terça-feira, 18 de junho de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Omissão

Postado em 11 de junho de 2019

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) negou o recurso do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) e segue recomendando à Câmara Municipal que vote e rejeite as contas do Executivo tijuquense em 2016.

No ano passado, o então presidente do Legislativo, vereador Juarez Soares (PPS), decidiu não chamar o caso à pauta enquanto o tribunal não resolvesse o recurso do ex-mandatário; e agora, a partir do Decreto Legislativo 1/2018, a mesa diretora da Câmara – formada por Vilson Natálio Silvino (PP), Odirlei Resini (MDB), Maria Edésia da Silva Vargas (PT) e Elizabete Mianes da Silva (PSD) – optou, simplesmente, e deliberadamente, pelo arquivamento da votação sobre o parecer prévio do TCE.

Improbidade administrativa

Postado em 7 de maio de 2019

Se é verdade que a Justiça tarda mas não falha, o ex-prefeito Zelásio Angelo Dell’Agnolo (MDB), de Major Gercino, pode ser um caso. Desde 2012 sem mandato, ele foi condenado, agora, a três anos de inelegibilidade e ao pagamento de multa por improbidade administrativa.

De acordo com o processo, Dell’Agnollo, enquanto prefeito, teria dispensado licitação e direcionado serviços de consertos de veículos públicos a uma oficina que tinha como sócio o genro, Geri Adriano Sens. A soma dos contratos chega a pouco mais de R$ 21 mil.

A decisão foi da juíza Alessandra Mayra da Silva de Oliveira, da 2ª Vara da comarca de São João Batista, que também aplicou a mesma punição a Sens. Para a sentença, cabe recurso.

Pedra cantada no Blog e no quadro Política em Foco – que o colunista apresenta no Jornal TopNotícias, no Portal TopElegance às quintas-feiras – deu bingo. Já consta, desde ontem, no sistema de informações partidárias do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a comissão provisória do PSL em Tijucas com o ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino na presidência.

O litígio entre Marcelino e o servidor público municipal Renato Sartori, que concorriam diretamente pelo comando da sigla no município, durou meses. Desde dezembro, o PSL não tinha representação na Capital do Vale. Nos bastidores do processo, porém, o jogo era intenso; e as melhores cartas sempre estiveram com o ex-bombeiro.

Aliado a figuras basais do partido na região – como o deputado estadual Onir Mocellin, militar reformado, de quem é assessor parlamentar na Assembleia Legislativa, e o próprio governador Carlos Moisés da Silva, a quem acompanhou nas incursões pelo estado durante a campanha –, não tardou para que o ex-diretor de Trânsito do município conquistasse a simpatia e a preferência da cúpula peesselista. Sartori, por sua vez, tinha apenas uma promessa do presidente estadual do PSL, Lucas Esmeraldino, e o discurso vago de que havia conquistado ampla votação para o chefe do Executivo estadual e para o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 em Tijucas.

Pesaram, ainda, contra o chefe do Departamento de Estrada de Rodagem do município o histórico político no PT e uma candidatura a vereador rejeitada, em 2016, no PEN, por falta de prestação de contas com a Justiça Eleitoral, além da recorrente austeridade verborreica nas redes sociais e em encontros públicos confrontando cidadãos e parte da imprensa que não o reconheciam como presidente municipal da legenda – o que, de fato, não era, desde dezembro. Líderes do PSL estadual passaram a acompanhar atentamente o comportamento dos concorrentes ao comando do partido em Tijucas, a receber informações de ambos, e formaram a balança.

