sexta-feira, 26 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Lunelli embaralha a corrida ao Senado

Postado em 11 de junho de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

Numa semana marcada pela divulgação de pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo Senado em Santa Catarina, o jogo ganha um novo player. O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) aceitou o convite para concorrer ao Senado em 2026, e o lançamento da sua pré-candidatura deve ocorrer em breve.

A entrada de Lunelli coloca mais um nome na lista de direitistas na disputa pelas duas vagas de senadores catarinenses. Com os dois pés na canoa de João Rodrigues (PSD), o ex-prefeito de Jaraguá do Sul surge como uma alternativa para os eleitores de direita que não digeriram bem a pré-candidatura do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), e que buscam alguém com “sangue novo” para representar Santa Catarina no Senado.

Nesse cenário, a pré-candidatura de Lunelli tende a embaralhar ainda mais a disputa pela segunda vaga ao Senado — já que a primeira, ao que tudo indica, deve ficar com um candidato da direita. Sua candidatura poderá atrair votos tanto dos eleitores que rejeitam Carlos quanto daqueles que enxergam Esperidião Amin (PP) como um político desgastado pelo tempo.

Quem também deve ter recebido com satisfação a pré-candidatura de Antídio Lunelli é Décio Lima, pré-candidato do PT ao Senado. Afinal, quanto maior o número de candidaturas no campo da direita, maior tende ser a fragmentação desse eleitorado, ampliando as chances de a esquerda conquistar uma das duas vagas em disputa.

Amigo do inimigo

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

A chamada Turma do Ferro Velho – como ficou conhecida uma das alas do PL de Tijucas, com liderança do vereador José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva e seu irmão, o empresário Osnildo “Dinho” de Souza e Silva – vem administrando uma frustração. A filiação do deputado estadual Nilso Berlanda, a quem sempre defenderam, ao PSD, encorpando a campanha de João Rodrigues, foi engolida a seco no grupo.

Presidente do REPUBLICANOS e braço do PL no município, o empresário Alberto Carlos “Tito” Dolorini, voz de comando do núcleo, diz, desconcertado, com exclusividade ao Blog, que o movimento de Berlanda foi uma “infelicidade”, mas garante que o compromisso com o curitibanense segue inabalado. “Como deputado, para nós, ele foi nota mil. Muitas das emendas que conseguimos para o município vieram dele. Trabalharemos por ele”, sustenta.

As outras frentes da Turma do Ferro Velho são, obviamente, os projetos de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado federal Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC), e a chapa liberal ao Senado, com Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni.

Encontro liberal

Postado em 6 de março de 2026
Foto: Divulgação

Membros executivos do PL catarinense estiveram ontem em São João Batista, no Mirante Dell’Antonio, para uma vistoria ao local. Eles pretendem promover, em 11 abril, uma reunião de grandes proporções para correligionários do Vale do Rio Tijucas e querem a Capital Catarinense do Calçado como palco.

A escolha do espaço não foi por acaso. O proprietário, empresário Felipe Lemos, assina como presidente do PL no município e atua informalmente na estruturação regional da legenda. Nas redes sociais, ele registrou a visita da comitiva liberal e destacou o encontro com o vereador Jair Renan Bolsonaro, quarto filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, e com o coordenador do partido Heleno Orlandino Martins Júnior.

De acordo com a organização, a data foi conciliada com a agenda do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, que estaria em território barriga-verde e poderia participar do evento. As presenças dos postulantes do PL ao Senado, Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni, estão confirmadas.

SC e o cabresto eleitoral 2.0

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação

O PL confirmou na última quarta-feira (25) as candidaturas de Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelas vagas catarinenses ao Senado nas eleições de outubro, baixando a fervura, ao menos por enquanto, em torno da formação da chapa com Jorginho Mello.

A política brasileira já viveu sob a tutela do chamado “voto de cabresto”, onde a elite política, simbolizada pelos coronéis, impunha em quem as pessoas deveriam votar.

