Negação prorrogada
Foto: PMSJB/Divulgação
O prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO), usou as redes sociais, quarta-feira (20), para corrigir a imprensa, que, equivocadamente, relacionou a Operação Regalo com o atual governo do município. E tinha razão. De fato, o alvo das investigações de Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e Geac (Grupo Especial Anticorrupção) eram contratos firmados sob a administração do antecessor, Pedro Alfredo Ramos (MDB). Mas foi a insistência em afirmar que “não tem nenhuma pessoa da nossa gestão sendo investigada” que chamou atenção na postagem do mandatário batistense.
Foto: PMSJB/DivulgaçãoNa mesma toada, grupos de conversação online da cidade se inflamaram com a lista de acusações do Ministério Público e, em princípio, pedidos de quebra de sigilo de dados e telefônico de dois servidores muito presentes na atual administração municipal. Um deles, engenheiro da prefeitura e, de acordo com fontes ligadas ao governo, “quem resolve os pepinos” do prefeito; e o outro, muito próximo de Peixer, herdado da gestão Pedroca, que exercia cargo de confiança no Executivo batistense até poucos dias.
Notou-se, ainda, o cuidado em citar, na publicação, que a operação apura eventuais irregularidades “em 2023 e 2024” – período em que Peixer, ex-secretário de Obras, ex-chefe de gabinete de Pedroca e figura marcante no governo do antecessor, já havia se exonerado. As investigações, no entanto, atêm-se, de fato, aos quatro anos da administração anterior.
Apoiadores do governo atual, agora, julgam que o prefeito não precisava ter se estendido no esclarecimento e que poderia ter concluído a publicação na frase “não tem nada a ver com a nossa gestão”. Pois então!
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