Marcelino se valeu da discrição, do lastro e do conhecimento prático sobre o trâmite político. Enquanto o concorrente se impunha no Facebook, o ex-bombeiro buscava perfis técnicos para a formação de uma comissão capaz de seduzir a cúpula peesselista e formalizava ofícios em papel timbrado, cordiais, rubricados por parlamentares afins, ao comando estadual do partido. Há 16 dias, o presidente do PSL em Santa Catarina rubricou o “visto” no pedido de homologação da legenda em Tijucas para um time que contava com ex-militares, um servidor da Justiça estadual, advogado e contador, além de jovens idealistas e empresários da cidade. O documento era sustentado, ainda, por quatro dos cinco deputados estaduais do PSL mais bem votados em 2018: Ricardo AlbaAna CampagnoloCoronel MocellinSargento Lima. Foi o xeque mate.

Na semana passada, no encontro regional do partido, o então postulante à presidência do PSL tijuquense Gerson Marcelino foi chamado à mesa protocolar e sentou ao lado de Esmeraldino; enquanto Sartori esteve o evento inteiro na plateia e, quando teve a palavra, achincalhou a mídia “mentirosa” e cobrou efusivamente uma posição do comando estadual do partido. E a decisão foi, enfim, tomada.

Desacordo

Postado em 12 de março de 2019

O copo transbordou. Os diálogos cessaram nas duas comissões interessadas no comando do PSL de Tijucas. Não houve acordo e o confronto foi restabelecido. O grupo encabeçado pelo ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino não admite o servidor público municipal Renato Sartori na presidência do partido e deve ir para o tudo ou nada.

O deputado estadual Onir Mocellin (PSL) intercedeu e pediu que houvesse concessões de parte a parte. Sartori, no entanto, não abre mão do comando do diretório. As chapas devem ser protocoladas nos próximos dias e a cúpula estadual do partido pode ter que decidir entre uma e outra.

Fim da linha

Postado em 25 de fevereiro de 2019

O fim de semana – e de fevereiro – é o dead line para o vice-prefeito Adalto Gomes no PT. Ele tem reunião marcada com sectários políticos para um parecer final, e deve usar o feriado de Carnaval para definir por que partido concorrer à prefeitura de Tijucas em 2020.

“Temos alguns contatos, e tomaremos a melhor decisão”, garante o adjunto tijuquense, que não abre mão de disputar o próximo pleito eleitoral na Capital do Vale.

Debandada tucana

Postado em 19 de fevereiro de 2019

No mesmo tempo em que publicou carta aberta aos catarinenses sobre sua desfiliação do PSDB, domingo (17), o ex-prefeito de Blumenau e candidato a vice-governador nas eleições de 2018, Napoleão Bernardes, enviou mensagem direta ao presidente do partido em Tijucas, Thiago Peixoto dos Anjos – que tomou atitude semelhante e se transferiu para o PDT –, para justificar a decisão. “Compartilho contigo muito mais do que projetos partidários. Compartilho contigo os mesmos sonhos, ideais e valores para fazer o melhor por nossos municípios e Estado”, escreveu o ex-tucano para o amigo tijuquense.

ESPERANÇA

Ainda que decidido pela filiação ao PDT e com pré-candidatura a prefeito assumida nas searas brizolistas, Peixoto dos Anjos tem reunião com a cúpula tucana do Estado nesta quinta-feira (21), em Florianópolis. A convocação foi feita pelo ex-deputado estadual Serafim Venzon (PSDB), que planeja a revitalização dos diretórios do partido na região e, certamente, tem esperanças que o administrador do Hotel do Valle volte atrás.

Sai, mas fica

Postado em 30 de janeiro de 2019

O vice-prefeito de Tijucas, Adalto Gomes, sai, de fato, do PT. Mas o PT realmente não sai dele. Apesar de alguns militantes petistas terem ficado muito contrariados com a decisão do adjunto tijuquense, caciques do partido vêm garantindo que estarão abraçados a ele numa possível candidatura majoritária em 2020, seja por que legenda for.

O advogado Roberto Vailati, ex-vice-prefeito e bastião do PT na Capital do Vale, a propósito, foi um dos que orientaram Gomes, em tempos passados, a deixar o partido de LulaDilma Rousseff se quisesse realizar o sonho de governar o município.