Santa Catarina parece viver uma nova fase desse mesmo voto de cabresto. Uma forma mais dissimulada, que começou com uma indicação imposta pelos coronéis (ou seriam capitães?), e que agora segue sob a sombra da candidatura daquela que, até aqui, aparece como a preferida dos barrigas-verdes.

Pode ter cartinha. Pode ter entrevista coletiva. Pode ter contrato com firma reconhecida em cartório. Mas uma coisa é certa: a candidatura de Carol ao Senado dependerá diretamente do desempenho de Carlos Bolsonaro nas pesquisas de opinião até as convenções partidárias em agosto.

Ela terá que trabalhar em conjunto — grudadinha — com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para fazer com que os votos dele aumentem ou, no mínimo, ultrapassem a votação dela.

Caso contrário, se a candidatura de Carlos não decolar ou estiver ameaçada por outro nome, como Esperidião Amin (PP) ou Décio Lima (PT), por exemplo, uma coisa é certa: detonam De Toni – com o perdão do trocadilho – e anunciam qualquer outro candidato.

O objetivo central parece ser claro: concentrar os votos do PL no ex-vereador carioca e garantir sua eleição ao Senado por Santa Catarina. Ainda que isso signifique sacrificar uma aliada no caminho.

Resumindo: o apoio do catarinense a Carlos Bolsonaro será no cabresto. Quem quiser Carol De Toni como candidata terá de apoiar Carlos Bolsonaro — sem qualquer tipo de críticas públicas, sem dissensos estratégicos, sem ruídos. Porque, se ele cair nas pesquisas, quem cai é ela.

O desafio de Amin em Canelinha

Postado em 26 de fevereiro de 2026
Foto: Senado Federal/Divulgação

Dono de um currículo invejável na política, o senador Esperidião Amin Helou Filho (PP-SC) pode enfrentar, em 2026, uma das eleições mais difíceis de sua trajetória. Embora inicialmente contasse com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o catarinense, ao que tudo indica, ficará fora da chapa do governador Jorginho Mello (PL), que terá — se nada mudar até lá — o ainda prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), como candidato a vice-governador, e a deputada federal Caroline De Toni (PL) e o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), como postulantes ao Senado. No entanto, a briga por espaço não é o único problema.

Com quase 60 anos de vida pública, poucos catarinenses vivos podem dizer que nunca votaram em Esperidião Amin. Vejamos:

Canelinha, no Vale do Rio Tijucas, sempre entregou boas votações ao senador. Segundo números do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), entre 1990 e 2022, o progressista recebeu 16.491 votos. Um número extraordinário para um município que chegou, em 2024, a pouco mais de 10,4 mil eleitores.

O retrospecto, em 2026, pode mudar. Recentemente, na Câmara de Vereadores, dois parlamentares canelinhenses criticaram publicamente o senador, embora admitissem que votaram nele em diferentes eleições. O presidente do Legislativo, Jackson Miguel Machado (PL), chegou a usar o trocadilho: “Amin (a mim) não engana mais”.

Os autores das reclamações afirmam que são mal recebidos, tanto pelo senador quanto por sua equipe, durante visitas a Brasília. Criticam, ainda, a distribuição de recursos, direcionada quase exclusivamente a quem esteja filiado ao PP. “Sempre foi bem votado em Canelinha; deveria mandar recursos para o município, e não para o partido”, pontuam.

Voltemos aos números. Em 2022, quando Esperidião Amin concorreu ao Senado, recebeu 2.341 sufrágios canelinhenses, algo superior a 21% dos votos válidos daquele pleito.

De volta ao parlamento canelinhense, o experiente vereador Eloir João Reis (PSD), o Lico, saiu em defesa de Amin após as críticas. “Sempre fui bem recebido e serei novamente quando for a Brasília neste ano. Foi o melhor governador que Santa Catarina já teve”, frisou o ex-prefeito.

