segunda-feira, 5 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Ruptura ideológica

Postado em 4 de agosto de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

A advogada Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, finalmente revelou os motivos pelos quais declinou da candidatura a deputada federal nestas eleições. A decisão foi tomada semanas antes da convenção do NOVO, mas as razões da desistência, desde então, eram incógnitas.

Sábado (1º), no entanto, assim que os correligionários foram alinhados, ela resolveu se explicar. E as especulações foram confirmadas. A dissidência entre a bombinense e a direção do partido em Santa Catarina foi a causa basal.

O estopim do conflito teria sido o desconvite ao candidato a presidente da República do NOVO, Romeu Zema, para o encontro estadual do partido, no início de julho. A regência novista em Santa Catarina entendeu que as críticas que ele fez ao suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro poderiam tumultuar a aliança local com o PL e melindrar a presença do governador Jorginho Mello (PL) no evento. Jadna, diante do imbróglio, posicionou-se firmemente contra o comando da legenda – do qual, inclusive, era membro, como coordenadora regional na Grande Florianópolis.

Nas redes sociais, a advogada justificou o abandono da candidatura. “Recusei dispensar meu presidente Romeu Zema da campanha em Santa Catarina. Recusei subir em palanque ao lado de figuras que não condizem com os valores que sempre defendi”, publicou.

O texto, além de ratificar o motivo – a defesa circunstancial de Zema –, expõe, de modo sutil, as fissuras acarretadas na gestão estadual do partido. “Sigo no NOVO, alinhada ao diretório nacional e na direção que acredito, sem atalhos que levem ao caminho oposto”, sublinhou Jadna, indicando o rompimento com o núcleo catarinense.

Firme e decidida

Postado em 22 de julho de 2026
Foto: CMT/Divulgação

A vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, elucida a nota “Pleito repensado”, de anteontem no Blog, e diz que, apesar do impasse entre a regência do partido e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, segue como pré-candidata a deputada estadual nestas eleições. Ela revela, inclusive, que já enviou toda a documentação para o comando da legenda e que deve confirmar a candidatura em convenção.

A tijuquense foi uma entre muitos novistas de Santa Catarina que defenderam a autonomia de Zema – nas críticas que fez ao suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro – em detrimento da aliança local com o PL. Ao Blog, ela reforça que continua apoiando o mineiro na disputa da presidência da República, e que, ainda que hajam dissidências, o posicionamento da executiva estadual do NOVO não afeta a nominata proporcional. “Não sou de voltar atrás nas minhas decisões”, pontuou.

Na região, Lizandra deve dobrar com o vereador André de Oliveira (NOVO), de Itapema, que vai concorrer a uma cadeira na Câmara Federal.

Pleito repensado

Postado em 20 de julho de 2026
Lizandra, à direita, pode tomar o mesmo caminho de Jadna, a primeira, em apoio a Zema (C) | Foto: Divulgação

A candidatura da vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, a deputada estadual nestas eleições, está em xeque. Não porque o partido questione, mas porque ela mesma teria reconsiderado a decisão.

A tijuquense fazia coro na defesa do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), que criticou publicamente o suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro e foi desconvidado do encontro estadual do partido, no início do mês. A regência do NOVO em Santa Catarina entendeu que a presença do líder mineiro pudesse tumultuar a aliança local com o PL. Lizandra, a propósito, não participou do evento.

O imbróglio provocou uma divisão interna no NOVO catarinense. Onze núcleos municipais da legenda, inclusive, protestaram contra o tratamento da executiva estadual a Zema e ameaçaram boicotar o encontro. Poucos, no entanto, cumpriram o aviso.

Por conta da dissidência, a advogada Jadna Matias da Silva (NOVO), de Bombinhas, que era pré-candidata a deputada federal, retirou-se da disputa. Lizandra estava inclinada a fazer o mesmo, mas, até o momento, segue como pré-candidata.

Crise de identidade no NOVO-SC

Postado em 17 de julho de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

A pré-candidata a deputada federal do NOVO, Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, anunciou sua desistência do pleito. E esse movimento evidencia problemas internos no partido em Santa Catarina.

Para ela, o posicionamento do diretório estadual — que, pressionado pela aliança com o PL de Jorginho Mello, buscou se distanciar das críticas de Romeu Zema (NOVO) a Flávio Bolsonaro (PL) — tornou-se insustentável. Ao renunciar a candidatura, Jadna sinaliza uma resistência contra o que considera um desvio dos princípios fundantes da legenda.