Estrela cadente

Postado em 25 de janeiro de 2019

Maior expoente do PT em Tijucas na atualidade, o vice-prefeito Adalto Gomes já preparou o discurso de adeus. Figuras centrais do partido – como o advogado e ex-vice-prefeito Roberto Vailati e a vereadora Maria Edésia da Silva Vargas – estão cientes e compreendem os motivos do adjunto tijuquense. Ele planeja concorrer à prefeitura em 2020 e avalia, enfim, que a legenda minimizaria as chances de sucesso nas urnas. O prazo para a desfiliação é fevereiro.

A decisão, que é irreversível, passa, sobretudo, pelas eleições de 2018. Se o PT houvesse vencido o pleito presidencial com Fernando Haddad, Gomes seguiria no partido.

COMPROMISSO

Tal qual em 2004, os governistas têm um compromisso de inversão da chapa – que naquela feita não foi cumprido – para a próxima eleição municipal. Gomes diz aos seus que confia no cumprimento do tratado e que, por imposição da saúde do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), ressurge como franca opção entre os situacionistas; mas que não descarta ser alternativa ao governo e, inclusive, à oposição em 2020.

NOVO RUMO

Conforme noticiado no Blog em dezembro, o PSB é a sigla que mais seduz o vice-prefeito, fundamentalmente pela ideologia, que se assemelha, em partes, à do PT. Mas o rumo do policial rodoviário federal aposentado ainda é incógnito. O que se sabe, porém, é que a preferência seria por um partido pequeno, sem história na política do município; apesar das investidas severas do PSD.

Tchau, querido!

Postado em 21 de novembro de 2018

canário criado no ninho periquito, enfim, voou. A regência do MDB de Tijucas se reuniu anteontem para tratar de um incômodo: a presença do vereador Cláudio Tiago Izidoro nas fileiras do partido. O assunto, que há tempos frequenta a pauta dos encontros emedebistas no município, teve um capítulo final. Por maioria absoluta de votos, o parlamentar foi expulso.

Apenas o ex-vereador Edson Souza e um dos atuais, Odirlei Resini, optaram por manter Izidoro na legenda. Todo o restante do diretório, porém, votou pela expulsão.

ERA ESPERADO

O parlamentar, que conquistou a suplência em 2016 na retaguarda de Elmis Mannrich (MDB), foi alçado à Câmara em aliança com a base governista e, desde então, vem defendendo resolutamente a gestão do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), na contramão da cartilha periquita.

O tolhimento de Izidoro das fileiras emedebistas, a propósito, não chega a ser um ônus ao vereador. Ele próprio, em oportunidades diversas, teria pedido ao presidente do partido no município, Fernando Fagundes, para que o diretório formalizasse a expulsão.

CIENTE E CONSCIENTE

Questionado pelo Blog, o vereador, agora sem partido, disse que “ainda não recebeu o comunicado oficial”, mas que já soube da decisão do diretório por terceiros.

Praticamente salvo

Postado em 25 de junho de 2018

Nos porões da Câmara Municipal, trama-se a inocentação do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) em detrimento das recomendações do Tribunal de Contas do Estado. E, surpreendentemente, o cabeça do movimento é um vereador de situação.

Tomazi, que governou Tijucas entre 2013 e 2016, recebeu parecer negativo do TCE com referência às contas do município em 2016, e, como pena, pode ficar inelegível por oito anos. Ele recorreu, e o tribunal deve reavaliar a questão; mas, haja o que houver, os direitos políticos do ex-mandatário podem ser assegurados no plenário do Legislativo municipal, que tem essa prerrogativa.

As articulações nos bastidores da Casa do Povo já começaram. Um parlamentar governista tomou as rédeas do acordo, e vem tentando angariar apoios à manutenção da elegibilidade do ex-prefeito, independente da decisão do Tribunal de Contas. Nas entrelinhas, especula-se, ainda, resquícios de gratidão à companhia de Tomazi na campanha vitoriosa da atual administração, nas eleições de 2016, contra o próprio MDB. Pois, então?!