quarta-feira, 4 de novembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Status reduzido

Postado em 28 de outubro de 2026
Foto: Divulgação

O êxito arrebatador do governador Jorginho Mello (PL) sobre o tradicional PSD – que foi relegado ao terceiro lugar da disputa estadual nestas eleições –, provocou fissuras irremediáveis no partido em muitos municípios catarinenses. Canelinha que o diga.

O vice-prefeito Antonio Carlos Machado Junior (PSD), expoente local da legenda, deve rumar para o PL em breve. Não apenas por conta dos resultados, mas porque o prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL), que goza do poder de minerva na indicação do sucessor, tem deixado claro que o candidato governista no pleito majoritário de 2028 precisa hastear a mesma bandeira que ele na campanha.

A insatisfação, a propósito, tem sido imanente no seio pessedista da Capital Catarinense do Motocross. Os três vereadores do partido se fecharam em copas na Câmara e pouco somam ao Executivo na tabela política. Posição, inclusive, evidenciada por seu mais experimentado representante no parlamento, Eloir João “Lico” Reis (PSD), que meses atrás anunciou independência.

Com a crise institucional, incrementada no confronto recente entre Jorginho e João Rodrigues, e o cômputo avassalador da eleição ao governo estadual, projeta-se, ainda mais, o encolhimento do PSD canelinhense. Ao ponto de, em 2028, passar de coadjuvante de luxo a servente dispensável.

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PROTESTO EXPRESSO

A instabilidade pode ser medida, agora, nas reclamações do primeiro suplente de vereador do PSD, Valdeci Nunes Filho, que encorparia a debandada. Ele tem revelado “preocupação com os rumos do partido” e conversado com lideranças de outras legendas sobre migração.

Com 409 votos conquistados em 2024 e a nona melhor marca do pleito – impedido de participar da legislatura apenas em razão do quociente eleitoral –, ele critica a falta de oportunidade na Câmara, por cessão de espaço na cadeira de um correligionário, e a escassez de recursos aportados ao município por deputados pessedistas.

Nunes Filho avalia mudar para o Podemos, o Republicanos ou, como opção mais segura, para o PL do prefeito e do governador.

Para bom entendedor

Postado em 26 de outubro de 2026
Foto: Reprodução/Facebook

Ainda nos ensejos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República, quinta-feira (22), em Tijucas, o prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL), de Canelinha, lançou uma indireta. Com pretexto de “alerta”, ele pediu que o eleitor cobrasse “posicionamento” de quem pretende concorrer nas próximas eleições. E citou textualmente o pleito de 2028.

O recado, sem endereço, ao que parece foi compreendido. No dia seguinte, os principais interessados em representar os governistas na concorrência municipal marcaram território. O vereador Leandro Mafra (PL) apareceu nas redes sociais, exibindo o carro adesivado e reafirmando o compromisso com o candidato da direita, e o vice-prefeito Antonio Carlos Machado Junior (PSD), em seguida, fez o mesmo e gravou pedido de voto no “vinte e dois”.

Questionado pelo Blog, o prefeito não quis comentar o assunto ou revelar para quem foi o recado.

Alves Maciel passa, agora, a articular o projeto de sucessão. No segundo mandato consecutivo, ele pretende entregar as chaves do município, em 2029, a um aliado que defenda as mesmas bandeiras. De acordo com a mais recente pesquisa do grupo, cerca de 44% do eleitorado canelinhense tenderia votar no candidato que o prefeito indicasse.

Números na mesa

Postado em 26 de outubro de 2026
Foto: Divulgação

Embora o resultado da eleição presidencial tenha sido frustrante para o Vale do Rio Tijucas e a Costa Esmeralda, de eleitorados majoritariamente conservadores, os registros do segundo turno na região explicam muita coisa. Se o pleito compreendesse apenas o período entre os dias 5 e 25, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria, mesmo em terreno hostil, amplamente confirmada. Nos oito municípios que compõem esse conjunto, ele, impressionantemente, na etapa derradeira do pleito, venceu Flávio Bolsonaro (PL) em seis.

