segunda-feira, 20 de abril de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Continuidade

Postado em 6 de abril de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Ex-prefeito de Porto Belo, ex-secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, e agora suplente de deputado estadual, Emerson Stein optou por permanecer no MDB. Estava entre a mudança para um partido da base do governador Jorginho Mello – PL, PODEMOS ou REPUBLICANOS – e se manter na legenda onde milita desde 2015, e havia estipulado o fim da janela partidária como dead line para a decisão. Na sexta-feira (3), ele comunicou nas redes sociais que seguiria nas fileiras emedebistas.

O principal entrave na relação de Stein com o MDB era a opção do partido por abdicar do projeto situacionista e acompanhar a oposição, com liderança do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD). Condição que, ocasionalmente, teria sido resolvida na reunião da bancada emedebista, no meio da semana.

No comunicado, entretanto, o portobelense não reafirma o compromisso com Jorginho e nem se coloca no grupo de apoio à proposta pessedista. Conjunção que, internamente, ainda estaria em discussão.

Amigo do inimigo

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

A chamada Turma do Ferro Velho – como ficou conhecida uma das alas do PL de Tijucas, com liderança do vereador José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva e seu irmão, o empresário Osnildo “Dinho” de Souza e Silva – vem administrando uma frustração. A filiação do deputado estadual Nilso Berlanda, a quem sempre defenderam, ao PSD, encorpando a campanha de João Rodrigues, foi engolida a seco no grupo.

Presidente do REPUBLICANOS e braço do PL no município, o empresário Alberto Carlos “Tito” Dolorini, voz de comando do núcleo, diz, desconcertado, com exclusividade ao Blog, que o movimento de Berlanda foi uma “infelicidade”, mas garante que o compromisso com o curitibanense segue inabalado. “Como deputado, para nós, ele foi nota mil. Muitas das emendas que conseguimos para o município vieram dele. Trabalharemos por ele”, sustenta.

As outras frentes da Turma do Ferro Velho são, obviamente, os projetos de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado federal Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC), e a chapa liberal ao Senado, com Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni.

Chegadas e partidas

Postado em 31 de março de 2026
Foto: Arquivo

O deputado estadual Jerry Comper (MDB) deixou o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura ontem, e voltou a ocupar a titularidade na Assembleia Legislativa. Com isso, o portobelense Emerson Stein (MDB), que cumpria o mandato na suplência, perdeu a cadeira.

Stein, aliás, ainda faz entregas de recursos na região nesta semana. Mas, a partir de agora, dedica-se integralmente ao ensejo da pré-campanha enquanto discute a relação com o partido. Ele participa da ala emedebista que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e pode, a qualquer momento, assinar filiação a outra legenda. PL, PODEMOS e REPUBLICANOS são as alternativas.

Comper, por sua vez, comunicou hoje nas redes sociais sua permanência no MDB. Mas, assim como o ex-prefeito de Porto Belo, o agora ex-secretário de Estado prefere a aliança com Jorginho. Eles, juntamente com Fernando Krelling e Valdir Cobalchini, discordam da decisão do presidente Carlos Chiodini – de integrar o projeto de João Rodrigues (PSD) –, que consideram uma “manifestação isolada”, e querem que o partido faça uma consulta nas bases.

Dividir para enfraquecer

Postado em 27 de março de 2026
Foto: Divulgação

Grandes estrategistas da história como Sun Tzu, Júlio César e Nicolau Maquiavel tinham em seu repertório de artimanhas o uso do método “dividir para enfraquecer”. E esse parece ser o plano adotado pelo governador Jorginho Mello (PL) para neutralizar possíveis adversários nas eleições de 2026.

O encerramento da janela partidária, na próxima semana, dará maior clareza sobre o quanto essa proposta foi — ou não — bem-sucedida. Mas até aqui, os sinais são favoráveis ao chefe do Executivo catarinense.

O “chega pra lá” dado no MDB — que sonhava ocupar a vaga de vice-governador — rachou o partido. Parte da bancada já declara apoio a Jorginho, como Jerry Comper e Emerson Stein, ainda que oficialmente possam integrar a chapa de João Rodrigues (PSD).

O convite a Adriano Silva (NOVO) para ser vice retirou o prefeito de Joinville de uma eventual candidatura ao governo do estado e fez cessar as críticas do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, que teve de engolir alguns sapos para manter o NOVO unido.

O UNIÃO BRASIL, federado ao PROGRESSISTAS, também assiste parte de sua bancada migrar para a órbita de Jorginho, enquanto seu presidente, Fabio Schiochet, senta à mesa com João Rodrigues para negociar uma aliança.

