terça-feira, 15 de setembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Retiro implacável

Postado em 11 de setembro de 2026
Foto: Reprodução

A representação do PL em Canelinha sofreu uma baixa incomensurável. O presidente do núcleo Jovem do partido no município, Luiz Fernando Berão, comunicou nas redes sociais que estava renunciando ao posto e, consequentemente, deixando a militância liberal.

Ao Blog, ele revelou um desentendimento com a regência estadual do PL Jovem por “falta de humanidade e desrespeito à liberdade de expressão”, antes de acusar correligionários de desacato à cartilha de Jair Bolsonaro e EnéasFerreira”.

A decisão, segundo Berão, atinge em cheio os planos do PL para as concorrências futuras no município. “Eu fortalecia o partido”, diz, com segurança, o suplente de vereador – candidato ao parlamento canelinhense nas eleições de 2024, quando somou 11 votos.

Ouça, a seguir, a declaração do agora ex-presidente do PL Jovem de Canelinha:

PERDAS E DANOS

O prefeito e presidente da comissão do PL no município, Diogo Francisco Alves Maciel, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Especula-se, dada a probabilidade de consequências extremas para a política local, que a liderança do partido deva convocar uma reunião de contingenciamento nos próximos momentos. Pois então…

De corpo e alma

Postado em 3 de setembro de 2026
Foto: Divulgação

Não se pode negar: o diretor de Trânsito do município de Tijucas, Sidney Machado, ocasionalmente desdenhado na seara eleitoral, tem linha, convicções e uma entrega exemplar ao movimento político que o representa. Onde houver sinal da direita na região, tem, mesmo que na plateia, participação dele. Principalmente se o bolsonarismo for a pauta.

Mais recentemente, Ney tem se dedicado a acompanhar o candidato a senador Carlos Bolsonaro (PL) em roteiros próximos. Ontem, foi em Balneário Camboriú e hoje ele segue, no rastro do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, para Itajaí. E vem tentando, ainda, nesse ínterim de cortejo, promover uma agenda com Zero Dois na sua Tijucas entre os ensejos da campanha.

Nunca à toa, inclusive, o gerente da Ditran afirmava veementemente, quando insistia em ser o candidato do PL na disputa da prefeitura, em 2024 – embora desconsiderado nas pesquisas e na cúpula do partido –, que era “o único realmente de direita” naquele processo. E quem pode dizer o contrário?

Brasil congelado e polarizado

Postado em 19 de agosto de 2026
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr

Quatro anos depois, a disputa presidencial continua presa à mesma polarização, mas com uma diferença decisiva: o cenário de 2026 é muito mais apertado.

Com o início da campanha eleitoral, fiz o exercício de resgatar as pesquisas realizadas em 2022 e compará-las com os levantamentos de 2026, considerando períodos semelhantes. O resultado chama atenção: os números do primeiro turno são praticamente os mesmos.

Em 2022, Lula (PT) liderava os cenários estimulados de primeiro turno com uma vantagem de 7% sobre o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). No recorte atual, a diferença entre o petista e Flávio Bolsonaro (PL) também tem sido de sete pontos percentuais. Em ambos os casos, os dados considerados são de levantamentos BTG Pactual/Nexus.

A diferença mais significativa, porém, está nos cenários de segundo turno. Em 2022, no início da campanha, Lula apresentava vantagem de 12% sobre Jair Bolsonaro. Mas agora a distância entre o atual presidente e Flávio Bolsonaro é de apenas 3% — um cenário muito mais próximo de um empate técnico.

O contexto, portanto, parece ter mudado de lado. Na eleição passada, Lula se beneficiou do desgaste acumulado do governo Bolsonaro, especialmente em razão da pandemia de Covid-19 e de seus efeitos econômicos e sociais. Agora, o chamado “telhado de vidro” está sobre seu próprio governo. Pela terceira vez no comando da Nação, o presidente enfrenta o desafio de apresentar algo novo capaz de mobilizar o eleitorado e justificar o desejo por um quarto mandato.

Do outro lado, Jair Bolsonaro, que em 2022 não conseguiu transformar a força da máquina pública em vitória eleitoral, chega a 2026 tendo consolidado sua influência sobre a direita brasileira e transferido parte significativa de seu capital político para o filho, Flávio, escolhido pelo núcleo familiar para disputar a sucessão.

Mas o candidato do PL não herda apenas o capital político do sobrenome Bolsonaro. Herda também sua rejeição. E esse fator ajuda a transformar a eleição em uma disputa marcada menos pela paixão por um nome e mais pela rejeição ao adversário — o conhecido dilema do “menos pior”.

O fato político mais relevante, portanto, é que o Brasil parece continuar congelado entre o antilulismo e o antibolsonarismo. Uma disputa altamente polarizada, equilibrada e incerta, na qual cada novo acontecimento, declaração ou crise pode alterar os números e, consequentemente, o resultado das eleições.

