sábado, 24 de janeiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

De quatro, duas

Postado em 13 de janeiro de 2026
Foto: Pyerre Cabral/PMT

Sobre os anúncios de ontem, entre surpresas e obviedades, especulam-se as faltas. Em cerimônia discreta, o prefeito Maickon Campos Sgrott (PL) deu poderes aos secretários de Segurança Pública, Murilo Mello, e Planejamento, Jordan Campos Laus, e nomeou o advogado Mateus Della Giustina Guinzani na Procuradoria Geral do município. Os comandos das recém-criadas secretarias municipais de Meio Ambiente e Casa Civil, entretanto, seguem indefinidos – mas apenas por detalhes.

Conforme antecipado no Blog, o engenheiro Tiago Manenti Martins, ex-diretor geral da Câmara Municipal e especialista em Aquicultura e Recursos Hídricos, estaria assegurado na gestão do Meio Ambiente, e dependente apenas de questões legais e de cunho pessoal.

Para a Casa Civil, a preferência de Campos Sgrott recairia inteiramente sobre o vereador Maurício Poli (UNIÃO), com quem tem relação estreita e de absoluta confiança. Entre as qualidades elencadas para o posto – e que o prefeito acreditaria serem características do parlamentar –, a liderança e a capacidade de articulação teriam pendido a balança.

Resultado prático

Postado em 12 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

A parceria entre o prefeito Maickon Campos Sgrott e o PL, oficializada na filiação do mandatário tijuquense ao partido na semana passada, foi escancarada. A nomeação de um sobrinho do governador Jorginho Mello no primeiro escalão da administração municipal era a garantia que faltava. Não falta mais.

Filho da empresária Filomena Mello, que assumiu recentemente a presidência do PL em Tijucas, Murilo Mello deve ser anunciado hoje, juntamente com outros nomes, secretário municipal de Segurança Pública.

Discreto, sem registros de atividades em redes sociais e nem currículo aberto, o primeiro secretário de Segurança Pública da história de Tijucas tem a oportunidade de mostrar, de agora em diante, que foi uma escolha acertada independentemente das convenções partidárias ou das relações familiares.12

OS DEMAIS

Para a pasta de Meio Ambiente, Campos Sgrott deve nomear o engenheiro Tiago Manenti Martins, especialista em Aquicultura e Recursos Hídricos, que foi diretor geral da Câmara Municipal durante a presidência do então vereador Rudnei de Amorim (PSD), atual vice-prefeito, em 2024.

A dúvida paira, ainda, no comando da Casa Civil municipal. As apostas recaem todas sobre o vereador Maurício Poli (UNIÃO), que deve assumir um cargo no Executivo e abrir espaço para o suplente José Roberto “Betinho” Giacomossi (UNIÃO) no parlamento, mas podem haver surpresas.

Os anúncios foram agendados para hoje.

Cobertura

Postado em 8 de janeiro de 2026
Foto: VipSocial

O movimento da família Poli, que comanda o UNIÃO BRASIL em Tijucas e reivindicava a Secretaria Municipal de Obras, Transportes e Serviços Públicos desde o início da gestão do prefeito Maickon Campos Sgrott (PL), começa a ter resultados práticos. O pleito do vereador Maurício Poli (UNIÃO) na Câmara Municipal sobre a ausência de abrigos de ônibus para a rede pública de ensino finalmente foi atendido.

O secretário Jhone Renner Poli, sobrinho do parlamentar, que assumiu a pasta de Obras em outubro, abriu licitação para a compra do material e deve, ainda antes do início do ano letivo, entregar o serviço. As reclamações na tribuna do Legislativo vinham de cinco anos, ainda na gestão de Eloi Mariano Rocha (PSD), a quem os Poli acompanharam na reeleição.

Custos e recursos

Postado em 24 de dezembro de 2025
Foto: PMT/Divulgação

Que a Câmara de Vereadores de Tijucas ganhará um novo prédio já não é segredo – e o terreno também não é mais mistério. O que ainda está no escuro é o tamanho da conta. O motivo é simples: o projeto sequer foi elaborado. Sem desenho, não há planilha. Sem planilha, só resta a previsão – e ela já nasce na casa dos milhões.

O pontapé inicial, porém, está garantido. A Câmara já tem dinheiro em caixa para começar a tirar a obra do discurso. Um vereador confidenciou ao blog que o novo prédio precisa nascer “para durar pelo menos 40 ou 50 anos”, o que, na leitura política, significa espaço para o crescimento populacional, mais cadeiras no plenário e, inevitavelmente, mais servidores.

No cofre, já estão reservados R$ 728.436,48 de economias deixadas pela gestão do então presidente Cláudio Eduardo de Souza (MDB) – valor que, por lei, será destinado à nova sede. A esse montante somam-se R$ 285 mil em emendas impositivas apresentadas por dez vereadores.

