quarta-feira, 13 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Obstinação

Postado em 30 de abril de 2026
Foto: Divulgação

O prefeito Maickon Campos Sgrott (PL), de Tijucas, não vai descansar enquanto não ver a construção dos molhes da Boca da Barra iniciada. E ontem deu mais um passo em direção ao objetivo. Acompanhado do secretário municipal de Obras, Jhone Renner Poli e do vereador Maurício Poli (UNIÃO), o chefe do Executivo tijuquense esteve na sede do IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Santa Catarina para tratar do licenciamento da obra.

A audiência com o presidente Josevan Carmo da Cruz Júnior foi acompanhada pelo deputado estadual Camilo Martins (PL), mais um do meandro político a abraçar a proposta de Campos Sgrott para o desassoreamento do Rio Tijucas. Atualmente, o município conta com a LAP (Licença Ambiental Prévia) e acaba de ser autorizado a contrair um empréstimo de R$ 83 milhões na Caixa Econômica Federal para começar a obra. A liberação do IMA seria a última etapa.

As justificativas têm sido legítimas: a construção dos molhes tende melhorar a navegação e reduzir o risco de inundações, além de impulsionar o turismo náutico e a economia local. Mas, para o prefeito, essa realização tem, ainda, um componente pessoal, familiar, porque teria sido, no início dos anos 2000, a principal obra da gestão do pai, Uilson Sgrott, que esbarrou na adversidade política.

História refeita

Postado em 27 de abril de 2026
Foto: Divulgação

Se o pai, ex-prefeito Uilson Sgrott, esbarrou na rejeição, no início dos anos 2000, do empréstimo que possibilitaria a principal obra da sua gestão, o filho, prefeito Maickon Campos Sgrott (PL), consegue, agora, 20 anos depois, remontar a história. A operação de crédito na Caixa Econômica Federal, a partir do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), para a construção dos molhes da Boca da Barra, foi aprovada na Câmara quinta-feira (23).

Entre as semelhanças e curiosidades que separam os períodos, registra-se, no processo atual, o voto contrário – e isolado – da vereadora Lizandra Dadam (NOVO) à proposta. Ela é irmã do ex-vereador André Dadam, que, duas décadas atrás, agregado ao bloco de oposição, teria sido o pivô da negativa ao projeto que financiaria a maior realização do governo Uilson.

Prevenido, porque se guiou nos passos – e resvalos – do pai, Maickon eliminou o risco antes da aposta e garantiu, ainda no embrião do governo, maioria na Câmara. E não por suficiência eleitoral, mas por consignação política. O consentimento do Legislativo ao empréstimo que uma vez foi negado a Uilson era carta marcada.

Os R$ 83 milhões que devem entrar na conta da prefeitura, entretanto, teriam como finalidade, além dos propalados molhes da Boca da Barra, a construção de uma ponte que interligaria o Centro e o Sul do Rio, e a revitalização do Ginásio de Esportes João Bayer Filho.

Sob nova direção

Postado em 8 de janeiro de 2026
Fotos: Divulgação

Com a mudança do prefeito Maickon Campos Sgrott para o PL, a representação municipal do PP precisou ser reconfigurada. O chefe do Executivo tijuquense era quem presidia o diretório local.

O bastão foi passado ao vereador Júlio César Bucoski, que passa a comandar as ações da legenda em Tijucas. A lista de membros foi atualizada, e encaminhada nesta manhã à executiva estadual. A condução do processo esteve a cargo da secretária de Desenvolvimento Econômico, Loisiane dos Santos, que manteve o posto de tesoureira do PP no município.

VELHA GUARDA

Personagens históricos, como os ex-secretários municipais Hélio César Gama do Nascimento e Rogério de Souza, além do empresário Geremias Teles Silva, seguem no rol de progressistas locais. O ex-prefeito Uilson Sgrott também continua na relação.

 A presença do pai entre os membros de relevância do partido corrobora o discurso de Campos Sgrott, de que, mesmo que migrasse para o PL, não deixaria o PP sem o devido suporte.

Perda sentida

Postado em 7 de janeiro de 2026
Foto: Larissa Martinelli

Orientador do PP na região, o deputado estadual Altair Silva, de Major Gercino, foi pego de surpresa com a filiação do prefeito Maickon Campos Sgrott no PL. Um dia antes, ele esteve reunido com o chefe do Executivo tijuquense, e o assunto, em nenhum momento da conversa, entrou na pauta.

Figura influente na regência do partido em Tijucas, o parlamentar sabia da possibilidade, e trabalhava internamente para evitar esse desfecho. Desde então, o sentimento tem sido de contrariedade, externado em mensagens pessoais a Campos Sgrott e a correligionários locais.

Silva contava, sobretudo, que a relação de amizade com a família, especialmente com o pai do prefeito, Uilson Sgrott – com quem passou parte da adolescência na Colônia Nova Itália, em São João Batista – fosse suficiente para sustentar o mandatário tijuquense na base progressista. A sensação de perda, portanto, foi além da convenção política.

