2025
Foto: Gaeco/Divulgação

Uma operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e pelo Geac (Grupo Especial Anticorrupção) nesta manhã cumpriu 33 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, entre eles Itapema, na Costa Esmeralda. Batizada de “Pactum”, a diligência investiga suspeitas de fraudes em licitações públicas em Santa Catarina.

Servidores públicos e empresários – alguns muito conhecidos no meio social e político – são os alvos da ação, suspeitos de manipular processos de compras a partir dos governos municipais.

A opeação, que já teve fases anteriores, aponta para a formação de uma associação criminosa envolvida em corrupção e advocacia administrativa. As investigações seguem em sigilo.