Fiel da balança

Postado em 28 de julho de 2026
Foto: Divulgação

O nome do ex-deputado federal Rogério “Peninha” Mendonça (MDB), natural de Nova Trento, morador de Porto Belo, ganhou força nas internas do partido para ser o candidato a suplente de Esperidião Amin (PP) na corrida ao Senado. Na reunião da executiva emedebista, ontem, a ideia foi aprovada.

A dificuldade seria convencer o deputado estadual Volnei Weber (MDB), que abdicou de disputar a reeleição para trabalhar nos bastidores a formação da dupla com Amin nestas eleições. Existe, portanto, se não houver acordo, a possibilidade de ambos concorrerem à vaga na convenção do partido, sábado (1º).

A polarização nacional, e a tendência conservadora dos eleitores catarinenses, contudo, seriam o trunfo de Peninha. O neotrentino tem muita proximidade com Jair Bolsonaro (PL) e trouxe o ex-presidente algumas vezes para Santa Catarina. O comando do MDB avalia que a identificação do ex-deputado federal com o eleitor de direita pode fazer diferença.

Rede lançada

Postado em 8 de julho de 2026
Foto: Divulgação

O ex-secretário executivo de Aquicultura e Pesca em Santa Catarina, Tiago Frigo, esteve ontem em Porto Belo. Veio, a convite do empresário Felipe Lemos, presidente do PL de São João Batista, que tem casa de veraneio e muitos amigos na Capital Catarinense dos Transatlânticos, para uma reunião com pescadores locais. O encontro, obviamente, tem a ver com as eleições deste ano.

Frigo, natural de Florianópolis, quer, desta vez, conquistar a titularidade na Assembleia Legislativa. Nos pleitos de 2018 e 2022, alcançou a suplência e chegou, durante um período, a experimentar a legislatura. O engenheiro e advogado deixou o cargo que ocupava no governo estadual em 1º de abril, no fim do prazo de desincompatibilizações, para, mais uma vez, assumir pré-candidatura ao parlamento catarinense.

A relação com Lemos, a propósito, foi forjada no campo bolsonarista – do qual ambos participam ativamente. O ex-secretário, inclusive, foi colaborador do gabinete de transição da Presidência da República, entre 2018 e 2019, quando Jair Bolsonaro (PL) assumiu o Palácio do Planalto. E chegou com carta de referência do ex-presidente ao governo de Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, em 2023.

Ação e reação

Postado em 25 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

A publicação da deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC), de que ingressaria com ação na Justiça para anular a concessão da Medalha de 100 Anos do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina a Carlos Bolsonaro (PL), provocou a ira do presidente do PL em São João Batista, empresário Felipe Lemos. Em resposta nas redes sociais, no estilo react, o batistense repudiou a iniciativa da petista.

“Aproveite e peça à Justiça para que seu ‘ex-condenado’ – em clara referência ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – devolva o dinheiro do mensalão, do petrolão, da Lava Jato…”, desafiou Lemos, antes de advertir a deputada: “poderias ter ficado quieta”.

Bolsonarista convicto, o presidente do PL na Capital Catarinense do Calçado tem sido, desde sempre, um dos principais combatentes do movimento de esquerda no Vale do Rio Tijucas. Recentemente, foi designado a coordenar as campanhas dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – Carlos para o Senado e Jair Renan para a Câmara Federal – na região. O que, obviamente, intensificou a defesa dos Bolsonaro em todos os níveis.

Palanque honorífico

Postado em 23 de junho de 2026
Foto: Divulgação

Se o vereador Écio Hélio de Melo (PL) queria chamar atenção, conseguiu. A ideia de homenagear, com Moção de Louvor, o jovem Renan Jair Valle Bolsonaro, filho caçula do ex-presidente Jair Bolsonaro, entrou para a lista das principais polêmicas dos últimos tempos no Legislativo tijuquense.

Bolsonaro Jr., como se apresenta nas redes sociais, ou Zero Quatro, na alcunha militaresca da família, cumpre o primeiro mandato como vereador em Balneário Camboriú e assumiu recentemente a presidência do PL Jovem em Santa Catarina. Para o proponente da moção, “é um menino bom” e merece o laurel por “ter escolhido Santa Catarina para viver e prestar seus serviços”. A justificativa, entretanto, foi o que dividiu opiniões na comunidade – e na própria Câmara, que aprovou a homenagem com o registro de um voto contrário e duas abstenções.

Desde então, Ecinho tem sido questionado e, ocasionalmente, apupado pela indicação. No perfil social, onde publicou foto com Jair Renan durante a entrega do galardão, o parlamentar vem colecionando termos desagradáveis como “vergonha” e “piada”. Mas o salvaguardo também aparece, com manifestações do tipo “pior se fosse o filho do Lula” e “quando for deputado vai ajudar muito Tijucas”.

