sexta-feira, 22 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Pausa estratégica

Postado em 7 de maio de 2026
Foto: Divulgação

A deputada estadual Ana Paula da Silva se licenciou do cargo, ontem, por quatro meses. Presidente estadual do PODEMOS, a ex-prefeita de Bombinhas deve se dedicar integralmente, nesse período, à articulação partidária e aos ensejos da pré-campanha. Ela pretende se candidatar a deputada federal nestas eleições.

Com a licença, Paulinha deu espaço ao suplente Rodrigo Fachini (PODE), que já foi empossado. O discurso do substituto, aliás, emparelha-se com o da titular e tem base, sobretudo, em mulheres vítimas de violência.

Com a posse de Fachini, Joinville passa a contar, agora, com cinco deputados no parlamento estadual. Os outros representantes da maior cidade catarinense na Alesc são Matheus Cadorin (NOVO), Carlos Henrique de Lima (PL), Maurício Peixer (PL) e Fernando Krelling (MDB).

O novo mapa da Alesc após a janela

Postado em 15 de abril de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

O cenário político de Santa Catarina, depois do fechamento da janela partidária, mostra um governo com uma rede de apoio muito ampla na Assembleia Legislativa. O governador Jorginho Mello (PL) conseguiu não apenas ampliar a base, como também organizar alianças de maneira bem pragmática, o que deve facilitar a aprovação de pautas e reduzir o espaço para oposição.

O PL se consolidou como o principal partido nesse arranjo, com 14 deputados, e funciona no Legislativo como o núcleo de sustentação do governo. Além disso, partidos como REPUBLICANOS e NOVO também participam da base e ajudam a dar mais consistência política e ideológica ao projeto de reeleição de Jorginho.

Um ponto interessante é a posição do MDB, que conseguiu manter suas seis cadeiras na Alesc, e que apesar do discurso de independência, depois de ser “chutado” pelo governador, na prática tem mostrado proximidade ao governo em muitas votações. Lideranças como Antídio Lunelli, Jerry Comper e Fernando Krelling frequentemente adotam posições alinhadas ao Executivo, o que acaba ampliando a maioria governista.

Com isso, o PSD e os partidos de esquerda acabam ficando isolados na Assembleia. Mesmo mantendo suas bancadas, têm pouca capacidade de barrar projetos. Ao mesmo tempo, legendas menores, como PODEMOS e PRD, perderam espaço, o que também contribuiu para um cenário mais favorável ao governo.

No geral, Jorginho entra na fase final do mandato com um parlamento bastante alinhado ao Executivo. O principal desafio daqui para frente pode não ser lidar com a oposição, mas sim administrar uma base tão grande e diversa. Com muitos aliados disputando espaço, existe o risco de conflitos internos, especialmente na definição das candidaturas para as eleições que se aproximam.

Chegadas e partidas

Postado em 31 de março de 2026
Foto: Arquivo

O deputado estadual Jerry Comper (MDB) deixou o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura ontem, e voltou a ocupar a titularidade na Assembleia Legislativa. Com isso, o portobelense Emerson Stein (MDB), que cumpria o mandato na suplência, perdeu a cadeira.

Stein, aliás, ainda faz entregas de recursos na região nesta semana. Mas, a partir de agora, dedica-se integralmente ao ensejo da pré-campanha enquanto discute a relação com o partido. Ele participa da ala emedebista que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e pode, a qualquer momento, assinar filiação a outra legenda. PL, PODEMOS e REPUBLICANOS são as alternativas.

Comper, por sua vez, comunicou hoje nas redes sociais sua permanência no MDB. Mas, assim como o ex-prefeito de Porto Belo, o agora ex-secretário de Estado prefere a aliança com Jorginho. Eles, juntamente com Fernando Krelling e Valdir Cobalchini, discordam da decisão do presidente Carlos Chiodini – de integrar o projeto de João Rodrigues (PSD) –, que consideram uma “manifestação isolada”, e querem que o partido faça uma consulta nas bases.