quinta-feira, 18 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Lunelli embaralha a corrida ao Senado

Postado em 11 de junho de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

Numa semana marcada pela divulgação de pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo Senado em Santa Catarina, o jogo ganha um novo player. O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) aceitou o convite para concorrer ao Senado em 2026, e o lançamento da sua pré-candidatura deve ocorrer em breve.

A entrada de Lunelli coloca mais um nome na lista de direitistas na disputa pelas duas vagas de senadores catarinenses. Com os dois pés na canoa de João Rodrigues (PSD), o ex-prefeito de Jaraguá do Sul surge como uma alternativa para os eleitores de direita que não digeriram bem a pré-candidatura do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), e que buscam alguém com “sangue novo” para representar Santa Catarina no Senado.

Nesse cenário, a pré-candidatura de Lunelli tende a embaralhar ainda mais a disputa pela segunda vaga ao Senado — já que a primeira, ao que tudo indica, deve ficar com um candidato da direita. Sua candidatura poderá atrair votos tanto dos eleitores que rejeitam Carlos quanto daqueles que enxergam Esperidião Amin (PP) como um político desgastado pelo tempo.

Quem também deve ter recebido com satisfação a pré-candidatura de Antídio Lunelli é Décio Lima, pré-candidato do PT ao Senado. Afinal, quanto maior o número de candidaturas no campo da direita, maior tende ser a fragmentação desse eleitorado, ampliando as chances de a esquerda conquistar uma das duas vagas em disputa.

Convocação

Postado em 27 de maio de 2026
Foto: Divulgação

Ex-vice-prefeito de Tijucas, o engenheiro Sérgio Fernandes Cardoso (PSD) vai coordenar a campanha do amigo e pré-candidato a governador Gelson Merisio (PSB) na região. Ontem, reuniu apoiadores sob a tutela da tijuquense Ilse Gallotti para apresentar o plano de trabalho e traçar metas.

Coisa Querida, como ficou popularmente conhecido, decidiu colocar a gratidão acima do ajuste partidário. Apesar da estreita relação com o correligionário João Rodrigues (PSD), foi por Merisio que chegou ao Sebrae, onde fez carreira como gerente regional e diretor administrativo financeiro. “Me ajudou quando mais precisei. Tenho o dever de retribuir”, justificou o ex-vice-prefeito durante o encontro.

O apoio de Cardoso ao xaxiense tem sido constante, desde os anos 2000, nas campanhas ao parlamento catarinense e, mais recentemente, em 2018, na disputa do governo estadual.

Falta sentida

Postado em 15 de maio de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Não se deixou de perceber a ausência do vice-prefeito de Canelinha, Antonio Carlos Machado Junior, da lista de principais lideranças do PSD na região, na recepção ao pré-candidato a governador do partido, João Rodrigues, quarta-feira (13), em Tijucas. Embora tenha sido um dos primeiros a defender a postulação do ex-prefeito de Chapecó ao Executivo estadual, o adjunto canelinhense decidiu reconsiderar.

O recuo, obviamente, foi estratégico. E tem fundamento no bloco político a que Machado Junior pertence no município. O vice-prefeito depende da base, com liderança do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL) – ativo estrutural do projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) no Vale do Rio Tijucas – para ser o representante consensual do grupo no pleito municipal de 2028.

Ao Blog, questionado, Machado Junior disse que, embora nutra “enorme carinho” por Rodrigues, “a sequência do trabalho de Jorginho é fundamental”. O adjunto acrescentou, entretanto, que segue alinhado a outras pré-candidaturas do PSD, como a de Napoleão Bernardes para a Assembleia Legislativa e a de Júlio Garcia para a Câmara Federal, e que esse seria “independente de questões políticas, um reconhecimento a quem reconhece Canelinha”.

MIGRAÇÃO

Nos bastidores, ventilou-se, porém, que a falta de Machado Junior ao evento estivesse relacionada a um ajuste partidário com o PL, e que, inclusive, o vice-prefeito de Canelinha pudesse se filiar ao partido do governador Jorginho Mello no futuro próximo.

“Existem conversas, sim, e, se entendermos que o melhor para Canelinha seja essa mudança, assim faremos. Temos um grande articulador, que é o prefeito Diogo, e confio muito nele”, revelou, ao Blog, o vice-prefeito.

Inimigos íntimos

Postado em 14 de maio de 2026
Foto: Léo Nunes

De todos os inusitismos do alinhamento entre PSD, MDB e PP – que reveste a pré-campanha de João Rodrigues (PSD) ao governo estadual – as junções de figuras heterogêneas, historicamente divergentes nos municípios, têm chamado atenção. E ontem, em Tijucas, as excentricidades foram elevadas ao primeiro nível.