O deputado, agora em corrente distinta da gestão de Tijucas, contudo, ainda conta com prestígio na prefeitura. Foi um dos mais atuantes na destinação de emendas ao município – com cerca de R$ 1,3 milhão endereçados aos cofres locais em 2025 –, e tem sido apresentado como “um dos candidatos do prefeito”, em atenção dividida com Emerson Stein (MDB), para a disputa do parlamento catarinense nestas eleições. Condição que, segundo o próprio chefe do Executivo municipal, não mudou.

Ao natural

Postado em 12 de maio de 2025
Foto: Luan Lucas | Linha de Frente

Distante das urnas há mais mais de duas décadas, o ex-prefeito Uilson Sgrott, de Tijucas, nunca esteve longe da política. Desde 2020, aliás, participa diariamente das articulações e decisões, sobretudo nas incursões eleitorais do filho, o prefeito Maickon Campos Sgrott (PP).

O notável empresário, embora seja o primeiro tijuquense a comandar o Executivo municipal e, anos mais tarde, ver um herdeiro ocupar o mesmo cargo, garante que a participação de Maickon na política nunca foi programada e aconteceu naturalmente.

“Não foi nada programado. Quando perdi a reeleição em 2004, fui para a empresa trabalhar. O Maickon foi trabalhar comigo. Não tinha nada programado para um dia ele ser candidato. Nem filiado a partido ele era. Um dia veio o convite e ele saiu a vereador. Foi atrás dos amigos, conversou e teve sucesso”, contou o ex-mandatário, em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE.

A disposição de Campos Sgrott em concorrer à prefeitura, no ano passado, surgiu durante o mandato de vereador, entre 2021 e 2024. Segundo o ex-prefeito, a barreira partidária foi o primeiro empecilho e fez com que o então parlamentar recuasse. Porém, números de pesquisas de opinião popular mudaram a rota.

“Quando ele foi vereador, claro que pensava em, um dia, se tivesse a oportunidade, ir a prefeito. Como somos do 11 (PP) e o prefeito era do 55 (PSD), a tendência seria um candidato do mesmo partido. O Maickon pensou que não ia dar, não queria mais ser vereador e decidiu recuar. O Eloi (Mariano Rocha) trabalhou outros nomes do 55. Fez pesquisa, fez isso e aquilo, viu a rejeição e, nesse trabalho, aparecia o nome do Maickon. Era importante fazer o sucessor e as pesquisas mostravam que pra fazer um sucessor tinha que ser o Maickon. Não articulamos nada, aconteceu naturalmente”, pontuou o ex-prefeito.

Canal aberto

Postado em 21 de abril de 2025
Foto: Pyerre Cabral/Divulgação

Dos principais projetos que o prefeito Maickon Campos Sgrott (PP) trouxe para a gestão de Tijucas, destaca-se a construção dos molhes da Boca da Barra – que o pai, ex-prefeito Uilson Sgrott, perseguiu durante o mandato, há mais de duas décadas, mas que esbarrou na burocracia e no desfavorecimento político. A proposta, entretanto, foi retomada e depende, antes da captação dos recursos para a obra, do licenciamento do IMA (Instituto do Meio Ambiente).

Para tanto, Campos Sgrott tem contado com a imprescindível parceria de um vizinho: o secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, Emerson Stein (MDB), ex-prefeito de Porto Belo. Alinhados politicamente, eles vêm trabalhando conjuntamente para tirar o plano do papel.

Na semana passada, durante coletiva de imprensa sobre os primeiros 100 dias do governo tijuquense, Stein apareceu de surpresa e, embora discreto, revelou que “boas notícias seriam anunciadas em breve”. O comunicado não era exatamente sobre os molhes, conforme apurou o Blog, mas aguçou as expectativas.

“Independentemente de partidos, precisamos pensar no coletivo. Os molhes e o desassoreamento da Boca da Barra são, sem dúvidas, preponderantes para o desenvolvimento de toda a região. Nos colocamos à disposição para apoiar e fortalecemos o pedido junto ao IMA”, conta, com exclusividade, o secretário de Estado.

Campos Sgrott e Stein prometeram informar a comunidade sobre os trâmites, que, embora estejam em curso, dependem de terceiros.

Na bronca

Postado em 5 de março de 2025
Foto: Redes Sociais

Dos principais entusiastas da eleição do prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), o empresário Leonardo Santos, conhecido por Nadinho, parece, agora, arrependido do apoio prestado. E as rusgas vêm extrapolando as reuniões internas do grupo e o diz-que-diz das rodas sociais de Tijucas.

“Não tem nada do pai dele (o ex-prefeito Uilson Sgrott, que governou o município entre 2000 e 2004). Me enganou”, escreveu o empresário no Facebook para externar o descontentamento com o mandatário tijuquense, há apenas dois meses no cargo.

As afrontas, no entanto, não cessaram. Na sequência de postagens, Santos fez questão de deslindar um suposto arranjo entre Campos Sgrott e um vereador oposicionista para, inicialmente, manobrar a presidência da Câmara Municipal. “Maickon fez acerto com Flávio (Henrique de Souza, eleito pelo MDB) com três empregos na administração. Eu provo que é verdade”, finalizou o denunciante, que, horas depois, excluiu as publicações.

