segunda-feira, 16 de maio de 2022 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Divórcio anunciado

Postado em 4 de junho de 2021
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Existe um litígio evidente na relação entre a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) e o governador Carlos Moisés da Silva (PSL). Se o período de interinidade da adjunta no cargo máximo do Estado, durante o afastamento do titular, não deixou dúvidas sobre o abismo que separa a dupla, ela mesma fez questão, ontem, em entrevista ao LINHA DE FRENTE, na VipSocial TV, de dizer que “é muito improvável” que a parceria de 2018 se mantenha nas próximas eleições. Assista ao programa na íntegra:

Talk show com personalidades da política que tenham relação direta ou indireta com o Vale do Rio Tijucas e a Costa Esmeralda, o LINHA DE FRENTE vai ao ar semanalmente, todas as quintas-feiras, às 19h30, na VipSocial TV e com transmissões simultâneas nas redes FacebookYouTube e Instagram.

 

Represália

Postado em 8 de junho de 2020
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A predileção do presidente do MDB de São João Batista, Eurli “Irmão” Silva, pelo vice-prefeito Pedro Alfredo “Pedroca” Ramos na disputa interna do partido para o próximo pleito majoritário provocou a ira do vereador Leôncio Paulo Cypriani. Em razão do imbróglio, o parlamentar deixou as fileiras emedebistas e passou para o PSD. A retaliação, pelo que parece, não demorou; e chegou em forma de projeto na Câmara Municipal para mudança de nome da maior obra do atual governo no município.

Já havia se decidido que a suntuosa Terceira Ponte, que está em fase de conclusão, seria batizada Gentil Silva — em homenagem ao primeiro prefeito da Capital Catarinense do Calçado, e ocasionalmente pai do presidente do MDB batistense. Embora tivesse concordado no primeiro momento, Cypriani quer, agora, que a ponte seja denominada José Jovino da Silveira, o Zé Pedreiro, que foi um morador icônico da localidade que recebe a obra. E o litígio, e as rusgas, e as trocas de farpas só aumentam. Pois, então?!

Apenas espectador*

Postado em 22 de abril de 2020
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A par das críticas do PT tijuquense às declarações do ex-vice-prefeito Roberto Vailati no programa Linha de Frente, na VipSocial TV, semana passada, o vice-prefeito Adalto Gomes — que militou no partido por três décadas — prefere ficar à margem do litígio. “São coisas normais diante do processo eleitoral”, diz, ao tempo em que destaca a atuação já exitosa do ex-correligionário à frente do PSB municipal. “Em pouco tempo ele conseguiu juntar um grupo identificado com a legenda”, conclui.

MUDANDO DE ASSUNTO

Presidente do PL na Capital do Vale desde o fim de 2019 e alheio à polêmica, Gomes ressalta, ainda, que o mais instigante no momento é, em seu caso pessoal, a motivação de frequentar uma nova agremiação partidária com história representativa na região; além do mérito das medidas do Executivo municipal voltadas de forma imperativa e imprescindível à população neste período gravíssimo de uma pandemia mundial sem precedentes.

* Por Ricardo Martins, jornalista e consultor político e empresarial, especializado em comportamento e cotidiano

Caos interno

Postado em 21 de fevereiro de 2020
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O litígio entre a deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT) e o PDT catarinense deve ter desdobramentos quarta-feira (26), quando a executiva da legenda se reúne novamente para discutir a situação da ex-prefeita de Bombinhas nas suas fileiras. Paulinha aceitou o convite do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) para ser líder do governo na Assembleia Legislativa e corre o risco de ser expulsa do partido em que milita há 28 anos.

Em nota pública, ela diz que não descumpriu qualquer norma, diretriz ou orientação partidária “simplesmente porque elas não existiam previamente, e passaram a existir ante a falta de oferendas”; e acusa dirigentes pedetistas em Santa Catarina de praticarem a “velha política”. Por sua vez, o PDT vem reafirmando a oposição ao governo Moisés da Silva e condenando a postura da parlamentar.