Nunca se imaginou que os ex-prefeitos Elmis Mannrich (MDB) e Eloi Mariano Rocha (PSD) pudessem, em qualquer cenário, frequentar o mesmo palanque. Era impossível, para qualquer militante ou observador curioso, romper o passado, de embates acirrados e acusações severas, com tamanha facilidade. Mas eles tiraram de letra – com espasmos isolados de constrangimento, a bem da verdade.

A iniciativa, de acordo com relatores da linha do tempo, teria sido de Mariano Rocha, que telefonou para Mannrich nas vésperas do encontro e pediu para “reunir a liderança do MDB” na recepção. Durante o evento, os rivais estiveram quase sempre juntos. O incômodo do emedebista, entretanto, era nítido.

O embaraço foi habilidosamente desfeito por Rodrigues, que, ao posicionar os ex-prefeitos na dianteira do palco, ficou entre eles e disse que era “para não dar briga”. As risadas dos presentes suavizaram o clima, que ganhou ainda mais cordialidade nos aplausos dos colas-brancas ao manifesto ardoroso de Mannrich em favor da reeleição de Esperidião Amin (PP) ao Senado. Pois então!

NA HISTÓRIA

Embora pareça estranho, a mistura entre agremiações – e líderes – desconformes em Tijucas teve outros capítulos. O próprio MDB, com Valério Tomazi, venceu uma eleição, em 2012, aliado ao PSD, com representação do candidato a vice-prefeito Ailton Fernandes. A diferença, na ocasião, foi que os colas-brancas não acompanharam a proposta e se uniram a Adalto Gomes (PT) na trincheira rival.

Em condição muito semelhante à atual, o advogado Marcio Rosa, presidente do MDB tijuquense em 2010, chegou a coordenar a campanha de Raimundo Colombo (no extinto DEM) ao governo estadual na região. Naquela feita, parte da liderança historicamente rival se uniu, embora outra parcela dos colas-brancas, de militância mais conservadora, houvesse acompanhado a candidatura de Ângela Amin (PP) e recusado a tríplice-aliança instruída por Luiz Henrique da Silveira (MDB).


No registro histórico, réquiem a personagens icônicos e inspiradores da política catarinense, como Luiz Henrique da Silveira, e local, a exemplo dos citados Adalto Gomes e Marcio Rosa, que, ainda que tenham partido, continuam nas nossas melhores referências

MDB pró-governo

Postado em 28 de abril de 2026
Foto: Sol Urrutia/Portal Upiara

Cinquenta e quatro prefeitos dos 70 eleitos, e 25 dos 59 vice-prefeitos do MDB, mais deputados estaduais, um federal, suplentes do partido e a senadora Ivete Appel da Silveira (MDB-SC) se reuniram com o governador Jorginho Mello (PL) em Florianópolis. A mobilização mostrou, sobretudo, o aprofundamento da divisão interna da legenda e fortaleceu a ala que defende o realinhamento ao governo.

O evento foi organizado pelo prefeito de Quilombo, Jakson Castelli (MDB), e contou com as presenças do deputado estadual Jerry Comper (MDB), que mantém ampla rede de apoio no Vale do Rio Tijucas, e do primeiro suplente do partido, Emerson Stein (MDB), de Porto Belo.

Os convidados, todos emedebistas, foram recepcionados no Hotel Magestic e, em seguida, gravaram mensagens de apoio ao projeto de reeleição de Jorginho.

CONTRAPONTO

Ciente do ocorrido, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, liderança capital do MDB, disse ao portal Upiara que o movimento faz parte do jogo político e que muitos correligionários compareceram ao encontro por compromissos e relações institucionais com o governo.

Moreira, que defende a aliança ao plano de João Rodrigues (PSD), alertou, ainda, que “a história do MDB precisa ser respeitada” e acrescentou um fator prático: “vai passar o prazo dos convênios, e aí o jogo vira”.

Firme e forte

Postado em 27 de abril de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Na seara local, quase ninguém entende porque o engenheiro agrônomo Thiago Vinícius Leal, candidato do MDB a prefeito de Canelinha em 2024, continua empregado no governo estadual. Foi alçado ao cargo por intermédio do presidente estadual do partido, Carlos Chiodini – que rompeu com o governador Jorginho Mello (PL), deixou o comando da Secretaria de Estado da Agricultura em janeiro e passou a circular com João Rodrigues (PSD) –, mas, diferentemente de outros emedebistas na estrutura do Estado, permanece ativo na folha.

Leal, que cumpre expediente na gerência de Projetos da Agricultura estadual com remuneração bruta na casa dos R$ 13,9 mil, foi admitido em março de 2025, quando Chiodini ainda era secretário e o MDB apoiava a proposta de reeleição de Jorginho. Relações que, a propósito, foram desfeitas.

Nas rodas de especulação, conjetura-se que o canelinhense seja muito competente no que faz, a ponto de assumir status de indispensabilidade, ou que, nesse meio tempo, tenha construído relações no governo que o mantenham no cargo independentemente da ruptura política entre MDB e PL.

