Ideologia à parte
As diferenças ideológicas não foram empecilho para que a deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT), de Bombinhas, fosse convidada a liderar a bancada governista na Assembleia Legislativa. Não para o governador Carlos Moisés da Silva (PSL), pelo menos. A representação do PDT em Santa Catarina, porém, torceu o nariz e pediu explicações à parlamentar.
Em carta aos correligionários, Paulinha pontuou que não foi eleita “para ser ‘oposição’ ou ‘situação'”, e nem “para ocupar o tempo de tribuna com reclamações”. A deputada revela, ainda, que “neste ano de convívio com o governador, conheceu um homem que, sem nenhum constrangimento, optou também pela sua consciência aos jargões dos preconceitos ideológicos” … “que, em sua humildade, dialoga (com os deputados pedetistas) sem ensejar contrapartidas ou negociações”.
Pronta a aceitar o convite, a ex-prefeita de Bombinhas ponderou que “para ele (o governador) talvez fosse ainda mais difícil, no rol da obviedade da política medíocre que nos faz míopes das grandes verdades da alma, explicar a escolha de uma líder mulher, pedetista, eleitora de Ciro (Gomes (PDT), candidato à presidência da República nas eleições de 2018 e crítico voraz de Jair Bolsonaro (PSL)”. Pois, então?!
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