Para o filho do ex-presidente, entretanto, a publicidade pode ser interessante. Pré-candidato a deputado federal nestas eleições, a máxima “falem bem ou mal, mas falem de mim” costuma ser bem-vinda principalmente em período eleitoral. Pois então!

Conquista territorial

Postado em 2 de junho de 2026
Foto: Divulgação

Com a desistência do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel, de Canelinha, da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa nestas eleições, o PL catarinense passou a considerar que o Vale do Rio Tijucas deva ter um candidato a deputado estadual. E tem feito investidas, principalmente em São João Batista, para preencher essa lacuna.

Nos últimos dias, o empresário Felipe Lemos, presidente do partido na Capital Catarinense do Calçado, tem sido recorrentemente assediado por interlocutores do governador Jorginho Mello. A ideia do voto local tem sido uma constante na cúpula do PL estadual.

Para o convite ao batistense, a executiva do partido teria observado o desempenho de um conterrâneo de Lemos nas eleições de 2022. Os 20.110 votos de Daniel Netto Cândido (então no PODEMOS) poderiam, na conta de estrategistas liberais, ser mantidos na região e realocados no projeto de reeleição do governador e na bancada do partido na Alesc.

O empresário, entretanto, depois de seguidas reuniões com a executiva do PL em Santa Catarina na semana passada, decidiu declinar. Aos mais próximos, Lemos tem revelado que uma candidatura a deputado estadual sem o planejamento adequado poderia afetar negativamente o projeto de 2028, quando pretende concorrer novamente à prefeitura de São João Batista.

Outros nomes na região, de um ex-vereador, de uma pastora evangélica e de um ex-servidor em cargo de confiança no governo de Jair Bolsonaro, continuam sendo avaliados no PL catarinense para o preenchimento da vaga.

A camiseta e o tiro no pé

Postado em 27 de maio de 2026
Foto: Vitor Souza/AFP

Flávio Bolsonaro subiu ao palco em Santa Catarina com uma camiseta que dizia “O PIX é do Bolsonaro, o Master é do Lula”. Dias depois, a imprensa divulgou a troca de mensagens entre o pré-candidato a preseidente e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ligado a escândalos financeiros.

O slogan envelheceu rápido e Flávio passou a enfrentar uma crise em sua pré-campanha. Mas esse desgaste pode colocar sua candidatura em risco? Acredito que não. Pesquisas que sucederam a polêmica mostram que o impacto se deu principalmente no eleitorado independente — menos ideologizado e mais pragmático. Esses eleitores, porém, não migraram para outro candidato; o número de indecisos, brancos e nulos foi que aumentou.

Ou seja, Flávio caiu, mas Lula não cresceu. Apesar do desgaste, ele dificilmente será ameaçado por outro pré-candidato da direita. A base bolsonarista se mantém fiel ao filho de Jair Bolsonaro e não deve mudar sua posição. Essa base repele qualquer acusação contra Flávio, assim como a base lulopetista rejeitava as acusações contra Lula na Lava Jato. Há uma fatia de eleitores ideologizados praticamente imune a acusações contra políticos de sua preferência.

O problema é que Flávio perdeu eleitores entre aqueles que já desconfiavam dele, mas o viam como a melhor opção. A imagem de alguém contrário ao “sistema” é atingida por um telhado de vidro que o coloca ao lado de figuras repudiadas e amarradas ao banqueiro fraudador.

Com dificuldade para administrar a crise, Flávio viajou aos Estados Unidos para encontrar Donald Trump. Um desvio estratégico para que se afaste momentaneamente da imprensa e das perguntas sobre Vorcaro. A pré-campanha de Flávio enfrenta um paradoxo: é a que tem melhores condições de enfrentamento a Lula, mas também a mais vulnerável. Sua vidraça segue exposta a novas pedradas, o que pode reduzir as chances de uma vitória da direita, mesmo contra um governo capenga.

Pelotão de frente

Postado em 11 de maio de 2026
Foto: Divulgação

A proximidade entre o empresário Felipe Lemos, presidente do PL em São João Batista, e a família Bolsonaro tem impressionado até mesmo figuras expressivas do partido e lideranças de grandes centros catarinenses. E a relação, de afinidade absoluta, vem se transformando em condições desejadas por muitos políticos de carreira na região.

Defensor declarado da direita e, especialmente, do ex-presidente Jair Bolsonaro, o batistense participou, sábado (9), em pelotão de frente, da recepção, em Florianópolis, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República nestas eleições. E, pela dedicação, pode assumir papel de representante oficial dos Bolsonaro no Vale do Rio Tijucas.

A articulação passa pelas mãos do deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva (PL), de Balneário Camboriú, mas tem anuência da cúpula do partido no estado. Se não surgirem objeções, Lemos deve ser o coordenador regional das campanhas de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado e de Jair Renan Bolsonaro (PL) à Câmara Federal. O anúncio estaria apenas pela batida do martelo.