A decisão da ex-pré-candidata ecoa a insatisfação de outros diretórios municipais, que temem que o pragmatismo eleitoral de curto prazo leve o NOVO à “cooptação programática” pelo conservadorismo tradicional. O episódio revela, ainda, a fragilidade de um partido que tenta equilibrar a fidelidade nacional com a sobrevivência em estados onde o bolsonarismo é hegemônico.

Jadna deixa a disputa, mas mantém sua filiação, buscando agora uma interlocução direta com a cúpula nacional em detrimento da estadual. Esse “racha” interno impõe ao NOVO de Santa Catarina um desafio severo: ou o partido redefine sua estratégia para unificar a base em torno de uma identidade clara, ou arrisca-se a perder quadros valiosos e a própria coerência que pautou seu surgimento no cenário político nacional.

Posição definida

Postado em 22 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Ainda que tenha uma eleição para a Câmara Federal a disputar e que, estrategicamente, houvesse de se preservar, a advogada Jadna Matias da Silva (NOVO), de Bombinhas, não se calou diante do polêmico desconvite da executiva do NOVO em Santa Catarina ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para o encontro estadual do partido, em 4 de julho. A bombinense saiu em defesa do pré-candidato novista à presidência da República e se transformou em principal voz de contraponto entre os correligionários diante do imbróglio.

O posicionamento não passou despercebido para a importante Revista Oeste, que repercutiu o caso e destacou, recentemente, uma das declarações de Jadna, de que “o diretório estadual não está sabendo separar as coisas”, para ilustrar o conflito. Ontem, a propósito, a advogada voltou a reafirmar, nas redes sociais, apoio ao líder novista, a quem definiu como “gestor excelente e homem honesto”.

Zema foi desconvocado do evento porque, em suma, criticou publicamente a suposta relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras. A regência estadual do NOVO entende que a manifestação do ex-governador mineiro pode prejudicar a aliança local com o PL. As objeções de Jadna, porém, ressoaram.

Na sexta-feira (19), mais de uma dezena de núcleos do NOVO em Santa Catarina emitiram comunicados em favor de Zema. Entre eles, dois da região: Tijucas e Bombinhas. Alguns, inclusive, ameaçam “não participar do encontro estadual” caso a decisão da executiva catarinense se mantenha.

Dito e feito

Postado em 3 de junho de 2026
Foto: CMT/Divulgação

Pedra cantada no Blog, deu bingo. A vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, anunciou oficialmente pré-candidatura a deputada estadual nestas eleições. Ela usou as redes sociais, com prévia – e suspense – na quinta-feira (28) e confirmação no sábado (30), para comunicar a decisão.

Para “dar esse novo passo”, a novista revelou que, depois de muitas conversas e reflexões, somou o apoio da família, dos amigos e de todos que acreditam no trabalho que vem desenvolvendo no Legislativo tijuquense. Ela avaliava, desde fevereiro, o convite do partido para que tentasse uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Lizandra cumpre o seu primeiro mandato eletivo, mas a política nunca foi uma exceção na família. O irmão, André Luiz Dadam, foi vereador e, ainda que na suplência, deputado estadual nos anos 2000.

Honra ao mérito

Postado em 29 de maio de 2026
Foto: Divulgação

A vereadora Lourdes Matias, de Bombinhas, recebeu ontem, em São Paulo, o Prêmio Libertas. O galardão do Instituto Libertas, que forma, orienta e monitora parlamentares do NOVO em todo o território nacional, reconhece aqueles que se destacaram ao longo do ano em quesitos como atuação legislativa, desempenho no exercício do mandato e responsabilidade no uso dos recursos públicos.

Nas redes sociais, Lurdinha comemorou o feito e disse que tem “orgulho de representar um mandato que fiscalizou, que levou denúncias ao TCE e obteve resultados, que votou contra privilégios e abriu mão do auxílio alimentação, que não usou passagens aéreas, não usou diárias e nem colocou a máquina pública a serviço de interesses próprios ou de apoiadores”.

A bombinense ficou entre os 32 vereadores novistas mais bem avaliados do Brasil.

A companhia da filha, advogada Jadna Matias da Silva, no evento e na foto oficial, a propósito, não foi por acaso. O mandato do NOVO em Bombinhas tem sido exercido, na prática, a quatro mãos – e contado com o apoio do núcleo local do partido, que a vereadora tratou de “filiados voluntários” e sublinhou que “constroem esse projeto sem nada pedir em troca”.