Ou seja: os índices de Lula não foram consistentemente superiores apenas em áreas dominadas pela esquerda – a quem os analistas atribuem, sistematicamente, a vantagem real do petista. Um exame local, onde se previa crescimento significativo do candidato do PL, comprova.

Nominalmente, no segundo turno, o presidente reeleito somou 1.412 votos a mais que o adversário no Vale e Costa Esmeralda. Por se tratar de um eleitorado absolutamente inclinado à direita, o número, ainda que irrisório no cômputo final, corrobora o fenômeno desta eleição.

No recorte regional, Flávio Bolsonaro conquistou mais votos que Lula, ontem, apenas em Major Gercino e Nova Trento. As diferenças, no entanto, não chegaram aos três dígitos em nenhuma delas.

Por outro lado, o petista conseguiu sobressair nos dois maiores colégios eleitorais da região. Em Tijucas, a vantagem foi de 579 votos, e em Itapema, de 430.

Quando se conjeturava que somente um tsunami tiraria a eleição presidencial da direita, não se percebeu, apesar da mobilização densa e constante de lideranças locais do PL, que uma ventania se aproximava da região. Não havia, nem para o mais otimista dos apoiadores do presidente, elementos que pudessem indicar uma vitória na seara local. Mas ela aconteceu – e acompanhou o que se viu no resto do Brasil.

Veja o detalhamento da votação para presidente da República nos oito municípios da região:

Popularidade à prova

Postado em 8 de outubro de 2026
Foto: Divulgação

Mais que um exercício de posicionamento político-partidário, as eleições gerais sempre foram uma oportunidade para lideranças locais se projetarem na comunidade. E na aprazente Canelinha, onde a disputa para a sucessão municipal tem sido intensa no grupo governista, os números do pleito recente não passaram despercebidos.

Nesse contexto, a balança pendeu para o vereador Leandro Mafra (PL), que campeia a chancela dos correligionários para concorrer à prefeitura em 2028. A proeza de ter feito de Jair Miotto (PL) o candidato a deputado estadual com a segunda maior votação do município, com 559 votos – atrás, apenas, da recordista do pleito, Ana Campagnolo (PL) –, elevou, no páreo interno, o status do ex-presidente da Câmara Municipal.

As comparações foram inevitáveis. Sugestiva e naturalmente favorito, o vice-prefeito Antonio Carlos Machado Junior (PSD), por exemplo, entregou a Napoleão Bernardes (PSD), a quem apoiou para o mesmo cargo, a marca de 124 votos canelinhenses nestas eleições.

Ao feito, obviamente, soma-se a pujança do PL na região. Mas o resultado passou a ser mais um dos argumentos de Mafra na petição, ora insistente, para que o representante dos governistas na eleição majoritária de 2028 seja conclamado no crivo popular.

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INDEFINIÇÃO

Observador atento, o prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL), que teria o poder de minerva nessa questão, e avalia o cenário eleitoral do município periodicamente, vem evitando pareceres antecipados. E, quando provocado, diz que não existem compromissos ou imposições no grupo, e que indicaria “quem fosse vencer” o pleito.

Em tempo: na mais recente aferição, apresentada aos correligionários na semana retrasada, 44% dos eleitores canelinhenses teriam respondido aos estatísticos que votariam “com certeza” no candidato escolhido por ele em 2028.

Cadeira mantida

Postado em 6 de outubro de 2026
Foto: Ascom/Divulgação

A representação genuína do Vale do Rio Tijucas na Assembleia Legislativa foi mantida. Diante da escassez de alternativas, a reeleição do majorense Altair Silva (PP) assegura, pelo menos, a raiz regional no parlamento catarinense.

As outras duas opções locais foram a vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, e o veterinário Túlio Tavares Santos (MDB), com base eleitoral em Canelinha, que nunca estiveram entre os favoritos e, com 4.464 e 1.961 votos gerais respectivamente, ficaram bem distantes da conquista de uma cadeira na Alesc.