OLHO NO VAR

A declaração não agradou muito. Isso porque os colas-brancas mais atentos e magoados não esquecem que Lico, em 2006, então prefeito de Canelinha, declarou timidamente apoio ao projeto de reeleição de Luiz Henrique da Silveira, do arquirrival PMDB (hoje MDB), justamente contra Esperidião Amin, em um movimento até hoje não esclarecido. “Luiz Henrique sempre me atendeu bem”, justifica.

E O AMIN?

Se Amin repetirá as boas votações na Terra das Cerâmicas no pleito que se avizinha, só o tempo dirá. Mas, ao que tudo indica, o cenário pode não ser tão favorável quanto o de outrora. Veremos.

Passo medido

Postado em 6 de novembro de 2025
Fotos: Arquivo

Quem esperava ver Diogo Francisco Alves Maciel (PL) embarcar de cabeça na turbulência que sacode o PL catarinense entre Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado, pode tirar o cavalinho da chuva. O prefeito de Canelinha segue pelo caminho do pragmatismo com cautela e silêncio. E há uma conta quase matemática nessa postura.

A novela interna ganhou novos capítulos nos últimos dias, com a deputada Ana Caroline Campagnolo vestindo a camisa de Carol e criticando a possível candidatura do filho do ex-presidente por Santa Catarina, questionando a importação de nomes de fora do estado. Argumento conhecido, barulho grande, ânimos à flor da pele.

Mas, longe dos holofotes e das brigas ideológicas, Maciel segue no compasso de espera. Ele, assim como outros prefeitos da região, já havia respaldado o nome de De Toni – porém agora observa o jogo com atenção redobrada. Não pretende subir o tom, nem criar desconforto com Jorginho Mello. Ao contrário: garante que, quando chegar a hora, distribuirá o “santinho” com os nomes indicados pelo governador, seja qual for a escalação.

Há, contudo, um ponto sensível no cálculo. Maciel demonstra preferência para que De Toni deixe a corrida à Câmara Federal. Não por discordância política, mas por lógica eleitoral. Sem ela na disputa, o campo de votos se abre e fortalece personagens que orbitam mais perto de sua estratégia – como Zé Trovão –, distante da sombra de uma candidata competitiva no mesmo nicho.

Paciência, leitura de cenário e passos contados. Pragmatismo não faz barulho, mas costuma ser fundamental para a sobrevivência política.

O cisma azul

Postado em 24 de outubro de 2025
Fotos: Divulgação

Tão habituado a marchar sob a mesma bandeira, o PL catarinense vive agora um racha que promete ecoar no Vale do Rio Tijucas. No centro da disputa está o nome da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) — até pouco tempo unanimidade entre prefeitos da região como escolha natural para o Senado — e o governador Jorginho Mello (PL), que decidiu antecipar o jogo e declarar preferência por outro nome na corrida de 2026.

Entre a cruz e a espada, as lideranças do Vale precisarão de mais que prudência. Será preciso cálculo político e sangue frio. Como o Blog já havia adiantado, nomes como Maickon Campos Sgrott (PP), de Tijucas, Diogo Francisco Alves Maciel (PL), de Canelinha, Joel Orlando Lucinda (MDB) e o vice Ailto Neckel de Souza (PL), de Porto Belo, Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL), de Itapema, e Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas, alinharam-se à parlamentar. Todos, até aqui, seguem firmes na defesa de Carol.

Mas o tabuleiro virou quando Jorginho anunciou publicamente apoio a Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado, em dobradinha com Esperidião Amin (PP). A reação de De Toni foi imediata e pública. Em entrevista a uma rádio de Xanxerê, ela declarou que será candidata ao Senado mesmo que precise deixar o PL. A deputada revelou que o governador, pessoalmente, havia lhe prometido a vaga olhando em seus olhos e na sua casa.

O enredo ganhou mais tempero quando Carlos Bolsonaro compartilhou, em suas redes, um vídeo de apoio à própria De Toni, declarando que ambos pretendem “quebrar algumas barreiras juntos”. A mensagem, ainda que ambígua, colocou mais uma brasa no fogo já aceso entre a base do governador e a ala fiel à deputada.

