terça-feira, 5 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

História refeita

Postado em 27 de abril de 2026
Foto: Divulgação

Se o pai, ex-prefeito Uilson Sgrott, esbarrou na rejeição, no início dos anos 2000, do empréstimo que possibilitaria a principal obra da sua gestão, o filho, prefeito Maickon Campos Sgrott (PL), consegue, agora, 20 anos depois, remontar a história. A operação de crédito na Caixa Econômica Federal, a partir do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), para a construção dos molhes da Boca da Barra, foi aprovada na Câmara quinta-feira (23).

Entre as semelhanças e curiosidades que separam os períodos, registra-se, no processo atual, o voto contrário – e isolado – da vereadora Lizandra Dadam (NOVO) à proposta. Ela é irmã do ex-vereador André Dadam, que, duas décadas atrás, agregado ao bloco de oposição, teria sido o pivô da negativa ao projeto que financiaria a maior realização do governo Uilson.

Prevenido, porque se guiou nos passos – e resvalos – do pai, Maickon eliminou o risco antes da aposta e garantiu, ainda no embrião do governo, maioria na Câmara. E não por suficiência eleitoral, mas por consignação política. O consentimento do Legislativo ao empréstimo que uma vez foi negado a Uilson era carta marcada.

Os R$ 83 milhões que devem entrar na conta da prefeitura, entretanto, teriam como finalidade, além dos propalados molhes da Boca da Barra, a construção de uma ponte que interligaria o Centro e o Sul do Rio, e a revitalização do Ginásio de Esportes João Bayer Filho.

Desabono

Postado em 14 de abril de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

As contas do exercício de 2023 do ex-prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) foram rejeitadas ontem na Câmara Municipal de Tijucas. Eram necessários dois terços – ou nove votos – do parlamento para que ele se livrasse da malha do Legislativo, mas apenas cinco vereadores optaram pela aprovação. Cinco indicações contrárias e duas abstenções deram o resultado final.

Inicialmente, a recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) era para que o desempenho financeiro da prefeitura em 2023 fosse aprovado, mas, no parecer, havia ressalvas. Contudo, a orientação do Ministério Público de Contas, mais rigorosa, foi de rejeição.

A condição política de Mariano Rocha, a propósito, não muda. Para que ele atingisse o patamar de inelegibilidade, as contas precisariam ser rejeitadas por dois terços do parlamento – ou nove vereadores. Portanto, e independentemente da mancha no currículo, o ex-prefeito estaria apto se quisesse se candidatar nestas eleições.

Veja como votaram os vereadores de Tijucas nesse caso:

Por aprovação das contas de 2023 da prefeitura: Júlio César Bucoski (PP), Lizandra Dadam (NOVO), Nadir Olindina Amorim (PSD), Paulo César Pereira (PSD) e Vilson José Porcíncula (PP);

Por rejeição: Cláudio Eduardo de Souza (MDB), Esaú Bayer (PL), Fabiano Morfelle (MDB), José Vicente de Souza e Silva (PL) e Renato Laurindo Júnior (PL);

Abstenções: Écio Hélio de Melo (PL) e Flávio Henrique Souza (MDB);

Ausência: Maurício Poli (UNIÃO), em Brasília a serviço do Legislativo.

Virtude obrigatória

Postado em 7 de abril de 2026
Foto: CMVT/Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Tijucas, vereador Flávio Henrique Souza (MDB), classificou de “palanque político” o ato da colega Lizandra Dadam (NOVO) – de abdicar do auxílio-alimentação do parlamento e promover o ato nas redes sociais. O comandante da mesa diretora disse que o caso não foi de altruísmo, mas de cumprimento da legislação.

Farmacêutica concursada, Lizandra é servidora efetiva do município e recebe o vale-alimentação do funcionalismo. E, de acordo com a Lei, ainda que quisesse, estaria impedida de acumular o benefício como parlamentar. Mesmo caso do vereador Vilson José “Tem” Porcíncula (PP), que fez questão de anunciar, da tribuna, que, para receber o auxílio da Câmara, precisou renunciar ao municipal.

“Por que não recusou a correção salarial (dos vereadores) e hoje está recebendo?”, provocou o presidente, antes de, mais uma vez, descrever o posicionamento da novista como “muito feio”. Lizandra não respondeu.

Bê-a-bá novista

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: CMT/Divulgação

A vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, que votou contra a criação do auxílio-alimentação para parlamentares do município em fevereiro, foi além: decidiu abdicar formalmente do benefício. Um memorando foi protocolado na diretoria-geral da Câmara para oficializar a renúncia.

