sexta-feira, 9 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Última semana: certezas incertas

Postado em 28 de setembro de 2026
Foto: Reprodução

Jorginho parece se garantir já no primeiro turno, o Senado virou uma guerra de dois votos e a disputa presidencial chega à reta final sem dono.

A última semana antes do primeiro turno chega com certezas e incertezas na corrida eleitoral.

Em Santa Catarina, pesquisas indicam a possibilidade, quase certa, de uma vitória em primeiro turno do governador Jorginho Mello (PL). A “certeza” de um segundo turno parece, até aqui, limitada ao discurso das campanhas adversárias.

E se na disputa pelo Governo o embate é morno, na corrida pelo Senado o clima incendiou. Com um cenário totalmente incerto, todos mantêm a esperança de estar entre as duas vagas. As pesquisas consolidaram três principais nomes: Carol De Toni (PL), Esperidião Amin (PP) e Carlos Bolsonaro (PL).

O acirramento entre Carlos e Amin deu novo tom à disputa. Enquanto o candidato do PL usa sua expertise nas redes sociais, mobilizando apoiadores de outros estados para “aconselhar e ensinar” os catarinenses a escolhê-lo, o ex-governador usa debates e sabatinas para retrucar o adversário e ironizar sua ausência nesses espaços.

Enquanto a direita catarinense briga, a esquerda tenta fazer crer que é possível sonhar com uma vaga para Décio Lima (PT), confiando que o desempenho de Lula (PT) em SC seria replicado pelo candidato petista ao Senado. Condição que as pesquisas até aqui não parecem apontar.

Mas é fato que a maioria dos eleitores ainda não decidiu em quem votar para senadores.

O pior cenário para Carlos seria o chamado “voto útil” contra ele: o segundo dos eleitores de esquerda direcionado a Amin, fortalecendo o tradicional rival da esquerda catarinense, que talvez prefira conviver com quem já conhece a ter outro Bolsonaro no Senado.

Na presidência, a única certeza é a possibilidade de um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Quem vencerá o primeiro turno e as eleições, porém, é a mais absoluta incerteza.

Flávio herdou os votos e a rejeição do pai, tornando-se um candidato competitivo e, ao mesmo tempo, vulnerável.

A campanha de Lula sentiu o impacto da crise no STF e correu para tirar da cartola os truques possíveis a menos de 15 dias do primeiro turno: aumento do Bolsa Família, canetas emagrecedoras no SUS e proibição das apostas online.

Na reta final, algumas certezas parecem cada vez menos certas, enquanto as incertezas ganham espaço. E serão os eleitores ainda indecisos que poderão definir os rumos das urnas.

Apoio amigo

Postado em 22 de julho de 2026
Foto: Divulgação

O ex-vice-prefeito de Tijucas, Sérgio Fernandes Cardoso (PSD), foi uma das figuras de destaque, ontem, nas convenções do bloco denominado Campo Democrático, na Assembleia Legislativa. O evento, que agregou sete partidos no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Santa Catarina, confirmou a candidatura de Gelson Merisio (PSB) ao governo estadual nestas eleições.

Coisa Querida, como ficou conhecido popularmente, ingressou na campanha de Merisio por gratidão ao amigo, responsável direto por sua escalada no Sebrae catarinense, onde chegou, nos anos 2010, à diretoria administrativa financeira da entidade. A comitiva do ex-vice-prefeito na convenção foi formada por cerca de 40 pessoas, todas da região.

Além do representante do grupo na disputa ao governo, foram confirmadas, ainda, na cerimônia, as candidaturas de Angela Albino (PDT) a vice-governadora e de Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) ao Senado.

Lunelli embaralha a corrida ao Senado

Postado em 11 de junho de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

Numa semana marcada pela divulgação de pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo Senado em Santa Catarina, o jogo ganha um novo player. O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) aceitou o convite para concorrer ao Senado em 2026, e o lançamento da sua pré-candidatura deve ocorrer em breve.

A entrada de Lunelli coloca mais um nome na lista de direitistas na disputa pelas duas vagas de senadores catarinenses. Com os dois pés na canoa de João Rodrigues (PSD), o ex-prefeito de Jaraguá do Sul surge como uma alternativa para os eleitores de direita que não digeriram bem a pré-candidatura do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), e que buscam alguém com “sangue novo” para representar Santa Catarina no Senado.

Nesse cenário, a pré-candidatura de Lunelli tende a embaralhar ainda mais a disputa pela segunda vaga ao Senado — já que a primeira, ao que tudo indica, deve ficar com um candidato da direita. Sua candidatura poderá atrair votos tanto dos eleitores que rejeitam Carlos quanto daqueles que enxergam Esperidião Amin (PP) como um político desgastado pelo tempo.

Quem também deve ter recebido com satisfação a pré-candidatura de Antídio Lunelli é Décio Lima, pré-candidato do PT ao Senado. Afinal, quanto maior o número de candidaturas no campo da direita, maior tende ser a fragmentação desse eleitorado, ampliando as chances de a esquerda conquistar uma das duas vagas em disputa.