Interrupção

Postado em 19 de dezembro de 2019
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A corrente entre prefeitos, para que gravassem um vídeo plantando uma árvore e desafiassem um mandatário vizinho a fazer o mesmo, parece ter sido quebrada. O último a concluir a tarefa foi o chefe do Executivo de Bombinhas, Paulo Henrique Dalago Müller (DEM), que, em seguida, passou a bola para o balneocamboriuense Fabrício Oliveira (PSB).

O alcaide de Balneário Camboriú simplesmente ignorou o desafio. Resquícios, talvez, do litígio entre os municípios da Costa Esmeralda e a gestão do Hospital Ruth Cardoso — que continua atendendo por força de uma ação judicial proposta pelos prefeitos de Porto Belo, Itapema e Bombinhas.

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Pedra cantada no Blog e no quadro Política em Foco – que o colunista apresenta no Jornal TopNotícias, no Portal TopElegance às quintas-feiras – deu bingo. Já consta, desde ontem, no sistema de informações partidárias do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a comissão provisória do PSL em Tijucas com o ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino na presidência.

O litígio entre Marcelino e o servidor público municipal Renato Sartori, que concorriam diretamente pelo comando da sigla no município, durou meses. Desde dezembro, o PSL não tinha representação na Capital do Vale. Nos bastidores do processo, porém, o jogo era intenso; e as melhores cartas sempre estiveram com o ex-bombeiro.

Aliado a figuras basais do partido na região – como o deputado estadual Onir Mocellin, militar reformado, de quem é assessor parlamentar na Assembleia Legislativa, e o próprio governador Carlos Moisés da Silva, a quem acompanhou nas incursões pelo estado durante a campanha –, não tardou para que o ex-diretor de Trânsito do município conquistasse a simpatia e a preferência da cúpula peesselista. Sartori, por sua vez, tinha apenas uma promessa do presidente estadual do PSL, Lucas Esmeraldino, e o discurso vago de que havia conquistado ampla votação para o chefe do Executivo estadual e para o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 em Tijucas.

Pesaram, ainda, contra o chefe do Departamento de Estrada de Rodagem do município o histórico político no PT e uma candidatura a vereador rejeitada, em 2016, no PEN, por falta de prestação de contas com a Justiça Eleitoral, além da recorrente austeridade verborreica nas redes sociais e em encontros públicos confrontando cidadãos e parte da imprensa que não o reconheciam como presidente municipal da legenda – o que, de fato, não era, desde dezembro. Líderes do PSL estadual passaram a acompanhar atentamente o comportamento dos concorrentes ao comando do partido em Tijucas, a receber informações de ambos, e formaram a balança.

Marcelino se valeu da discrição, do lastro e do conhecimento prático sobre o trâmite político. Enquanto o concorrente se impunha no Facebook, o ex-bombeiro buscava perfis técnicos para a formação de uma comissão capaz de seduzir a cúpula peesselista e formalizava ofícios em papel timbrado, cordiais, rubricados por parlamentares afins, ao comando estadual do partido. Há 16 dias, o presidente do PSL em Santa Catarina rubricou o “visto” no pedido de homologação da legenda em Tijucas para um time que contava com ex-militares, um servidor da Justiça estadual, advogado e contador, além de jovens idealistas e empresários da cidade. O documento era sustentado, ainda, por quatro dos cinco deputados estaduais do PSL mais bem votados em 2018: Ricardo AlbaAna CampagnoloCoronel MocellinSargento Lima. Foi o xeque mate.

Na semana passada, no encontro regional do partido, o então postulante à presidência do PSL tijuquense Gerson Marcelino foi chamado à mesa protocolar e sentou ao lado de Esmeraldino; enquanto Sartori esteve o evento inteiro na plateia e, quando teve a palavra, achincalhou a mídia “mentirosa” e cobrou efusivamente uma posição do comando estadual do partido. E a decisão foi, enfim, tomada.