Cláudio ainda colocou R$ 49 mil em emenda individual. Outros aportes, variando de R$ 31 mil a R$ 10 mil, vieram de Paulo Cesar Pereira (PSD), Écio Hélio de Melo (PL), Esaú Bayer (PL), Júlio César Bucoski (PP), Maurício Poli (UNIÃO), Nadir Olindina Amorim (PSD), Renato Laurindo Junior (PL), Maria Edésia da Silva Vargas (PP) e Flávio Henrique Souza (MDB).

O dinheiro inicial está na conta. Falta agora transformar intenção em traço, traço em orçamento – e orçamento em obra. Só então Tijucas saberá quanto realmente vai custar a nova casa do Legislativo.

Sacramentado

Postado em 16 de dezembro de 2025
Foto: CMT/Divulgação

Não houve surpresa e nem roteiro alternativo. O vereador Flavio Henrique Souza (MDB) confirmou o que já se desenhava nos bastidores e foi eleito presidente da Câmara de Vereadores de Tijucas, com posse marcada para 1º de janeiro. A mesa diretora ficou sob controle da bancada de situação, que também elegeu Júlio César Bucoski (PP) como vice-presidente, Nadir Olindina Amorim (PSD) como primeira secretária e Maurício Poli (UNIÃO) como segundo secretário.

O placar da presidência, antecipado pelo Blog, fechou com sete votos para Flavio, cinco para Renato Laurindo Júnior (PL) e apenas um para o atual presidente Cláudio Eduardo de Souza (MDB). Já na composição da mesa, o cenário mudou: Bucoski, Nadir e Poli receberam oito votos cada, contando inclusive com o apoio de Cláudio do Jornal.

No discurso, Flavio agradeceu os votos e fez questão de registrar um agradecimento especial ao prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), a quem atribuiu peso decisivo na articulação que o levou à presidência. O chefe do Executivo, mais o vice-prefeito e alguns secretários acompanharam a votação presencialmente, numa demonstração clara de alinhamento entre prefeitura e parlamento.

“Temos que estar juntos com a administração e juntos com Tijucas”, registrou Flavio, reforçando a expectativa de que a Câmara atue como parceira do governo na busca de soluções. O tom foi conciliador: garantiu portas abertas, rejeitou rivalidades internas e lembrou que, no plenário, todos têm o mesmo voto e o mesmo peso.

A nova direção inicia em clima de unidade.

Sete a cinco a um

Postado em 15 de dezembro de 2025
Foto: CMT/Divulgação

O bloco governista na Câmara Municipal de Tijucas se reuniu dias atrás. A sucessão da mesa diretora da Casa foi, enfim, definida. Com sete votos, basta apenas que os vereadores de situação sigam a cartilha para que o domínio do Legislativo se reconfigure em 2026.

Presidenciável, o líder do UNIÃO BRASIL, Maurício Poli, abandonou a disputa. E provavelmente deve ceder a cadeira a um suplente do partido no próximo ano legislativo. Ele teria um convite para assumir a futura Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e sinalizado positivamente ao prefeito Maickon Campos Sgrott (PP).

Com a renúncia do unionista, reestabeleceu-se o pré-acordo de 2025, e a presidência da Câmara deve ficar com o estreante Flávio Henrique Souza (MDB) – em gesto reeditado do governo em favor da aliança com parte da representação emedebista. Outros nomes da mesa seriam Júlio César Bucoski (PP) e Nadir Olindina Amorim (PSD).

O atual presidente Cláudio Eduardo de Souza (MDB), que adotou postura independente e chegou a assumir o comando do Executivo municipal por 16 dias neste ano, segue reafirmando pré-candidatura à reeleição. E o representante da oposição, com os cinco votos sobejos, seria Renato Laurindo Júnior (PL).

Batismo

Postado em 12 de dezembro de 2025
Fotos: Divulgação

O roteiro se repete no Vale do Rio Tijucas: basta assumir a Secretaria de Obras para que o tempo teste a resistência do novo gestor. E com Jhone Renner Poli não foi diferente. Em pouco mais de um mês no comando da pasta, ele enfrentou seu primeiro grande desafio: um ciclone que colocou Tijucas entre os municípios com maior volume de chuva acumulada em poucas horas.

Sem margem para recuo, Poli reuniu equipes, montou força-tarefa e encarou os estragos, incluindo o alagamento expressivo no Morretes. Nesta sexta (12), máquinas ainda trabalhavam no bairro, abrindo uma vala para nova drenagem. Segundo o secretário, loteamentos antigos deixaram tubulações subdimensionadas, um problema herdado que agora exige correção.

