Crise de identidade no NOVO-SC
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A pré-candidata a deputada federal do NOVO, Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, anunciou sua desistência do pleito. E esse movimento evidencia problemas internos no partido em Santa Catarina.
Para ela, o posicionamento do diretório estadual — que, pressionado pela aliança com o PL de Jorginho Mello, buscou se distanciar das críticas de Romeu Zema (NOVO) a Flávio Bolsonaro (PL) — tornou-se insustentável. Ao renunciar a candidatura, Jadna sinaliza uma resistência contra o que considera um desvio dos princípios fundantes da legenda.
A decisão da ex-pré-candidata ecoa a insatisfação de outros diretórios municipais, que temem que o pragmatismo eleitoral de curto prazo leve o NOVO à “cooptação programática” pelo conservadorismo tradicional. O episódio revela, ainda, a fragilidade de um partido que tenta equilibrar a fidelidade nacional com a sobrevivência em estados onde o bolsonarismo é hegemônico.
Jadna deixa a disputa, mas mantém sua filiação, buscando agora uma interlocução direta com a cúpula nacional em detrimento da estadual. Esse “racha” interno impõe ao NOVO de Santa Catarina um desafio severo: ou o partido redefine sua estratégia para unificar a base em torno de uma identidade clara, ou arrisca-se a perder quadros valiosos e a própria coerência que pautou seu surgimento no cenário político nacional.