Volta ao começo

Postado em 17 de dezembro de 2018
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Foto: Léo Nunes

Já diziam nossos avós: quem não queria, não queria, no fim até o prato lambia. Pivô das agruras do grupo governista na Câmara Municipal de Tijucas nos tempos mais recentes, o atual presidente Juarez Soares (PPS) foi o último a deixar a festa em comemoração ao sucesso do confrade, quase adversário, Vilson Natálio Silvino (PP), no pleito interno do Legislativo.

Soares, nos últimos meses, vinha anunciando o descumprimento do acordo de alternância da presidência da Casa do Povo entre os vereadores de situação e provocando contra-ataques severos e desmedidos nos próprios pares. Uma das mazelas do imbróglio foi a abertura de espaço, na mesa diretora, para um representante da oposição. A aprovação de Odirlei Resini (MDB) na vice-presidente da Câmara fatalmente passaria longe de ser considerada não fosse o litígio entre o atual presidente e o próximo.

PASSO ATRÁS

Ainda na tribuna, na prenunciada vitória de Silvino, a resistência passou à aderência. Na justificativa do voto, o atual presidente, já sem perspectivas de reeleição e com a candidatura renunciada, enfim, deu o braço a torcer. “Meu pai me ensinou que um homem deve honrar a palavra empenhada. Em homenagem a ele, voto no vereador Vilson”, pontuou Soares, e pôs panos quentes na relação com a bancada situacionista.

Nova versão

Postado em 9 de outubro de 2018
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É preciso dizer, sobre a nota “Eleição dentro da eleição“, de ontem no Blog, que o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) participou do encontro na casa da Família Fagundes – do presidente do MDB em Tijucas, vereador Fernando Fagundes, e do ex-prefeito e ex-deputado estadual Nilton “Gordo” Fagundes – na consumação da derrota de Mauro Mariani (MDB) no primeiro turno da eleição para o governo de Santa Catarina. Portanto, se existe um litígio entre os clãs no seio periquito, a diplomacia e o respeito ainda imperam.

O presidente municipal do MDB garante, ainda, que “não havia champanhe e tampouco festa”, e que o fato narrado ao colunista teria sido criado para “criar intrigas”. Como incitar testilhas nunca foi e jamais será o objetivo do Blog, faça-se valer a verdade.

Letras afiadas

Postado em 1 de março de 2018
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As contendas entre o jornalista Leopoldo Barentin e o secretário de Saúde do município de Tijucas, Vilson José Porcíncula (PSD), o Tem, vão muito além da nota “Essa foi de trincar os grãos“, publicada hoje, que praticamente responsabiliza o gestor municipal pelo fechamento da obstetrícia do Hospital São José.

O litígio passa pelas reuniões de governo, onde, segundo fontes próximas de ambos, o secretário repete sistematicamente que “não precisa da imprensa” e que o Jornal Razão é um “jornal de m…”. Porcíncula, aliás, raramente concede entrevistas aos veículos locais – especialmente quando assuntos polêmicos que envolvem a Saúde municipal vêm à tona –, e mantém, como mantra, relativa distância da mídia.

Um trecho da comentada nota, em que Barentin destaca que o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) “não pode protelar mais um dia a substituição do secretário”, inclusive, seria o grafismo de um recado antes direcionado. De acordo com um passarinho incolor, o jornalista teria encostado o chefe do Executivo tijuquense na parede, tempos atrás, com o aviso “ou ele, ou nós”. Pois, então?!

Laços de família

Postado em 15 de maio de 2017
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Prevista para amanhã, a assunção da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo pelo vereador Jean Carlos de Sieno dos Santos (PSC) que vem ganhando contornos de novela mexicana pode, e deve, ser novamente postergada. Um litígio familiar entre o vereador Rudnei de Amorim (DEM), líder da bancada governista na Câmara, e o suplente Cláudio Tiago Izidoro (PMDB), substituto natural de Sieno dos Santos no parlamento tijuquense, estaria atravancando a manobra.

Na campanha de 2016, quando Amorim e Izidoro dividiram a família a sobrinha de um é casada com o outro na corrida das urnas, surgiram arestas íntimas que ainda precisam ser aparadas. Passarinho transparente garante que o entendimento está próximo, mas que, até que o conflito seja diluído, a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo fica sem tutela.