Paralelamente, Jhone também buscou articulação. Aproximou-se da Secretaria de Agricultura e, juntos, conduzem a reconstrução da ponte de arame da Terra Nova, estrutura que havia caído há cerca de quatro anos, durante outra enchente.

Superado o batismo, o secretário agora mira obras maiores. Entre elas, a pavimentação da Rua Manoel Nahum de Brito, investimento assegurado por articulação do vereador Maurício Poli (UNIÃO), tio do secretário, e prevista para iniciar em 2026. Agora, é esperar o sol aparecer para que a nova fase de entrega comece.

Em tempo: menos de um mês após assumir a prefeitura de Tijucas, Maickon Campos Sgrott (PP) também foi submetido ao teste da enchente, enfrentando um dos maiores acumulados da história da cidade.

Contrapartidas

Postado em 9 de dezembro de 2025
Foto: CMT/Divulgação

A Câmara de Tijucas aprovou o projeto que autoriza a doação de um terreno à Celesc para a instalação de uma nova subestação no município. A proposta passou com ampla maioria, mas não sem ressalvas – e com recado do vereador Maurício Poli (UNIÃO).

Durante a discussão, Poli defendeu que a empresa estatal deveria oferecer contrapartidas mais claras ao município. “Pelo menos atender a população quando precisa”, cobrou, citando casos recorrentes de demora na retirada de postes, religações de energia e solicitações que se arrastam por meses.

O vereador reconhece que, pela dimensão da companhia – com mais de três milhões de clientes em todo o Estado -, a Celesc “tem poder de barganha”. Ainda assim, aposta que o investimento valerá a pena. “Temos que queimar esse cartucho para que a cidade tenha energia e continue crescendo”, resumiu.

Poli já esteve três vezes neste ano na sede da Celesc apresentando demandas locais e garante que é possível negociar contrapartidas, ainda que a empresa seja “dura nas conversas”.

O projeto foi aprovado com apenas um voto contrário, da vereadora Lizandra Dadam (NOVO). A expectativa é que a nova subestação alivie o sistema e acompanhe o ritmo acelerado de crescimento de Tijucas.

Na disputa

Postado em 28 de novembro de 2025
Foto: CMT/Divulgação

O vereador estreante Renato Laurindo Júnior (PL) discorda da projeção do Blog e garante que a oposição vai ter um candidato na eleição interna da Câmara Municipal de Tijucas, e “com expectativa de conquistar a presidência” em 2026.

Ele informa, inclusive, que foi avalizado na bancada oposicionista e que seria o nome do grupo na disputa pelo comando do Legislativo tijuquense. De acordo com os cálculos do parlamentar liberal, a oposição tem a garantia de cinco votos e estaria “lutando para chegar aos sete”.

Laurindo Júnior, portanto, deve concorrer no pleito interno contra, ao que tudo indica, o governista Maurício Poli (UNIÃO), que articula a candidatura na situação, e o atual presidente Cláudio Eduardo de Souza (MDB), que mantem a proposta de reeleição.

Fundação aprovada

Postado em 27 de novembro de 2025
Foto: CMT/Divulgação

Tijucas terá uma nova autarquia ambiental. A Câmara de Vereadores deu aval ao projeto que cria oficialmente a Fundação do Meio Ambiente de Tijucas (FAMAT), proposta enviada pelo prefeito Maickon Campos Sgrott (PP) e aprovada em plenário com ampla maioria.

O novo órgão, que nasce com autonomia administrativa e financeira, passa a concentrar funções antes dispersas: licenciamento, fiscalização, gestão de unidades de conservação, educação ambiental e políticas de proteção animal. A estrutura foi desenhada para reduzir a dependência de órgãos estaduais.

A votação encerrou o mês legislativo com dez votos favoráveis e dois contrários. Houve coesão entre situação e oposição – com o okay de Ecio Hélio de Melo (PL), Esaú Bayer (PL), Flavio Henrique Souza (MDB), José Vicente de Souza e Silva (PL), Julio Cesar Bucoski (PP), Maria Edésia da Silva Vargas (PP), Maurício Poli (UNIÃO), Nadir Olindina Amorim (PSD), Paulo Cesar Pereira (PSD) e Renato Laurindo Júnior (PL). Fabiano Morfelle (MDB) e Lizandra Dadam (NOVO) foram as únicas vozes dissonantes.

O projeto recebeu três emendas durante a tramitação. Duas, de autoria de Lizandra, que foram rejeitadas por 7 votos a 5. A única alteração aceita veio de Maurício Poli (UNIÃO), que ajustou critérios para o cargo de auxiliar administrativo e corrigiu o enquadramento salarial.

Do ponto de vista técnico, o texto aprovado detalha o organograma, define cargos e estabelece os parâmetros de provimento conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. O Executivo agora deve conduzir as próximas etapas: implantação da sede, nomeações e execução orçamentária.