domingo, 8 de novembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

A transparência e a militância

Postado em 22 de outubro de 2026
Roberta Luchsinger em entrevista à Folha | Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

Os casos de Roberta Luchsinger e Willer Tomaz expõem a seletividade com que o Brasil trata investigações, suspeitas e relações entre poder, dinheiro e interesses privados.

Todo mundo falando de Roberta Luchsinger e Willer Tomaz. Mas será que estamos prestando atenção no que realmente importa?

De um lado, uma empresária investigada que afirma querer fazer delação premiada e promete não poupar Lula nem Lulinha. De outro, um advogado investigado em um inquérito que também envolve Flávio Bolsonaro.

Os casos são distintos, mas expõem uma questão incômoda: as relações entre poder político, interesses privados e dinheiro precisam ser esclarecidas, independentemente de quem esteja no centro das suspeitas. As defesas negam irregularidades, e inquirição não é condenação.

O problema é que, no Brasil, a política transformou a investigação em torcida organizada. Quando o suspeito é do outro lado, exigem punição imediata. Quando é do próprio time, pedem cautela, relativizam os fatos e atacam quem pergunta.

É justamente aí que mora o perigo.

O eleitor não deveria escolher qual escândalo merece atenção com base na preferência partidária. Deveria exigir respostas de todos.

Porque o verdadeiro teste da honestidade política não é denunciar o adversário. É aceitar que os seus também sejam investigados.

Se a verdade só interessa quando compromete o adversário, não é a verdade que está em jogo. É apenas a conveniência do poder.

Nova versão

Postado em 9 de outubro de 2018

É preciso dizer, sobre a nota “Eleição dentro da eleição“, de ontem no Blog, que o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) participou do encontro na casa da Família Fagundes – do presidente do MDB em Tijucas, vereador Fernando Fagundes, e do ex-prefeito e ex-deputado estadual Nilton “Gordo” Fagundes – na consumação da derrota de Mauro Mariani (MDB) no primeiro turno da eleição para o governo de Santa Catarina. Portanto, se existe um litígio entre os clãs no seio periquito, a diplomacia e o respeito ainda imperam.

O presidente municipal do MDB garante, ainda, que “não havia champanhe e tampouco festa”, e que o fato narrado ao colunista teria sido criado para “criar intrigas”. Como incitar testilhas nunca foi e jamais será o objetivo do Blog, faça-se valer a verdade.