Números na mesa
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Embora o resultado da eleição presidencial tenha sido frustrante para o Vale do Rio Tijucas e a Costa Esmeralda, de eleitorados majoritariamente conservadores, os registros do segundo turno na região explicam muita coisa. Se o pleito compreendesse apenas o período entre os dias 5 e 25, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria, mesmo em terreno hostil, amplamente confirmada. Nos oito municípios que compõem esse conjunto, ele, impressionantemente, na etapa derradeira do pleito, venceu Flávio Bolsonaro (PL) em seis.
Foto: DivulgaçãoOu seja: os índices de Lula não foram consistentemente superiores apenas em áreas dominadas pela esquerda – a quem os analistas atribuem, sistematicamente, a vantagem real do petista. Um exame local, onde se previa crescimento significativo do candidato do PL, comprova.
Nominalmente, no segundo turno, o presidente reeleito somou 1.412 votos a mais que o adversário no Vale e Costa Esmeralda. Por se tratar de um eleitorado absolutamente inclinado à direita, o número, ainda que irrisório no cômputo final, corrobora o fenômeno desta eleição.
No recorte regional, Flávio Bolsonaro conquistou mais votos que Lula, ontem, apenas em Major Gercino e Nova Trento. As diferenças, no entanto, não chegaram aos três dígitos em nenhuma delas.
Por outro lado, o petista conseguiu sobressair nos dois maiores colégios eleitorais da região. Em Tijucas, a vantagem foi de 579 votos, e em Itapema, de 430.
Quando se conjeturava que somente um tsunami tiraria a eleição presidencial da direita, não se percebeu, apesar da mobilização densa e constante de lideranças locais do PL, que uma ventania se aproximava da região. Não havia, nem para o mais otimista dos apoiadores do presidente, elementos que pudessem indicar uma vitória na seara local. Mas ela aconteceu – e acompanhou o que se viu no resto do Brasil.
Veja o detalhamento da votação para presidente da República nos oito municípios da região:

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