terça-feira, 13 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

A promessa como prompt

Postado em 28 de julho de 2026
Imagem gerada por IA

Prompt se transformou na palavra do momento. É o comando dado a uma inteligência artificial para produzir uma resposta. Quanto melhor o comando, mais convincente o resultado.

Na Segurança Pública, porém, profissionais da linha de frente aprenderam a desconfiar de respostas perfeitas. A cada eleição, candidatos recorrem ao mesmo repertório de promessas para conquistar policiais e bombeiros militares. O discurso muda de voz, mas raramente de conteúdo.

Há uma semelhança inquietante entre alguns candidatos e a inteligência artificial. Basta o tema surgir para aparecerem respostas prontas: “vamos valorizar a categoria”, “a carreira será reestruturada”. Frases bem construídas e eficazes. Exatamente como um modelo de IA faria.

O problema é que os profissionais não precisam de respostas convincentes. Precisam de governos que cumpram o prometido. A defasagem salarial permanece, as distorções entre postos e graduações seguem sem solução e o plano de carreira continua preso às promessas de campanha.

Enquanto a IA admite que gera respostas por probabilidades, alguns políticos vendem promessas como certezas. Em 2026, a pergunta mais importante não é qual candidato tem a melhor promessa, mas qual apresenta resultados que sobrevivam à realidade.

Rejeição massiva

Postado em 30 de maio de 2018

Em sessão extraordinária, agora à tarde, a Câmara Municipal rejeitou o projeto de lei 03/2018, que tratava do plano de carreira dos servidores efetivos do Legislativo tijuquense e, ainda, do reajuste em mais de 50% nos vencimentos da classe. Apenas três vereadores – Elói Geraldo (MDB), Fernando Fagundes (MDB) e Fabiano Morfelle (PDT) – foram favoráveis à proposta.

Ontem, assim que publicou a nota “Momento impróprio“, o Blog recebeu inúmeras críticas. Todas de funcionários do quadro efetivo da Casa do Povo.  Depois de acusarem o colunista de ser “mal-intencionado”, de servir de “marionete para a atual legislatura”, de “detonar o plano de carreira dos servidores com uma reportagem armada”, dizerem que houve “prazer em escrever mentiras a mando de vereadores” e que a “cagada” estava feita, alguns servidores da Câmara argumentaram que “o projeto foi elaborado durante 2016,
apresentado em janeiro de 2017 e arquivado” e que “não há interesse nos edis em qualificar um quadro de servidores que não se submete aos mandos e desmandos”. Vida que segue!