Discretamente

Postado em 13 de março de 2026
Foto: Divulgação

Quase ninguém soube da visita, hoje, do presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, à Casa do Empresário, sede da Acit (Associação Comercial e Industrial de Tijucas) e CDL (Câmara dos Dirigentes Logistas). Embora a agenda estivesse confirmada, os perfis sociais das entidades não anunciaram e, até o momento, pouco repercutiram o evento.

Sinais evidentes, especula-se, do correlacionamento entre a proposta institucional e o peso político da recepção a um dos mais atuantes defensores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na seara barriga-verde. A publicidade do ato, a propósito, foi sensivelmente relativizada se comparada ao destaque que se deu em ocasiões semelhantes – quando, por exemplo, da acolhida ao ativismo do empresário Luciano Hang e do então candidato a senador Jorge Seif (PL), em 2022.

Nada de anormal no ambiente polarizado da política brasileira. Os mais de 70% de catarinenses que rejeitam o movimento de esquerda estão claramente representados na diretoria da Acit. Os dirigentes da associação, conscientes e civilizados, obviamente compreendem a importância do ato e a valia do presidente nacional do Sebrae no associativismo local. Mas sabem que, principalmente para os negócios, a propaganda costuma ser uma ferramenta crucial.

SC e o cabresto eleitoral 2.0

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação

O PL confirmou na última quarta-feira (25) as candidaturas de Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelas vagas catarinenses ao Senado nas eleições de outubro, baixando a fervura, ao menos por enquanto, em torno da formação da chapa com Jorginho Mello.

A política brasileira já viveu sob a tutela do chamado “voto de cabresto”, onde a elite política, simbolizada pelos coronéis, impunha em quem as pessoas deveriam votar.

Santa Catarina parece viver uma nova fase desse mesmo voto de cabresto. Uma forma mais dissimulada, que começou com uma indicação imposta pelos coronéis (ou seriam capitães?), e que agora segue sob a sombra da candidatura daquela que, até aqui, aparece como a preferida dos barrigas-verdes.

Pode ter cartinha. Pode ter entrevista coletiva. Pode ter contrato com firma reconhecida em cartório. Mas uma coisa é certa: a candidatura de Carol ao Senado dependerá diretamente do desempenho de Carlos Bolsonaro nas pesquisas de opinião até as convenções partidárias em agosto.

Ela terá que trabalhar em conjunto — grudadinha — com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para fazer com que os votos dele aumentem ou, no mínimo, ultrapassem a votação dela.

Caso contrário, se a candidatura de Carlos não decolar ou estiver ameaçada por outro nome, como Esperidião Amin (PP) ou Décio Lima (PT), por exemplo, uma coisa é certa: detonam De Toni – com o perdão do trocadilho – e anunciam qualquer outro candidato.

O objetivo central parece ser claro: concentrar os votos do PL no ex-vereador carioca e garantir sua eleição ao Senado por Santa Catarina. Ainda que isso signifique sacrificar uma aliada no caminho.

Resumindo: o apoio do catarinense a Carlos Bolsonaro será no cabresto. Quem quiser Carol De Toni como candidata terá de apoiar Carlos Bolsonaro — sem qualquer tipo de críticas públicas, sem dissensos estratégicos, sem ruídos. Porque, se ele cair nas pesquisas, quem cai é ela.

Com quem andas

Postado em 23 de fevereiro de 2026
Foto: CMT/Divulgação

As relações da vereadora Maria Edésia da Silva Vagas (PP) – que assume a Secretaria Municipal de Assistência Social de Tijucas em março – com figuras basais do PT em Santa Catarina foram postas na mesa por representantes locais do PL em tom de reprovação. Os vereadores Esaú Bayer (PL) e Renato Laurindo Júnior (PL) recorreram às redes sociais para manifestar o desagrado com o gesto do prefeito Maickon Campos Sgrott (PL).

Laurindo Júnior, inclusive, lembrou, no protesto, que pediu publicamente ao chefe do Executivo municipal que “respeitasse as diretrizes do PL”.

Déda, a propósito, foi eleita em 2016 para a Câmara Municipal filiada ao PT, que, na ocasião, compunha a aliança governista com o então vice-prefeito Adalto Gomes (PT). Cunhada do advogado e ex-vice-prefeito Roberto Carlos Vailati, expoente do movimento de esquerda no município, ela carrega, ainda, as marcas do passado. E nunca omitiu. Não raro, aparece ombreada com o casal Décio Lima e Ana Paula Lima, bastiões do petismo no estado, em publicações sociais.

Campos Sgrott, por sua vez, preferiu dar tempo ao tempo. Evitou a polêmica forjada na polarização nacional e cruzou os braços diante das críticas dos recém-amealhados correligionários. Fez como seu tutor, o governador Jorginho Mello (PL), que, nos tempos de deputado federal, para manter a paz e o equilíbrio – principalmente o emocional –, e atingir o fim esperado, deu-se bem com todos, principalmente com a líder da ocasião, presidente Dilma Rousseff (PT). Pois então…

Chá-revelação

Postado em 26 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Santa Catarina parecem ter encontrado a opção de “centro-direita” que teoricamente buscavam para concorrer ao governo estadual: o ex-pessedista Gelson Merisio, agora no SOLIDARIEDADE.

