quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Arrecadação em alta

Postado em 25 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

Os números não mentem, e em Tijucas, eles falam alto. O demonstrativo financeiro atualizado no Portal da Transparência revela que o município já embolsou 94,27% de tudo o que previa arrecadar em 2025. De um orçamento de R$ 349,3 milhões, a prefeitura já contabiliza R$ 329,3 milhões, um desempenho que supera projeções e confirma o fôlego econômico da cidade antes mesmo do calendário avançar.

O motor dessa aceleração? O de sempre – mas em rotação máxima. O mercado imobiliário, que virou vitrine regional, impulsionou o ITBI a um salto estrondoso. Foram R$ 11,6 milhões, número que representa 137,20% do estimado. Reflexo direto de um município onde negociar terrenos e apartamentos virou rotina diária.

No rastro desse crescimento, o setor de serviços também acelerou. O ISS registrou alta acima do esperado, alcançando 131,75% da previsão. As transferências da União e do Estado continuam como a grande coluna de sustentação da receita municipal, mas agora dividem protagonismo com as receitas próprias, que ganharam musculatura.

A fotografia fiscal mostra um caixa consistente, com arrecadação firme em praticamente todas as frentes. Os desafios permanecem, claro – dívida ativa volumosa e descontos do IPTU ainda drenam parte do potencial de receita. Mas o saldo geral aponta para um encerramento de ano acima do planejado, com espaço para investimentos e sem sobressaltos para 2026.

Rivalidade à parte

Postado em 11 de janeiro de 2023
Foto: Divulgação

A comunidade política de São João Batista registrou um fato inusitado hoje. Os deputados estaduais Altair Silva (PP) e Jerry Comper (MDB), por quem duas das principais correntes do município trabalharam nas eleições de 2022, uniram-se para encaminhar ofício ao governador Jorginho Mello (PL) e pedir uma correção no decreto 2378 — que versa sobre a prorrogação do recolhimento de impostos para empresas de municípios em situação de emergência.

Embora concorrentes na esfera eleitoral, eles atenderam, juntos, pedido do SincaSJB (Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista) e solicitaram a inclusão do termo “calamidade” além de “emergência” na norma. A justificativa é de que as empresas batistenses não estariam sendo enquadradas, uma vez que a situação do município depois das enchentes de dezembro, segundo especificação técnica, passou a ser de calamidade e não de emergência.

♦ Na foto, Altair Silva explica o caso ao chefe da Casa Civil estadual, Estener Soratto

Sol quadrado

Postado em 18 de dezembro de 2017

O empresário Nilso Wiggers, de Itapema, condenado a oito anos de prisão por sonegar R$ 6,5 milhões em impostos, em valores atualizados, entre os anos de 2000 e 2004, foi preso na quarta-feira (13). E já deu início ao cumprimento da pena na UPA (Unidade Prisional Avançada) do município, no bairro Morretes. Ele é dono de uma indústria de plástico e borracha. As informações são do Ministério Público de Santa Catarina.

O montante sonegado inclui multas e juros aplicados administrativamente pela Secretaria de Estado da Fazenda. Wiggers foi condenado em duas ações, ajuizadas em conjunto pela Promotoria de Justiça Regional da Ordem Tributária de Itajaí e pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itapema, por sonegação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Esclarecimentos e divergências

Postado em 30 de novembro de 2017

Sobre a publicação “Mordida no ingresso“, de ontem no Blog, a administração municipal de Canelinha esclarece que o Projeto de Lei 073/2017 apenas regulariza a cobrança da taxa de licença para espetáculos culturais, artísticos, congressos e convenções, que, até então, não era recolhida aos cofres do município. “Isto quer dizer que eram realizados os eventos e o município não recebia nenhum retorno financeiro”, informa a prefeitura.

Diz a nota oficial, ainda, que “no projeto aprovado pela Câmara, o valor da referida taxa é de 105 UFRM por dia de evento, o que equivale a R$ 302,40.  Num show nacional, por exemplo, o valor pago pelo organizador para o município será de, apenas, R$ 302,40, e não por percentual nos ingressos comercializados. No caso de um rodeio ou competição de motocross, com duração de três dias, o organizador pagará apenas R$ 907,20 por todo o evento”.

CONTROVÉRSIAS

O promotor de eventos Júlio César da Silva Júnior, responsável pelo Costelaço do Júnior Seco, discorda que o Projeto de Lei seja de tão simples compreensão. “Eles não dizem, por exemplo, que tem o ISS (Imposto Sobre Serviços). Se eu investir R$ 200 mil na minha festa, tenho que destinar 5% ao município e apresentar a nota para ter a liberação. Isso dá R$ 10 mil”, desabafa.

Vereador situacionista, o advogado Antonio Carlos Machado Junior (PMDB) que se posicionou favorável à regulamentação, terça-feira (28), na Câmara explica ao Blog que os impostos já existiam, mas não estavam sendo cobrados. “Não é o município quem está impondo o ISS, que é um tributo federal. O que estamos regulamentando é o cumprimento da Lei”, diz.

Mordida no ingresso

Postado em 29 de novembro de 2017

Pouco tempo atrás, Canelinha atraía milhares de visitantes para as etapas dos campeonatos nacionais e internacionais de motocross no conceituado Motódromo Arthur Jachowicz; mas os eventos de motociclismo na cidade sucumbiram à falta de investimentos, de interesse do Poder Público, e, veladamente, à morte do empresário Sérgio Jachowicz, um dos principais entusiastas e financiadores do esporte na Terra das Cerâmicas. Pacato, sem grandes propensões turísticas, o município ainda consegue manter uma programação recreativa por interferência direta da iniciativa privada. O tradicional Rodeio Internacional do CTG Fazenda Silva Neto e as sequentes edições do Costelaço do Júnior Seco e da Feijoada – e Peixada – da Confraria são exemplos clássicos. Contudo, a burocracia e a recém-instituída legislação local podem, e devem, mutilar, se não arruinar, o entretenimento nas searas canelinhenses.

Ontem, a Câmara Municipal aprovou um Projeto de Lei que estabelece o recolhimento de um grosso percentual nos ingressos comercializados nos eventos particulares no município, além do cumprimento dos alvarás de licenciamento, taxas e afins. A regulamentação pôs a classe promotora em cólera. Pois, então?!