O PP parece ser a sigla mais abalada pelas investidas do governador. O senador e pré-candidato Esperidião Amin chegou ao ponto de derrubar a executiva estadual e assumir pessoalmente a presidência do partido em Santa Catarina — com aval do presidente nacional
Ciro Nogueira —, em resposta ao movimento de uma ala que declarou apoio à reeleição de Jorginho.

No PSD, partido de João Rodrigues — que deve disputar com Jorginho tanto o título de maior nome bolsonarista de Santa Catarina quanto o cargo de governador —, a estratégia do divide e conquista levou o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, a partir para o ataque contra a legenda que o projetou politicamente.

Diante de tantas fraturas partidárias, resta saber como os próprios membros do PL e seus satélites — REPUBLICANOS e PODEMOS — se comportarão com a chegada de uma variedade enorme de novas lideranças disputando atenção e espaço junto ao governador em ano eleitoral.

Reaproximação

Postado em 26 de março de 2026

Os deputados estaduais Ana Paula da Silva (PODE) e Emerson Stein (MDB) deixaram as rusgas do passado em segundo plano e voltaram às boas. Mais que isso, a propósito. Entre as opções do portobelense para a janela partidária, estaria o convite do PODEMOS, que a ex-prefeita de Bombinhas preside em Santa Catarina.

Stein entrou em desacordo com o MDB, que passou para a trincheira de João Rodrigues (PSD) ao tempo em que seu declarado arrimo tem sido ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). A filiação ao PL, que tem o chefe do Estado como expoente supremo na seara barriga-verde, ainda vem sendo considerada.

Paulinha comanda, amanhã, no Hotel Faial, em Florianópolis, encontro da executiva estadual do PODEMOS. O destaque do evento deve ser o ingresso do mandatário da capital, Topázio Silveira Neto (ex-PSD), nas fileiras podemistas. Mas não seria surpresa se o ex-prefeito de Porto Belo aparecesse na lista de filiados e indicados para a nominata de pré-candidatos do partido ao parlamento catarinense. A conferir.

Convite formal

Postado em 20 de março de 2026
Foto: Divulgação

A deputada estadual Ana Paula da Silva, de Bombinhas, presidente do PODEMOS em Santa Catarina, não dorme em serviço. Ao confirmar a desfiliação de Topázio Silveira Neto do PSD, ontem, ela formalizou, imediatamente, convite para que o prefeito de Florianópolis ingressasse nas fileiras podemistas.

O mandatário florianopolitano deixou o partido onde foi eleito porque quer se manter no palanque do governador Jorginho Mello (PL), em detrimento do projeto do ex-correligionário João Rodrigues (PSD), nestas eleições. E, além do chamado de Paulinha, já recebeu, também, investidas de Bruno Mello e Jorge Goetten para se filiar ao PL ou ao REPUBLICANOS, respectivamente.

Com a proposta, e ciente da preferência de Topázio para a disputa do governo estadual, a ex-prefeita de Bombinhas indica, ainda, que o PODEMOS estaria de braços dados com o projeto de reeleição de Jorginho no pleito que se aproxima.

Dignidade e poder: o dilema do MDB

Postado em 12 de março de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Considerando o forte fisiologismo político impregnado no MDB catarinense, os eventos regionais indicam que o partido pode lançar candidatura própria na disputa pelo governo do estado. A emancipação torna-se uma solução adequada na medida em que restabelece parte da dignidade partidária, após os emedebistas terem sido escorraçados da chapa do governador Jorginho Mello (PL).

Ao mesmo tempo, permite que o partido valorize seu apoio em um eventual segundo turno, quando poderá optar por aquele que apresentar maiores chances de vitória e, assim, voltar a ocupar espaços no futuro governo — reforçando sua já consagrada habilidade de orbitar o poder.

Nesse momento de tantas imprecisões no MDB catarinense, a única certeza é que um projeto independente nasce sem a viabilidade necessária para a vitória. Diante deste cenário, a maior dúvida é a de quem, dentro do grupo, estaria disposto a partir para o sacrifício e servir como boi de piranha.

O partido busca uma aproximação com o ex-governador e ex-senador Raimundo Colombo, que é cortejado a migrar para as fileiras do Manda Brasa e encabeçar a disputa pelo Executivo estadual, já que dentro do MDB, ao que parece, ninguém estaria disposto ao harakiri político.

Contudo, a saída de Colombo do PSD traria prejuízo direto ao projeto de João Rodrigues (PSD) na toada em que potencializaria a reeleição de Jorginho, o que pode apontar para um eventual “jogo de compadres” entre emedebistas e liberais.

O atual governador, inclusive, já mandou recado tanto para o MDB quanto para o PP: “melhor continuar no governo do que apostar em uma aventura”.

