sexta-feira, 1 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

História refeita

Postado em 27 de abril de 2026
Foto: Divulgação

Se o pai, ex-prefeito Uilson Sgrott, esbarrou na rejeição, no início dos anos 2000, do empréstimo que possibilitaria a principal obra da sua gestão, o filho, prefeito Maickon Campos Sgrott (PL), consegue, agora, 20 anos depois, remontar a história. A operação de crédito na Caixa Econômica Federal, a partir do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), para a construção dos molhes da Boca da Barra, foi aprovada na Câmara quinta-feira (23).

Entre as semelhanças e curiosidades que separam os períodos, registra-se, no processo atual, o voto contrário – e isolado – da vereadora Lizandra Dadam (NOVO) à proposta. Ela é irmã do ex-vereador André Dadam, que, duas décadas atrás, agregado ao bloco de oposição, teria sido o pivô da negativa ao projeto que financiaria a maior realização do governo Uilson.

Prevenido, porque se guiou nos passos – e resvalos – do pai, Maickon eliminou o risco antes da aposta e garantiu, ainda no embrião do governo, maioria na Câmara. E não por suficiência eleitoral, mas por consignação política. O consentimento do Legislativo ao empréstimo que uma vez foi negado a Uilson era carta marcada.

Os R$ 83 milhões que devem entrar na conta da prefeitura, entretanto, teriam como finalidade, além dos propalados molhes da Boca da Barra, a construção de uma ponte que interligaria o Centro e o Sul do Rio, e a revitalização do Ginásio de Esportes João Bayer Filho.

Pré-campanha

Postado em 24 de março de 2026
Foto: CMT/Divulgação

O status da vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, mudou. Ela é, agora, oficialmente pré-candidata a deputada estadual. O “sim” foi respondido ao comando do partido, que incluiu a farmacêutica na lista dos novistas pretendentes das vagas no Legislativo catarinense.

No início de fevereiro, a tijuquense recebeu o convite do NOVO para se candidatar. A defesa dos preceitos da legenda na Câmara foi fundamental para a escolha da executiva estadual, mas o fato de ser mulher, e contribuir com a proporcionalidade legal da chapa, ajudou. Desde então, a proposta vinha sendo avaliada entre correligionários, apoiadores e familiares.

Lizandra deve refazer os passos do irmão, advogado André Dadam, que foi vereador entre 2001 e 2004, e candidato, em 2006, a deputado estadual – na ocasião, somou 9.582 votos, ficou na suplência do PSDB, e assumiu o parlamento catarinense por 60 dias durante a licença do titular Marcos Vieira.

De acordo com a legislação eleitoral, a vereadora não precisaria se desincompatibilizar para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. Ela pode, naturalmente, seguir no cargo, na Câmara, enquanto estiver em campanha.

Embargos negados

Postado em 26 de agosto de 2019

Os embargos declaratórios do ex-vereador e advogado André Luiz Dadam, de Tijucas, foram negados, semana passada, em julgamento dos réus da Operação Moeda Verde no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre. Com a ação finalizada, o relator já pode determinar a expedição do mandado para o cumprimento da sentença caso não haja novo recurso.

Dadam, que era servidor da Fatma (Fundação do Meio Ambiente) — hoje IMA (Instituto do Meio Ambiente) — no período das investigações, teve, em junho, em julgamento anterior, a pena reduzida de sete para cinco anos em regime semiaberto. O tribunal considerou que o ato do tijuquense configurou corrupção passiva.

Em primeira instância

Postado em 22 de junho de 2017

O juiz Marcelo Krás Borges, da 6ª Vara Federal de Florianópolis (Vara Federal Ambiental), decidiu, ontem à noite, “condenar André Luiz Dadam como incurso nas sanções do artigo 317, § 1º do Código Penal, ficando sujeito a uma sanção de sete anos, nove meses e dez dias de reclusão em regime semi aberto e pagamento de multa no valor de 30 dias multa, com valor unitário de um salário mínimo vigente na época dos fatos delituos, corrigido monetariamente” na ação penal referente à denominada Operação Moeda Verde, que investigou, entre outros delitos, crimes contra o meio ambiente e contra a administração pública. Outras 15 pessoas e seis empresas também receberam condenações no mesmo processo.

O advogado, ex-vereador em Tijucas e ex-deputado estadual, atual presidente do PP no município, ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (segunda instância). O juiz também concedeu aos réus o direito de formular defesa em liberdade, eis que não estão presentes os pressupostos da prisão preventiva.