Do PL ao PSD

Postado em 20 de abril de 2026
Thiago Peixoto dos Anjos, Marlene Fengler, Júlio Garcia e Claudemir Correia, na Alesc | Foto: Divulgação

O empresário Thiago Peixoto dos Anjos, candidato a prefeito de Tijucas em 2020 e 2024, esteve com o presidente da Assembleia Legislativa e liderança exponencial do PSD em Santa Catarina, deputado estadual Júlio Garcia, semana passada, e aguçou a curiosidade da claque política local. Nas rodas de especulação, as conversas davam conta do possível ingresso do ex-PL nas fileiras pessedistas e consequente assunção do comando do partido no município, atualmente sob a batuta do ex-prefeito Eloi Mariano Rocha.

As conjeturas, no entanto, foram prontamente negadas por Peixoto dos Anjos. Ao Blog, ele declarou o voto em João Rodrigues (PSD) para a disputa do governo estadual, mas rechaçou qualquer movimento de bastidores em torno da legenda. “Como saí do PL, naturalmente tenho sido convidado por outros partidos. Mas não devo tomar nenhuma decisão nos próximos meses”, finalizou.

DESAGRADO

A apuração do Blog, a propósito, denota o descontentamento de Garcia com a postura de Mariano Rocha. O ex-prefeito e seu principal representante na gestão local, vice-prefeito Rudnei de Amorim (PSD), têm manifestado apoio ao projeto da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODEMOS) para a Câmara Federal, o que teria provocado divergências – e cobranças – entre a cúpula pessedista no estado e a regência do partido no município.

De acordo com gente próxima do presidente da Alesc e pré-candidato a deputado federal, a linha de sucessão, entretanto, caso houvesse uma intervenção, seria respeitada e o comando do PSD tijuquense oferecido ao ex-vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso.

Continuidade

Postado em 6 de abril de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Ex-prefeito de Porto Belo, ex-secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, e agora suplente de deputado estadual, Emerson Stein optou por permanecer no MDB. Estava entre a mudança para um partido da base do governador Jorginho Mello – PL, PODEMOS ou REPUBLICANOS – e se manter na legenda onde milita desde 2015, e havia estipulado o fim da janela partidária como dead line para a decisão. Na sexta-feira (3), ele comunicou nas redes sociais que seguiria nas fileiras emedebistas.

O principal entrave na relação de Stein com o MDB era a opção do partido por abdicar do projeto situacionista e acompanhar a oposição, com liderança do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD). Condição que, ocasionalmente, teria sido resolvida na reunião da bancada emedebista, no meio da semana.

No comunicado, entretanto, o portobelense não reafirma o compromisso com Jorginho e nem se coloca no grupo de apoio à proposta pessedista. Conjunção que, internamente, ainda estaria em discussão.

Amigo do inimigo

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

A chamada Turma do Ferro Velho – como ficou conhecida uma das alas do PL de Tijucas, com liderança do vereador José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva e seu irmão, o empresário Osnildo “Dinho” de Souza e Silva – vem administrando uma frustração. A filiação do deputado estadual Nilso Berlanda, a quem sempre defenderam, ao PSD, encorpando a campanha de João Rodrigues, foi engolida a seco no grupo.

Presidente do REPUBLICANOS e braço do PL no município, o empresário Alberto Carlos “Tito” Dolorini, voz de comando do núcleo, diz, desconcertado, com exclusividade ao Blog, que o movimento de Berlanda foi uma “infelicidade”, mas garante que o compromisso com o curitibanense segue inabalado. “Como deputado, para nós, ele foi nota mil. Muitas das emendas que conseguimos para o município vieram dele. Trabalharemos por ele”, sustenta.

As outras frentes da Turma do Ferro Velho são, obviamente, os projetos de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado federal Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC), e a chapa liberal ao Senado, com Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni.

Chegadas e partidas

Postado em 31 de março de 2026
Foto: Arquivo

O deputado estadual Jerry Comper (MDB) deixou o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura ontem, e voltou a ocupar a titularidade na Assembleia Legislativa. Com isso, o portobelense Emerson Stein (MDB), que cumpria o mandato na suplência, perdeu a cadeira.

Stein, aliás, ainda faz entregas de recursos na região nesta semana. Mas, a partir de agora, dedica-se integralmente ao ensejo da pré-campanha enquanto discute a relação com o partido. Ele participa da ala emedebista que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e pode, a qualquer momento, assinar filiação a outra legenda. PL, PODEMOS e REPUBLICANOS são as alternativas.

Comper, por sua vez, comunicou hoje nas redes sociais sua permanência no MDB. Mas, assim como o ex-prefeito de Porto Belo, o agora ex-secretário de Estado prefere a aliança com Jorginho. Eles, juntamente com Fernando Krelling e Valdir Cobalchini, discordam da decisão do presidente Carlos Chiodini – de integrar o projeto de João Rodrigues (PSD) –, que consideram uma “manifestação isolada”, e querem que o partido faça uma consulta nas bases.