RETALIAÇÃO

Não se tem informações exatas sobre a motivação da contenda, mas, de acordo com fontes do Blog, o empresário não teria tolerado a exoneração da ex-mulher, que era lotada no Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) e teve o contrato rescindido semanas atrás.

Volta ao passado

Postado em 14 de janeiro de 2025
Fotos: Arquivo Pessoal

Cerca de 50 quilômetros de rodovias pavimentadas separam o prefeito de Tijucas, Maickon Campos Sgrott (PP), do prefeito de Major Gercino, Rodrigo dos Santos (PP), ambos recém-empossados nos cargos. Entretanto, as coincidências os aproximam.

Ambos representam o ressurgimento de um tradicional partido que retornou ao poder nas duas cidades. Campos Sgrott e Santos, a propósito, participaram ativamente do projeto que buscava o fortalecimento do Progressistas no Vale do Rio Tijucas.

Os dois mandatários foram vereadores no mesmo período e os encontros na Capital do Estado eram frequentes. Em certa feita, a propósito, lançaram a profecia: “Seremos prefeitos juntos, como nossos pais”, em recordação ao início dos anos 2000.

Na época, Uilson Sgrott – pai de Maickon -, era o prefeito de Tijucas, enquanto o saudoso ex-prefeito Lourival dos Santos – pai de Rodrigo – chefiava o Executivo majorense.

A relação próxima e amigável pode resultar em práticas positivas para os municípios, já que ambos defendem a tese da unidade na busca por soluções para os problemas coletivos da região.

Hoje não

Postado em 19 de novembro de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

Os prognósticos foram contrariados. O vereador reeleito Erivelto “Danone” Leal dos Santos (PL) recusou o convite do prefeito eleito Maickon Campos Sgrott (PP) para a superintendência da FME (Fundação Municipal de Esportes).

Em conversa derradeira, ontem, com o próximo mandatário tijuquense e o pai, ex-prefeito Uilson Sgrott, a surpresa foi superada apenas pela gratidão. Danone agradeceu o chamado, expôs os motivos da negativa, falou sobre “sonho adiado” e, mesmo declinando, manteve portas abertas.

Os tratos foram às claras. E envolvem sobretudo as divergências partidárias de PL e PP no município, o futuro político das duas agremiações, a composição da Câmara e a lealdade aos correligionários.

Danone quer unir as oposições e construir um grupo coeso com o MDB. Entre afagos e reverências, revelou a Sgrott que tem compromisso – e acordo de alternância – com o colega Cláudio Eduardo de Souza (MDB) para os primeiros anos da presidência do Legislativo. Mas deixou a pulga na orelha dos correligionários e uma ponta de esperança no próximo prefeito: caso o projeto da vereança seja frustrado por qualquer razão, as conversas com o governo seriam retomadas e a superintendência da FME imediatamente preenchida.

Apito inicial

Postado em 16 de agosto de 2024
Fotos: Divulgação

Abre oficialmente nesta sexta-feira (16) o período de campanha eleitoral. A partir de agora, os postulantes às prefeituras e Câmaras de Vereadores da região podem ser oficialmente chamados de candidatos, estão autorizados a divulgar números e pedir votos.

Em Tijucas, três candidaturas estão devidamente registradas junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e aptas para disputar a preferência dos 34.348 eleitores tijuquenses no próximo 6 de outubro. O Blog, em ordem alfabética, faz um apanhado geral.

A coligação Bora! Tijucas voltará a brilhar! é encabeçada pelo ex-prefeito Elmis Mannrich, do tradicional MDB. O candidato tentará administrar o município pela terceira vez, o que seria um recorde desde a redemocratização. Sua candidata a vice-prefeita será a professora Márcia Maurício Machado (MDB), a Marcinha, ex-secretária de Educação de Tijucas.

O também tradicional movimento cola-branca terá Maickon Campos Sgrott (PP) e Rudnei de Amorim (PSD), com a coligação Vamos Juntos, Tijucas!. Sgrott é vereador de primeiro mandato e filho do ex-prefeito Uilson Sgrott. Já Amorim preside o Poder Legislativo municipal pela segunda vez e integrou duas legislaturas consecutivas.

Fechando a trinca tijuquense, a famigerada terceira via terá o empresário Thiago Peixoto dos Anjos (PL) e o vereador Fernando Fagundes (PL), o Fernando do Gordo. A coligação liderada pela dupla conta ainda com REPUBLICANOS e NOVO, e recebeu o nome de Juntos Pelo Futuro de Tijucas.

VEREADORES

A Capital do Vale tem atualmente 83 candidatos ao Legislativo. Destes, apenas MDB, PL e PSD apresentaram nominata completa, com 14 nomes. Já PP, NOVO e UNIÃO BRASIL terão 12 opções. Fechando os números, a Federação PSOL/REDE indicou cinco candidatos.