Sem uma liderança forte e amplamente reconhecida, sentar-se à mesa de quem estiver no poder parece ser a estratégia mais racional de sobrevivência — ainda que, para isso, seja necessário engolir o que resta do orgulho partidário.

Montagem de equipe

Postado em 11 de março de 2026
Foto: Divulgação

Não tem mais volta. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), marcou para dia 21 o ato de renúncia do Executivo municipal e, consequentemente, a liberdade para, caso decida, concorrer ao governo estadual nestas eleições. E o que muita gente via apenas como balão de ensaio nunca esteve no campo das dúvidas para pessedistas da região, como o ex-prefeito Daniel Netto Cândido, de São João Batista, e o ex-vice-prefeito Sérgio Fernandes Cardoso, de Tijucas.

Cândido e Coisa Querida, a propósito, receberam, de pronto, uma convocação: coordenar a campanha de Rodrigues no Vale do Rio Tijucas. A proposta, ainda embrionária, deve ser melhor assimilada nos próximos encontros entre eles.

A desincompatibilização é fato; a candidatura ao cargo máximo de Santa Catarina, não. O prefeito de Chapecó pode, inclusive, tentar o retorno ao Congresso Nacional – condição que tem sido compreendida como mais viável entre correligionários e apoiadores.

No caso do batistense, o “sim” foi imediato. A relação pessoal com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia (PSD), principal entusiasta do projeto de João Rodrigues na seara barriga-verde, pesou.

Cardoso, por sua vez, ainda quer aguardar o detalhamento do plano. O vínculo com Gelson Merisio (SOLIDARIEDADE), que estaria cotado para a disputa do governo e a quem rende gratidão desde os tempos de Sebrae, seria um dificultador – apesar da amizade e do contato direto com Rodrigues.

Casaca virada

Postado em 11 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

Coordenador informal do PL no Vale do Rio Tijucas – por proximidade geográfica com a sua Balneário Camboriú –, o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva vai deixar de cumprir essa tarefa. Pelo menos, em função do mesmo grupo.

O ex-vice-prefeito da Dubai Brasileira, que não conseguiu convencer o governador Jorginho Mello a intervir no conflito com o PL balneocamboriuense, decidiu deixar o partido. E o destino estaria traçado.

Nesta noite, Metzner Silva janta com o colega de parlamento Júlio Garcia (PSD), que comanda a mesa diretora da Assembleia Legislativa, e com o presidente do PSD catarinense, Eron Giordani, para, em suma, selar a migração.

O movimento mexe sensivelmente no tabuleiro local, que deve passar, a partir da janela de março, a ter um soldado a mais – e com relações muito estreitas na região – na retaguarda do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que pretende desafiar Jorginho nas urnas em 2026.

Água no chopp

Postado em 21 de outubro de 2025
Fotos: Divulgação

Ao que tudo indica, o movimento articulado por prefeitos da região em torno da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) — capitaneado por nomes como Maickon Campos Sgrott (PP) de Tijucas, Diogo Alves Maciel (PL) de Canelinha, Joel Orlando Lucinda (MDB) e seu vice Ailto Neckel de Souza (PL), de Porto Belo, além de Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas — deve perder fôlego antes mesmo de decolar.

O motivo? O governador Jorginho Mello (PL) jogou um balde de água fria na articulação ao confirmar que o nome para o Senado em sua chapa de reeleição será Carlos Bolsonaro (PL). Sem meias palavras, o chefe do Executivo estadual destacou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro lidera todas as pesquisas internas e, portanto, é “candidato natural” ao cargo.

Apesar de não poupar elogios a De Toni, que vinha sendo a aposta preferida dos prefeitos locais, Jorginho foi categórico: o segundo espaço da majoritária ficará com o senador Esperidião Amin (PP-SC). E ainda trouxe um novo ingrediente à disputa. O posto de vice, segundo ele, será destinado ao MDB, numa composição que reforça o pragmatismo político do governador e amplia o arco de alianças.

Nos bastidores, a fala de Jorginho caiu como uma ducha gelada entre os apoiadores de Carol. Irritados com o veto velado à candidatura da deputada, aliados teriam ventilado a possibilidade de sua migração para o NOVO, com eventual apoio à candidatura de João Rodrigues (PSD), caso o PL mantenha as portas fechadas. A própria parlamentar, em declarações recentes, admitiu que não descarta a mudança para garantir espaço na disputa.

Com o cenário cada vez mais desenhado, restará aos prefeitos da região, especialmente os do PL, aguardar o desenrolar e, talvez, contentarem-se com o que vier da cúpula estadual. A política, afinal, também é um jogo de hierarquias e tempos e, por ora, o poder está nas mãos de Jorginho.

Saiba mais sobre o apoio dos prefeitos da região:

Desagravo