Durante atividade de planejamento do mandato da deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) em Itapema, sexta-feira (23), Merisio posou com ela e com o marido, Décio Lima (PT), presidente nacional do Sebrae, em clara manifestação de que estaria disposto a representar o grupo na corrida à Casa d’Agronômica nestas eleições.

Antes, os petistas teriam aberto conversas com o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) e com o ex-senador Paulo Bauer, que se desfiliou do PSDB no início de 2024. Ambos, no entanto, desinteressados na proposta.

A parceria, aliás, não traz novidades. Nas eleições gerais de 2022, Décio, candidato ao governo, teve o apoio de Merisio na conquista do inédito segundo turno, vencido por Jorginho Mello (PL). Apenas o bastão, agora, muda de mãos.

Nas redes sociais, o casal Lima deixou o recado: “Sextamos com o encontro afetuoso e de compromisso com Santa Catarina e com a democracia”.

Evacuação

Postado em 28 de março de 2025
Foto: Internet

Quem consultar a situação do Partido dos Trabalhadores (PT) de Tijucas junto ao sistema do TSE-SC (Tribunal Superior Eleitoral de Santa Catarina), não vai encontrar qualquer registro do órgão partidário no município.

Isso porque a comissão provisória, formada em fevereiro de 2024, detalhada na nota “Golpe” – publicada à época pelo Blog -, foi extinta poucas semanas após as eleições municipais do ano passado, com uma participação quase nula da legenda no processo.

Os produtores culturais João Daniel Ramos e Diocélio Adelino dos Santos, o Dio, com aval da maior liderança petista no Estado, Décio Lima, assumiram o comando do partido no município e não conseguiram organizar sequer uma candidatura ao Legislativo. Findadas as eleições, decidiram extinguir a comissão provisória.

VELHOS CONHECIDOS

Um grupo de petistas tijuquenses cobrou explicações do atual diretor-presidente nacional do SEBRAE e receberam dele a autorização para criar uma nova comissão provisória para startar a reconstrução do movimento. A resposta, porém, foi negativa.

Em atenção ao Blog, o servidor público aposentado Pedro Costa, figura basal do PT na Capital do Vale, revelou que as lideranças optaram por aguardar o prazo das novas eleições internas e construir uma chapa definitiva para o diretório.

Figurante

Postado em 24 de abril de 2024
Foto: Internet

Personagem central de quatro dos últimos cinco pleitos municipais, o PT, em Tijucas, segue longe de ser protagonista no processo pré-eleitoral. Nem mesmo a recente mudança na regência local, feita em uma articulação da cúpula estadual, promoveu resultados práticos para a legenda.

Um dos motivos, apontam os especialistas, seria o afastamento da “velha guarda” petista. O Blog apurou que parte dos filiados mais antigos decidiram deixar a legenda por não concordarem com a “interferência” do presidente estadual do PT e presidente nacional do Sebrae, Décio Lima.

Lideranças que estiveram afastadas nos últimos anos e que pretendiam retornar ao movimento, sobretudo por conta da oxigenação provocada pela eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, decidiram permanecer distantes. Uns, aliás, aguardam pela eleição do diretório municipal, prevista para janeiro do ano que vem.

“Não aceitamos conversar com terceirizados. São pessoas que se filiaram em outubro de 2023”, confessou um destes personagens – ativo nos movimentos petistas há décadas -, em atenção ao Blog, sob condição de anonimato.

DESGASTES

Há, ainda, dificuldade do partido em compor com qualquer outro grupo político já estabelecido na Capital do Vale. A acirrada rivalidade em nível nacional, por exemplo, é um dos motivos para a rejeição dos demais movimentos.

Na prática, há um entendimento nos bastidores de que quem abraçar o PT, mesmo se aproximando do Governo Federal, teria dificuldades em explicar a aliança ao eleitorado tijuquense e, por consequência, sofreria prejuízos no processo.

Na Capital Federal

Postado em 11 de abril de 2024
Foto: Divulgação

O prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB), de São João Batista, foi recebido no Palácio do Planalto, em Brasília, pela equipe do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ontem à tarde.

Acompanhado do chefe de Gabinete, Artur Antunes Pereira, o mandatário batistense apresentou demandas do município. Entre as prioridades, estava o pedido de envio de sete novos ônibus escolares, para que substituam os veículos destruídos por um incêndio, no ano passado.

“É uma reivindicação importante de nossa cidade, que continuamos empenhados em resolver. Foi uma reunião bastante produtiva e esperamos que, em breve, possa resultar em boas notícias para São João Batista”, avaliou o chefe do Poder Executivo batistense.

SEBRAE

Pedroca esteve, ainda, reunido com o presidente nacional do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Décio Lima. A reunião tratou da possibilidade de inclusão da Capital Catarinense dos Calçados no programa de crédito destinado aos pequenos negócios, desenvolvido pelo Governo Federal.