Silva, entretanto, confirmou as expectativas e garantiu a vaga. Somou expressivos 46.919 votos gerais, elegeu-se com a 20ª maior marca do pleito, e foi votado em todos os cinco municípios do Vale. Os melhores índices, obviamente, foram registrados em São João Batista (2.963), onde passou parte da infância e adolescência, e na sua Major Gercino (438).

Curiosamente, o desempenho em Chapecó – 5.983 votos –, onde o ex-secretário de Estado da Agricultura tem base eleitoral consistente e carro chefe das suas campanhas, foi abaixo do esperado. Proporcionalmente, a votação no Vale, especialmente em São João Batista, obteve melhor avaliação. O que, a propósito, recondiciona o compromisso com a região de origem do deputado estadual reeleito para o terceiro mandato consecutivo.

Memória afetiva

Postado em 29 de setembro de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Para a classe política, nada que surpreenda. Mas quem não participa ativamente do bastidor eleitoral de Canelinha, fica estupefato com o nome do farmacêutico Filipi Rodrigues entre as opções de maior apelo nas pesquisas para a disputa da prefeitura em 2028. O levantamento mais recente chegou nesta manhã aos interessados.

Os dados, inclusive, foram apresentados em reunião do grupo governista, e, entre as alternativas da base, colocam-se bem, ainda, o vice-prefeito Antonio Carlos Machado Junior (PSD) e o vereador Leandro Mafra (PL), nesta ordem. Mas tem sido a preferência de parte do eleitorado canelinhense por Rodrigues, chamado carinhosamente de “médico da cidade” e jamais experimentado nas urnas, que desperta atenção.

Embora estranho ao processo eleitoral, o farmacêutico teve, em 2020, papel fundamental na constituição do PSL local – que naquela eleição respaldaria o advogado Diogo Francisco Alves Maciel ao comando do município. Feito que, de acordo com os números, segue como credencial para a simpatia dos conterrâneos.

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NA TRAVE

Chipa, como ficou conhecido popularmente, quase foi o candidato a vice-prefeito, em 2020, em chapa com Alves Maciel, quando as disputas internas se acirraram no extinto PSL.

A maior parte dos convencionais, entretanto, preferiu Machado Junior.

Escolha forçada

Postado em 21 de setembro de 2026
Foto: Reprodução

Enquanto estiver no mandato, o vereador Robinson Carvalho Lima (UNIÃO) deve deixar a função de advogado da prefeitura de Canelinha. A recomendação foi apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina, segunda-feira (14), em audiência com a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tijucas.

Nas próximas horas, o parlamentar vai receber um comunicado interno da administração municipal que formaliza o afastamento. A medida não representa a perda do vínculo funcional com a prefeitura, mas a interrupção das atribuições do cargo durante o exercício da vereança.

Na audiência, conduzida pela promotora Mariana Mocelin, o vereador teria informado que prefere continuar recebendo a remuneração do cargo de advogado do município – ainda que esteja afastado da função –, atualmente de R$ 5,5 mil, em vez do subsídio da Câmara, de aproximadamente R$ 4,9 mil líquidos.

A orientação do MP ocorre no contexto da análise sobre a compatibilidade entre o exercício simultâneo das funções de servidor público do município e agente político em cargo eletivo.

Retiro implacável

Postado em 11 de setembro de 2026
Foto: Reprodução

A representação do PL em Canelinha sofreu uma baixa incomensurável. O presidente do núcleo Jovem do partido no município, Luiz Fernando Berão, comunicou nas redes sociais que estava renunciando ao posto e, consequentemente, deixando a militância liberal.

Ao Blog, ele revelou um desentendimento com a regência estadual do PL Jovem por “falta de humanidade e desrespeito à liberdade de expressão”, antes de acusar correligionários de desacato à cartilha de Jair Bolsonaro e Enéas “Ferreira”.

