domingo, 31 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Mentiras sinceras

Postado em 13 de maio de 2026
Imagem gerada em inteligência articicial

A contenda entre os vereadores Gean Carlos “Minhoca” da Silva (PP) e Lourdes Matias (NOVO), segunda-feira (11), na sessão da Câmara Municipal de Bombinhas, chamou mais atenção que a discussão do Projeto de Lei Complementar 5/2026, que regulamenta o artigo 166 da Lei Orgânica do Município. Citado na manifestação da colega, que foi contra a proposta, o progressista, autor do PLC, pediu direito de resposta e contra-atacou: “a coisa mais bonita é vir com inverdades nessa casa, e esse partido (NOVO) não tem nem vergonha mais”.

A reação de Minhoca foi instigada na afirmação da novista, de que “o projeto relativiza a proteção ambiental” em áreas da Cota 20. Lurdinha lembrou, ainda, que, de acordo com a Lei Orgânica, “elevações superiores aos 20 metros sobre o nível do mar, no âmbito do perímetro urbano do município e suas matas nativas, são patrimônios da cidade, destinados à preservação de reserva ecológica, biológica e natural”, e que, portanto, são “vedadas quaisquer atividades que alterem suas características topográficas ou que comprometam suas condições”. Justamente o adendo ao que sugere a proposta do colega no seu caput, de “regulamentar a Lei Orgânica, dispondo sobre a proteção das elevações acima da cota de 20 metros sobre o nível do mar, a supressão de vegetação e a movimentação de terras”.

Minhoca tentou explicar que as alterações valeriam apenas para determinadas áreas – que não foram identificadas textualmente no PLC – e negou que a proposta objetivaria intervenções na Cota 20, embora trouxesse essa informação expressamente no caput.

A vereadora, ainda que o projeto tenha sido retirado da pauta, convidou a população ao debate e supôs, mais tarde, nas redes sociais, que o texto pudesse voltar com outra roupagem. Afinal de contas, de realidades e inverdades as discussões do parlamento estão lotadas.

Fé no palco

Postado em 8 de dezembro de 2025
Foto: Divulgação

O Festival do Mar, em Bombinhas, vai ganhar um novo tom mais espiritual. Os vereadores aprovaram, em primeira votação, o projeto que torna obrigatória a presença de uma atração cristã na programação oficial do evento. A proposta, assinada por nove parlamentares, institui uma apresentação de caráter ecumênico, com espaço para tradições católicas e evangélicas, incorporando definitivamente a fé ao calendário cultural da cidade.

A iniciativa, segundo os autores, busca valorizar artistas locais, fortalecer a identidade cultural bombinense e abrir caminho para o turismo religioso, um setor que cresce em ritmo acelerado em Santa Catarina. Entre os signatários estão Leandro José dos Santos (PSD), Claudio Rogério Espíndola (PP), Larissa Selene Cirino Gobatto (UNIÃO), Juliane Nivalda de Jesus (PODEMOS), Guilherme Gil Maffei (PSD), Telma Cristina Alves Mafra (PODEMOS), Gean Carlos da Silva (PP), Átila Ueliton Rodrigues de Oliveira (PL) e Lourdes Matias (NOVO).

O texto aprovado revoga uma antiga legislação que tratava do tema de forma limitada, e agora amplia o escopo para permitir a inclusão de artistas regionais e nomes nacionais na programação. Pela nova redação, o Poder Executivo deverá garantir pelo menos uma atração cristã por edição do festival, respeitando princípios de diversidade cultural, valorização local e a laicidade do Estado.

Com o “amém” do plenário, Bombinhas insere a espiritualidade em um de seus principais eventos.

Porteira aberta

Postado em 11 de abril de 2025
Foto: Arquivo Pessoal

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, Emerson Stein (MDB), recebeu, nesta semana, a visita dos vereadores Cláudio Rogério Espíndola (PP) e Gean Carlos “Minhoca” da Silva (PP), ambos de Bombinhas e da base do governo do prefeito Alexandre da Silva (PSD).

Evidentemente, a cena política da Costa Esmeralda e as eleições de 2026 permearam o encontro – uma vez que Stein deve concorrer novamente a uma cadeira no parlamento catarinense –, mas a audiência teve como pauta principal os investimentos da pasta no município, sobretudo na rota de acesso entre Porto Belo e Bombinhas.

Antes, como deputado estadual, o portobelense raramente era acionado em pleitos de parlamentares do município vizinho, especialmente governistas, ligados umbilicalmente ao projeto eleitoral da colega Ana Paula da Silva, a Paulinha (PODE), que anunciou pré-candidatura à Câmara Federal. O recém-conquistado status de Stein, na condição de ordenador no governo de Jorginho Mello (PL), e o pressagiado fim da concorrência local, no entanto, deram um ar diferente a essa relação.

Prioridades

Postado em 4 de fevereiro de 2025
Foto: Câmara de Bombinhas

A Câmara de Vereadores de Bombinhas aprovou em primeira votação, ontem (3), um Projeto de Lei Complementar que reajusta em 4,17% os salários dos servidores do Legislativo. Além do aumento, a proposta concede aos funcionários da casa um abono de R$ 600,00 e estabelece um auxílio-alimentação de R$ 1.100,00 para os parlamentares.

O PL nº 0001/2025, assinado e apresentado pela mesa diretora do parlamento, justifica o reajuste como “interesse em adequar os vencimentos, funções e atribuições” dos cargos “à realidade”.

Em votação, oito dos nove vereadores bombinenses aprovaram a proposta: Átila Ueliton Rodrigues de Oliveira (PL), Cláudio Rogério Espindola (PP), Gean Carlos da Silva (PP), Guilherme Gil Maffei (PSD), Juliane Nivalda de Jesus (PODE), Larissa Selene Cirino Gobatto (UNIÃO), Leandro José dos Santos (PSD) e Telma Cristina Alves Mafra (PODE).

CONTRÁRIA

Apesar de, em tese, beneficiar-se do aumento, a vereadora Lourdes Matias (NOVO) votou contra o projeto. A parlamentar novista pontuou falhas do Poder Público bombinense que precisam ser resolvidas com prioridade e urgência, antes de qualquer aumento de despesas.

“Temos deficiências como a rede de esgoto, fila de espera para ultrassonografia, falta de CAPS e transporte coletivo. Cobramos a maior taxa de água e esgoto da região, e temos servidores efetivos sendo desrespeitados, vendo o inchaço da maquina pública sem receber a devida valorização. Não é razoável que uma Casa Legislativa traga para a discussão, já nas primeiras sessões, um projeto que beneficie a si própria e onere o cidadão, sem antes se preocupar em corrigir práticas ilegítimas”, frisou.