A postura da estreante – e pré-candidata a deputada estadual nestas eleições – tem base nos preceitos do partido que defende. Na cartilha do NOVO, os considerados “privilégios para políticos”, especialmente quando envolvem recursos púbicos, são rigorosamente vedados.

Lizandra, a propósito, seguiu o exemplo da correligionária Lourdes Matias (NOVO), de Bombinhas, que tomou a mesma atitude, em 2025, diante da aprovação do vale-alimentação para vereadores bombinenses.

Pré-campanha

Postado em 24 de março de 2026
Foto: CMT/Divulgação

O status da vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, mudou. Ela é, agora, oficialmente pré-candidata a deputada estadual. O “sim” foi respondido ao comando do partido, que incluiu a farmacêutica na lista dos novistas pretendentes das vagas no Legislativo catarinense.

No início de fevereiro, a tijuquense recebeu o convite do NOVO para se candidatar. A defesa dos preceitos da legenda na Câmara foi fundamental para a escolha da executiva estadual, mas o fato de ser mulher, e contribuir com a proporcionalidade legal da chapa, ajudou. Desde então, a proposta vinha sendo avaliada entre correligionários, apoiadores e familiares.

Lizandra deve refazer os passos do irmão, advogado André Dadam, que foi vereador entre 2001 e 2004, e candidato, em 2006, a deputado estadual – na ocasião, somou 9.582 votos, ficou na suplência do PSDB, e assumiu o parlamento catarinense por 60 dias durante a licença do titular Marcos Vieira.

De acordo com a legislação eleitoral, a vereadora não precisaria se desincompatibilizar para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. Ela pode, naturalmente, seguir no cargo, na Câmara, enquanto estiver em campanha.

Dobradinha à vista

Postado em 5 de fevereiro de 2026
Foto: NOVO-Tijucas/Divulgação

O desempenho da estreante Lizandra Dadam (NOVO) na Câmara Municipal de Tijucas em 2025 não passou despercebido na regência estadual do partido. Mais incisiva opositora do governo local – inclusive com incursão judicial contra a aprovação do reajuste no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) –, ela alcançou status de liderança na legenda e exemplo de conduta para os novistas catarinenses.

A popularidade da vereadora entre os correligionários tem sido tamanha que, inclusive, recebeu convite para concorrer nas eleições gerais deste ano. A executiva do NOVO em Santa Catarina enxerga na tijuquense potencial para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. O chamado, entretanto, ainda não foi aceito.

Detalhes sobre a atuação de Lizandra no parlamento de Tijucas, a propósito, têm sido levados ao conhecimento da cúpula do partido como modelo para correligionários com mandato na região pela advogada Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, coordenadora do NOVO na Grande Florianópolis – que ainda avalia a candidatura a deputada federal nestas eleições e, a depender do “sim” da tijuquense, a promoção de uma dobradinha local.

Cobrança judicializada

Postado em 8 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

A aprovação do reajuste no IPTU de Tijucas pela Câmara, em setembro, não foi digerida pela vereadora Lizandra Dadam (NOVO), uma entre cinco edis que votaram contra a proposta. Inconformada com o resultado, ela vinha, desde então, buscando meios de impedir que o Executivo estabelecesse a cobrança. E parece ter encontrado uma maneira.

No fim de 2025, a parlamentar acionou o Judiciário e pediu a anulação da sessão e a suspensão dos efeitos da Lei aprovada. O trabalho jurídico que embasa a ação tem sido realizado voluntariamente pela coordenadora regional do NOVO, advogada Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, por solicitação da tijuquense.

Antes do recesso do fórum, ainda em dezembro, o juiz Marcelo Fidalgo Neves decidiu postergar a análise até que o município e a Câmara se manifestem oficialmente no processo, em respeito ao contraditório e ao rito do mandado de segurança.

A direção do NOVO em Santa Catarina elogiou a atuação de Lizandra e disse, em publicação institucional, que sua conduta “reflete o compromisso com a fiscalização rigorosa dos atos de Poder Público e o respeito à população”. A ação tramita na Comarca de Tijucas.

Contrapartidas

Postado em 9 de dezembro de 2025
Foto: CMT/Divulgação

A Câmara de Tijucas aprovou o projeto que autoriza a doação de um terreno à Celesc para a instalação de uma nova subestação no município. A proposta passou com ampla maioria, mas não sem ressalvas – e com recado do vereador Maurício Poli (UNIÃO).