Enquanto o embate se desenrola em escala estadual, os prefeitos da região ficam em sinuca de bico. A quem seguir? Ao governador, que distribui as chaves do cofre estadual, ou à deputada que conquistou o eleitorado com discurso ideológico e lealdade à família Bolsonaro?

A resposta, por enquanto, está no campo das apostas.

Leia mais sobre a polêmica: 

Água no chopp

Água no chopp

Postado em 21 de outubro de 2025
Fotos: Divulgação

Ao que tudo indica, o movimento articulado por prefeitos da região em torno da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) — capitaneado por nomes como Maickon Campos Sgrott (PP) de Tijucas, Diogo Alves Maciel (PL) de Canelinha, Joel Orlando Lucinda (MDB) e seu vice Ailto Neckel de Souza (PL), de Porto Belo, além de Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas — deve perder fôlego antes mesmo de decolar.

O motivo? O governador Jorginho Mello (PL) jogou um balde de água fria na articulação ao confirmar que o nome para o Senado em sua chapa de reeleição será Carlos Bolsonaro (PL). Sem meias palavras, o chefe do Executivo estadual destacou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro lidera todas as pesquisas internas e, portanto, é “candidato natural” ao cargo.

Apesar de não poupar elogios a De Toni, que vinha sendo a aposta preferida dos prefeitos locais, Jorginho foi categórico: o segundo espaço da majoritária ficará com o senador Esperidião Amin (PP-SC). E ainda trouxe um novo ingrediente à disputa. O posto de vice, segundo ele, será destinado ao MDB, numa composição que reforça o pragmatismo político do governador e amplia o arco de alianças.

Nos bastidores, a fala de Jorginho caiu como uma ducha gelada entre os apoiadores de Carol. Irritados com o veto velado à candidatura da deputada, aliados teriam ventilado a possibilidade de sua migração para o NOVO, com eventual apoio à candidatura de João Rodrigues (PSD), caso o PL mantenha as portas fechadas. A própria parlamentar, em declarações recentes, admitiu que não descarta a mudança para garantir espaço na disputa.

Com o cenário cada vez mais desenhado, restará aos prefeitos da região, especialmente os do PL, aguardar o desenrolar e, talvez, contentarem-se com o que vier da cúpula estadual. A política, afinal, também é um jogo de hierarquias e tempos e, por ora, o poder está nas mãos de Jorginho.

Saiba mais sobre o apoio dos prefeitos da região:

Desagravo

Agenda à direita

Postado em 1 de outubro de 2025
Foto: Divulgação

O prefeito de Itapema, Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL), tem incluído Brasília como parada obrigatória em sua rotina. Entre gabinetes e corredores da Capital Federal, o chefe do Executivo tem buscado carimbar novos recursos e, claro, fortalecer laços com aliados do seu campo político.

Nesta semana, Xepa garantiu mais R$ 396 mil para a pavimentação no bairro Tabuleiro, em encontro com o senador Jorge Seif Júnior (PL-SC). Com isso, já soma quase R$ 2 milhões assegurados para obras no município.

A visita também abriu espaço para cobranças: na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ele pediu a execução de novos túneis, melhorias nas marginais e passarelas, além da instalação de grades de proteção para ampliar a segurança viária em Itapema.

Mas a viagem não se restringiu a pleitos técnicos. Xepa também fez questão de registrar momentos ao lado de figuras do bolsonarismo, como o deputado Sargento Fahur (PSD-PR), e reafirmou com a deputada Caroline De Toni (PL-SC) a sintonia política e o apoio à candidatura dela ao Senado.

Em tempo: Caroline De Toni, que já recebeu apoio da maioria dos prefeitos da Grande Florianópolis e da Costa Esmeralda, se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e teria informado que não havia mais possibilidade de recuar da candidatura ao Senado Federal. De Toni e Carlos Bolsonaro (PL-RJ) lideram a disputa no estado.