sexta-feira, 26 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Lunelli embaralha a corrida ao Senado

Postado em 11 de junho de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

Numa semana marcada pela divulgação de pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo Senado em Santa Catarina, o jogo ganha um novo player. O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) aceitou o convite para concorrer ao Senado em 2026, e o lançamento da sua pré-candidatura deve ocorrer em breve.

A entrada de Lunelli coloca mais um nome na lista de direitistas na disputa pelas duas vagas de senadores catarinenses. Com os dois pés na canoa de João Rodrigues (PSD), o ex-prefeito de Jaraguá do Sul surge como uma alternativa para os eleitores de direita que não digeriram bem a pré-candidatura do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), e que buscam alguém com “sangue novo” para representar Santa Catarina no Senado.

Nesse cenário, a pré-candidatura de Lunelli tende a embaralhar ainda mais a disputa pela segunda vaga ao Senado — já que a primeira, ao que tudo indica, deve ficar com um candidato da direita. Sua candidatura poderá atrair votos tanto dos eleitores que rejeitam Carlos quanto daqueles que enxergam Esperidião Amin (PP) como um político desgastado pelo tempo.

Quem também deve ter recebido com satisfação a pré-candidatura de Antídio Lunelli é Décio Lima, pré-candidato do PT ao Senado. Afinal, quanto maior o número de candidaturas no campo da direita, maior tende ser a fragmentação desse eleitorado, ampliando as chances de a esquerda conquistar uma das duas vagas em disputa.

SC e o cabresto eleitoral 2.0

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação

O PL confirmou na última quarta-feira (25) as candidaturas de Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelas vagas catarinenses ao Senado nas eleições de outubro, baixando a fervura, ao menos por enquanto, em torno da formação da chapa com Jorginho Mello.

A política brasileira já viveu sob a tutela do chamado “voto de cabresto”, onde a elite política, simbolizada pelos coronéis, impunha em quem as pessoas deveriam votar.

Santa Catarina parece viver uma nova fase desse mesmo voto de cabresto. Uma forma mais dissimulada, que começou com uma indicação imposta pelos coronéis (ou seriam capitães?), e que agora segue sob a sombra da candidatura daquela que, até aqui, aparece como a preferida dos barrigas-verdes.

Pode ter cartinha. Pode ter entrevista coletiva. Pode ter contrato com firma reconhecida em cartório. Mas uma coisa é certa: a candidatura de Carol ao Senado dependerá diretamente do desempenho de Carlos Bolsonaro nas pesquisas de opinião até as convenções partidárias em agosto.

Ela terá que trabalhar em conjunto — grudadinha — com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para fazer com que os votos dele aumentem ou, no mínimo, ultrapassem a votação dela.

Caso contrário, se a candidatura de Carlos não decolar ou estiver ameaçada por outro nome, como Esperidião Amin (PP) ou Décio Lima (PT), por exemplo, uma coisa é certa: detonam De Toni – com o perdão do trocadilho – e anunciam qualquer outro candidato.

O objetivo central parece ser claro: concentrar os votos do PL no ex-vereador carioca e garantir sua eleição ao Senado por Santa Catarina. Ainda que isso signifique sacrificar uma aliada no caminho.

Resumindo: o apoio do catarinense a Carlos Bolsonaro será no cabresto. Quem quiser Carol De Toni como candidata terá de apoiar Carlos Bolsonaro — sem qualquer tipo de críticas públicas, sem dissensos estratégicos, sem ruídos. Porque, se ele cair nas pesquisas, quem cai é ela.

Suplente não recebe

Postado em 5 de setembro de 2018

O advogado Nelson Zunino Neto, de São João Batista, usa o Facebook para esclarecer – porque há quem questione – que “a função de suplente (de senador) não é remunerada, e serve apenas para substituir o titular em caso de necessidade”. Presidente da Rede Sustentabilidade em Santa Catarina, ele aceitou formar chapa, como suplente, com a pedagoga e ambientalista Miriam Prochnow (REDE) na disputa por uma vaga no Senado nestas eleições.

Zunino Neto lembra, ainda, que “neste ano são dois votos para o Senado” e que esta seria uma oportunidade para eleger “quem não é da política tradicional”. Pois, então?!

Candidato a suplente

Postado em 21 de agosto de 2018

Não basta comandar; é preciso participar. Com essa premissa, o advogado e ex-vereador Nelson Zunino Neto, de São João Batista, aceitou a suplência da candidata a senadora Miriam Prochnow (REDE). Ele é o presidente da Rede Sustentabilidade em Santa Catarina e um dos fundadores do partido na Capital Catarinense do Calçado.

O convite para a suplência ao Senado partiu da própria candidata, mas Zunino Neto, apesar de ter concordado, deve ter participação discreta na campanha.