Durante a discussão, Poli defendeu que a empresa estatal deveria oferecer contrapartidas mais claras ao município. “Pelo menos atender a população quando precisa”, cobrou, citando casos recorrentes de demora na retirada de postes, religações de energia e solicitações que se arrastam por meses.

O vereador reconhece que, pela dimensão da companhia – com mais de três milhões de clientes em todo o Estado -, a Celesc “tem poder de barganha”. Ainda assim, aposta que o investimento valerá a pena. “Temos que queimar esse cartucho para que a cidade tenha energia e continue crescendo”, resumiu.

Poli já esteve três vezes neste ano na sede da Celesc apresentando demandas locais e garante que é possível negociar contrapartidas, ainda que a empresa seja “dura nas conversas”.

O projeto foi aprovado com apenas um voto contrário, da vereadora Lizandra Dadam (NOVO). A expectativa é que a nova subestação alivie o sistema e acompanhe o ritmo acelerado de crescimento de Tijucas.

Prazo definido

Postado em 8 de dezembro de 2025
Foto: Divulgação

Depois do puxão de orelha do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC), o debate sobre a reforma da previdência em Tijucas ganhou data para sair do papel. A Comissão Especial de Revisão da Reforma da Previdência Municipal (Previserti) da Câmara estabeleceu 21 de janeiro de 2026 como o prazo final para apresentar a proposta de Projeto de Lei que adequará o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) às normas federais.

A decisão encerra meses de incerteza e sinaliza um novo compasso para o tema, que estava parado desde setembro, quando a tramitação do texto original foi suspensa em busca de consenso político e técnico. A cobrança do TCE-SC por mais agilidade fez o assunto voltar à ordem do dia – e, ao que tudo indica, com senso de urgência reforçado.

O presidente da Comissão, vereador Esaú Bayer (PL), defende que todas as partes envolvidas apresentem sugestões concretas para avançar no debate e evitar novos atrasos. Já a vereadora Lizandra Dadam (NOVO) fez um contraponto: apressar demais, segundo ela, seria um erro. A parlamentar defende “menos pressa e mais sensatez”, especialmente nas regras de transição, consideradas “drásticas demais” na versão inicial.

Para equilibrar velocidade e profundidade, o advogado Alesson Alexandre Cardozo, consultor do Previserti, apresentou um cronograma de trabalho. No dia 16 de dezembro, ele fará uma exposição detalhada do projeto original e de suas implicações, permitindo que cada membro da comissão formule contrapropostas. Em 21 de janeiro, as versões serão reunidas e consolidadas na proposta final.

A reforma da previdência de Tijucas avança – aos poucos, mas agora com prazo e direção definidos.

Fundação aprovada

Postado em 27 de novembro de 2025
Foto: CMT/Divulgação

Tijucas terá uma nova autarquia ambiental. A Câmara de Vereadores deu aval ao projeto que cria oficialmente a Fundação do Meio Ambiente de Tijucas (FAMAT), proposta enviada pelo prefeito Maickon Campos Sgrott (PP) e aprovada em plenário com ampla maioria.

O novo órgão, que nasce com autonomia administrativa e financeira, passa a concentrar funções antes dispersas: licenciamento, fiscalização, gestão de unidades de conservação, educação ambiental e políticas de proteção animal. A estrutura foi desenhada para reduzir a dependência de órgãos estaduais.

A votação encerrou o mês legislativo com dez votos favoráveis e dois contrários. Houve coesão entre situação e oposição – com o okay de Ecio Hélio de Melo (PL), Esaú Bayer (PL), Flavio Henrique Souza (MDB), José Vicente de Souza e Silva (PL), Julio Cesar Bucoski (PP), Maria Edésia da Silva Vargas (PP), Maurício Poli (UNIÃO), Nadir Olindina Amorim (PSD), Paulo Cesar Pereira (PSD) e Renato Laurindo Júnior (PL). Fabiano Morfelle (MDB) e Lizandra Dadam (NOVO) foram as únicas vozes dissonantes.

O projeto recebeu três emendas durante a tramitação. Duas, de autoria de Lizandra, que foram rejeitadas por 7 votos a 5. A única alteração aceita veio de Maurício Poli (UNIÃO), que ajustou critérios para o cargo de auxiliar administrativo e corrigiu o enquadramento salarial.

Do ponto de vista técnico, o texto aprovado detalha o organograma, define cargos e estabelece os parâmetros de provimento conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. O Executivo agora deve conduzir as próximas etapas: implantação da sede, nomeações e execução orçamentária.