terça-feira, 13 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

O fator Augusto Cury

Postado em 1 de setembro de 2026
Foto: Renato Pizzutto/Band

Ainda distante do segundo turno, Augusto Cury (AVANTE) pode se tornar mais importante do que seus números atuais sugerem. A campanha eleitoral no rádio e na televisão começou, e um novo nome ganhou força na última semana para a presidência da República: o dele.

Após sua participação em um debate esvaziado na televisão, Cury conseguiu transformar uma oportunidade aparentemente secundária em projeção nas redes sociais. O resultado foi imediato: crescimento nas pesquisas e a conquista de índices de dois dígitos, ultrapassando candidatos que até então disputavam o espaço da chamada terceira via, como Renan Santos (MISSÃO), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO).

Médico psiquiatra e escritor de grande sucesso editorial, o candidato do AVANTE surge como uma alternativa para um eleitorado que procura escapar da polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Seu crescimento evidencia algo que já vinha sendo percebido, mas que ainda precisava ser personificado.

Há uma parcela relevante da população brasileira que é, ao mesmo tempo, anti-Lula e anti-Bolsonaro.

Os números recentes indicam que Cury tem retirado votos dos dois polos, mas principalmente de Flávio Bolsonaro. Esse movimento acende um sinal de alerta na campanha do PL, que precisa consolidar e fidelizar o eleitorado de direita para evitar dispersão.

É evidente que o candidato do AVANTE ainda está distante de ameaçar, diretamente, a presença de Flávio em um eventual segundo turno. Mas seria um erro tratá-lo como irrelevante. Em uma eleição polarizada, alguns pontos percentuais podem ser decisivos — seja para definir quem vai ao segundo turno, ou para determinar quem chega mais forte a ele.

Se continuar crescendo, Cury poderá se tornar mais importante no segundo turno do que aparenta ser hoje no primeiro. Tanto Lula quanto Flávio terão de calibrar seus ataques, evitando transformar o candidato do AVANTE e seus eleitores em adversários irreconciliáveis.

A política costuma ensinar uma lição simples: eleições têm dois tempos. Primeiro, disputa-se o voto. Depois, busca-se apoio.

Como diz uma velha frase atribuída ao mundo político: “nunca ofenda no almoço alguém de quem você pode precisar no jantar.”

Melancias no caminhão

Postado em 15 de julho de 2026
Imagem gerada em IA

Faltam menos de 30 dias para as convenções, e as melancias vão se acomodando no caminhão. As pré-candidaturas viáveis seguem, e as demais recuam.

Nacionalmente, a chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) permanece intocada. Nesse caso, vale a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe”.

À direita, Flávio Bolsonaro (PL) ainda não fechou vice. A crise com a madrasta, Michelle Bolsonaro, faz pressão por uma mulher na chapa. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) tem sido cotada, e aparece como opção mais dócil e subserviente.

Renan Santos (MISSÃO) definiu o tenente-coronel Aroldo Medina (MISSÃO) como vice. Caiado (PSD) fechou com Kassab (PSD) – em chapa puro-sangue que expôs a dificuldade de articulação depois do rompimento com a federação União Progressista (UNIÃO-PP). E a candidatura de Zema (NOVO) ainda aguarda a definição do vice e busca apoio para ser percebida como viável.

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DISPUTA ESTADUAL

Em Santa Catarina, o tabuleiro está desenhado. Jorginho Mello (PL) busca a reeleição com Adriano Silva (NOVO), o que se pode considerar uma evolução frente à chapa pura de 2022.

João Rodrigues (PSD) lidera a oposição com Carlos Chiodini (MDB) de vice.

À esquerda, Gelson Merisio (PSB) tem Angela Albino (PDT) na chapa – o PT fica fora, mas compondo na corrida ao Senado.

Na prática, as convenções decidem quem fica no caminhão. Depois delas, não cabem mais melancias. As dúvidas parecem estar na disputa pelas vagas ao Senado, mas isso fica para uma próxima coluna.

Compromissos

Postado em 11 de novembro de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

O prefeito eleito Juliano Peixer, de São João Batista, viajou pela primeira vez à Capital Federal desde a vitória nas urnas. Entre os compromissos, o futuro mandatário batistense participou de um congresso promovido pelo UNIÃO BRASIL.

Peixer representava uma das 583 prefeituras do país que o partido conquistou nas eleições de 2024. Lideranças nacionais da legenda, como o governador de Goiás e postulante à presidência da República, Ronaldo Caiado, participaram dos atos.

Em Brasília, o futuro prefeito da Capital Catarinense do Calçado cumpriu agendas ainda na sede do FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação), entidade ligada ao Ministério da Educação, e a Defesa Civil Nacional.