A decisão, segundo Berão, atinge em cheio os planos do PL para as concorrências futuras no município. “Eu fortalecia o partido”, diz, com segurança, o suplente de vereador – candidato ao parlamento canelinhense nas eleições de 2024, quando somou 11 votos.

Ouça, a seguir, a declaração do agora ex-presidente do PL Jovem de Canelinha:

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PERDAS E DANOS

O prefeito e presidente da comissão do PL no município, Diogo Francisco Alves Maciel, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Especula-se, dada a probabilidade de consequências extremas para a política local, que a liderança do partido deva convocar uma reunião de contingenciamento nos próximos momentos. Pois então…

Cem por cento

Postado em 10 de setembro de 2026
Foto: Divulgação

O governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL) gabaritou na região. Todos os oito prefeitos no Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda – mesmo aqueles que, por direcionamento partidário, deveriam frequentar o palanque de João Rodrigues (PSD) – têm prestado apoio ao projeto de continuidade da gestão estadual nestas eleições.

As manifestações naturais, obviamente, vêm daqueles com filiação no PL. Maickon Campos Sgrott, Maxiliano de Oliveira e Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro, de Tijucas, Nova Trento e Itapema, respectivamente, apenas seguiram o protocolo. Os três, inclusive, adotaram nas redes sociais o selo “Sou prefeito e estou fechado com Jorginho Mello”.

Diogo Francisco Alves Maciel (PL), de Canelinha, ainda não aderiu à trend. Mas nem precisa. Porque sempre atuou, pública e notoriamente, como um elo de respaldo eleitoral do governador e do partido na região.

Único representante do MDB nesse coletivo, Joel Orlando Lucinda, de Porto Belo, esquivou-se do compromisso com a legenda ou com seu presidente, Carlos Chiodini, candidato a vice-governador em chapa com Rodrigues. “No dia 4 de outubro, vote 22: Jorginho Mello para governador”, publicou, em vídeo, sem qualquer resquício de culpa.

Rodrigo dos Santos (PP), de Major Gercino, tem sido menos efusivo, mas nunca deixou de declarar preferência pela manutenção de Jorginho no comando do Executivo catarinense. E esteve, a propósito, domingo (6), no Flores de Sal – Bairro Cidade, em Tijucas, com o 22 no peito, para recepcionar o governador.

Os mais discretos são Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, e Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas, mas que já manifestaram, inclusive publicamente, apoio ao plano de continuidade no governo estadual. O principal entrave para ambos, e que limitaria uma clara exposição, seria a desconjuntura política com as regências do PL nas esferas locais.

Orientação criteriosa

Postado em 1 de setembro de 2026
Foto: Divulgação

Se observado o histórico eletivo, a maior patente do tijuquense Fernando Fagundes foi a vereança – condição que manteve por quatro mandatos consecutivos. Tentou, em 2024, ser vice-prefeito, mas a dupla com o empresário Thiago Peixoto dos Anjos sucumbiu ao projeto governista naquela eleição. Independentemente do currículo, nos quesitos popularidade e relacionamento ele sempre esteve no mais alto patamar da região.

O excelente trânsito nas esferas do poder, especialmente depois que se filiou ao PL e passou a atuar no governo estadual, reafirmou o crédito do ex-vereador com a cúpula do partido. Embora o Vale do Rio Tijucas seja um dos maiores celeiros de liberais em Santa Catarina – com os prefeitos de Tijucas, Canelinha e Nova Trento, Maickon Campos Sgrott, Diogo Francisco Alves Maciel e Maxiliano de Oliveira, além do empresário Felipe Lemos, presidente do partido em São João Batista e uma das reconhecidas representações da direita local –, foi Fagundes o escolhido para ser a voz de comando da legenda na esfera regional.

O assistente de gabinete da Casa Civil estadual recebeu a incumbência de coordenar a campanha de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) no Vale e tem, a seu modo, reunido as tropas em favor do objetivo. Os critérios foram os mesmos que o reconduziram à presidência do PL em Tijucas, meses atrás, por ordem superior, em caráter de necessidade: o carisma, o trato político e as portas abertas em qualquer lugar.