Mentiras sinceras

Postado em 13 de maio de 2026
Imagem gerada em inteligência articicial

A contenda entre os vereadores Gean Carlos “Minhoca” da Silva (PP) e Lourdes Matias (NOVO), segunda-feira (11), na sessão da Câmara Municipal de Bombinhas, chamou mais atenção que a discussão do Projeto de Lei Complementar 5/2026, que regulamenta o artigo 166 da Lei Orgânica do Município. Citado na manifestação da colega, que foi contra a proposta, o progressista, autor do PLC, pediu direito de resposta e contra-atacou: “a coisa mais bonita é vir com inverdades nessa casa, e esse partido (NOVO) não tem nem vergonha mais”.

A reação de Minhoca foi instigada na afirmação da novista, de que “o projeto relativiza a proteção ambiental” em áreas da Cota 20. Lurdinha lembrou, ainda, que, de acordo com a Lei Orgânica, “elevações superiores aos 20 metros sobre o nível do mar, no âmbito do perímetro urbano do município e suas matas nativas, são patrimônios da cidade, destinados à preservação de reserva ecológica, biológica e natural”, e que, portanto, são “vedadas quaisquer atividades que alterem suas características topográficas ou que comprometam suas condições”. Justamente o adendo ao que sugere a proposta do colega no seu caput, de “regulamentar a Lei Orgânica, dispondo sobre a proteção das elevações acima da cota de 20 metros sobre o nível do mar, a supressão de vegetação e a movimentação de terras”.

Minhoca tentou explicar que as alterações valeriam apenas para determinadas áreas – que não foram identificadas textualmente no PLC – e negou que a proposta objetivaria intervenções na Cota 20, embora trouxesse essa informação expressamente no caput.

A vereadora, ainda que o projeto tenha sido retirado da pauta, convidou a população ao debate e supôs, mais tarde, nas redes sociais, que o texto pudesse voltar com outra roupagem. Afinal de contas, de realidades e inverdades as discussões do parlamento estão lotadas.

O novo mapa da Alesc após a janela

Postado em 15 de abril de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

O cenário político de Santa Catarina, depois do fechamento da janela partidária, mostra um governo com uma rede de apoio muito ampla na Assembleia Legislativa. O governador Jorginho Mello (PL) conseguiu não apenas ampliar a base, como também organizar alianças de maneira bem pragmática, o que deve facilitar a aprovação de pautas e reduzir o espaço para oposição.

O PL se consolidou como o principal partido nesse arranjo, com 14 deputados, e funciona no Legislativo como o núcleo de sustentação do governo. Além disso, partidos como REPUBLICANOS e NOVO também participam da base e ajudam a dar mais consistência política e ideológica ao projeto de reeleição de Jorginho.

Um ponto interessante é a posição do MDB, que conseguiu manter suas seis cadeiras na Alesc, e que apesar do discurso de independência, depois de ser “chutado” pelo governador, na prática tem mostrado proximidade ao governo em muitas votações. Lideranças como Antídio Lunelli, Jerry Comper e Fernando Krelling frequentemente adotam posições alinhadas ao Executivo, o que acaba ampliando a maioria governista.

Com isso, o PSD e os partidos de esquerda acabam ficando isolados na Assembleia. Mesmo mantendo suas bancadas, têm pouca capacidade de barrar projetos. Ao mesmo tempo, legendas menores, como PODEMOS e PRD, perderam espaço, o que também contribuiu para um cenário mais favorável ao governo.

No geral, Jorginho entra na fase final do mandato com um parlamento bastante alinhado ao Executivo. O principal desafio daqui para frente pode não ser lidar com a oposição, mas sim administrar uma base tão grande e diversa. Com muitos aliados disputando espaço, existe o risco de conflitos internos, especialmente na definição das candidaturas para as eleições que se aproximam.

Bê-a-bá novista

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: CMT/Divulgação

A vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, que votou contra a criação do auxílio-alimentação para parlamentares do município em fevereiro, foi além: decidiu abdicar formalmente do benefício. Um memorando foi protocolado na diretoria-geral da Câmara para oficializar a renúncia.

A postura da estreante – e pré-candidata a deputada estadual nestas eleições – tem base nos preceitos do partido que defende. Na cartilha do NOVO, os considerados “privilégios para políticos”, especialmente quando envolvem recursos púbicos, são rigorosamente vedados.

Lizandra, a propósito, seguiu o exemplo da correligionária Lourdes Matias (NOVO), de Bombinhas, que tomou a mesma atitude, em 2025, diante da aprovação do vale-alimentação para vereadores bombinenses.