quarta-feira, 14 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Ruptura ideológica

Postado em 4 de agosto de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

A advogada Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, finalmente revelou os motivos pelos quais declinou da candidatura a deputada federal nestas eleições. A decisão foi tomada semanas antes da convenção do NOVO, mas as razões da desistência, desde então, eram incógnitas.

Sábado (1º), no entanto, assim que os correligionários foram alinhados, ela resolveu se explicar. E as especulações foram confirmadas. A dissidência entre a bombinense e a direção do partido em Santa Catarina foi a causa basal.

O estopim do conflito teria sido o desconvite ao candidato a presidente da República do NOVO, Romeu Zema, para o encontro estadual do partido, no início de julho. A regência novista em Santa Catarina entendeu que as críticas que ele fez ao suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro poderiam tumultuar a aliança local com o PL e melindrar a presença do governador Jorginho Mello (PL) no evento. Jadna, diante do imbróglio, posicionou-se firmemente contra o comando da legenda – do qual, inclusive, era membro, como coordenadora regional na Grande Florianópolis.

Nas redes sociais, a advogada justificou o abandono da candidatura. “Recusei dispensar meu presidente Romeu Zema da campanha em Santa Catarina. Recusei subir em palanque ao lado de figuras que não condizem com os valores que sempre defendi”, publicou.

O texto, além de ratificar o motivo – a defesa circunstancial de Zema –, expõe, de modo sutil, as fissuras acarretadas na gestão estadual do partido. “Sigo no NOVO, alinhada ao diretório nacional e na direção que acredito, sem atalhos que levem ao caminho oposto”, sublinhou Jadna, indicando o rompimento com o núcleo catarinense.

Crise de identidade no NOVO-SC

Postado em 17 de julho de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

A pré-candidata a deputada federal do NOVO, Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, anunciou sua desistência do pleito. E esse movimento evidencia problemas internos no partido em Santa Catarina.

Para ela, o posicionamento do diretório estadual — que, pressionado pela aliança com o PL de Jorginho Mello, buscou se distanciar das críticas de Romeu Zema (NOVO) a Flávio Bolsonaro (PL) — tornou-se insustentável. Ao renunciar a candidatura, Jadna sinaliza uma resistência contra o que considera um desvio dos princípios fundantes da legenda.

A decisão da ex-pré-candidata ecoa a insatisfação de outros diretórios municipais, que temem que o pragmatismo eleitoral de curto prazo leve o NOVO à “cooptação programática” pelo conservadorismo tradicional. O episódio revela, ainda, a fragilidade de um partido que tenta equilibrar a fidelidade nacional com a sobrevivência em estados onde o bolsonarismo é hegemônico.

Jadna deixa a disputa, mas mantém sua filiação, buscando agora uma interlocução direta com a cúpula nacional em detrimento da estadual. Esse “racha” interno impõe ao NOVO de Santa Catarina um desafio severo: ou o partido redefine sua estratégia para unificar a base em torno de uma identidade clara, ou arrisca-se a perder quadros valiosos e a própria coerência que pautou seu surgimento no cenário político nacional.

Pleito indireto

Postado em 25 de março de 2026
Foto: Arquivo pessoal

O prefeito de Canelinha, Diogo Francisco Alves Maciel (PL), que se colocava como alternativa para a disputa do parlamento catarinense nestas eleições, declinou. Anunciou ontem, em pronunciamento na Câmara Municipal, que vai prestar apoio ao deputado estadual e pré-candidato à reeleição Carlos Humberto Metzner Silva (PL).

Ao Blog, com exclusividade, Alves Maciel disse que a decisão é definitiva. O mandatário canelinhense justificou que o Vale do Rio Tijucas precisa de alguém que defenda as causas da região na Assembleia Legislativa e citou a viabilidade eleitoral como ponto fundamental. “Confio muito na reeleição do deputado Carlos Humberto e conto com ele, homem de palavra que é, no compromisso que tem com o Vale”, pontuou.

A postulação a uma cadeira na Alesc, entretanto, continua no radar. O chefe do Executivo da agora oficialmente Capital Catarinense do Motrocross considera que o trabalho institucional de Metzner Silva, de solidificação das bases, pode “abrir portas” para lideranças locais. “Se amanhã houver essa oportunidade, meu nome segue à disposição”, finalizou.

Trinca de ferro

Postado em 17 de julho de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

A adesão do ex-vereador Leonardo da Silva Kammer (PODE) ao projeto de reeleição do prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB), de São João Batista, deu a oxigenação que faltava ao mandatário batistense para a disputa do pleito de outubro.

O prefeito, aliás, garante não ter dúvidas de que será candidato e rechaça qualquer chance de desistência. Pedroca e Léo Kammer vêm se reunindo frequentemente para alinhar estratégias, discutir ideias, propostas e projetos.

Nesta manhã, a propósito, a dupla recebeu o notável empresário Laudir José Kammer, o Alemão, pai do pré-candidato a vice-prefeito governista, para uma audiência. Na mesa, rabiscos de parte do plano de gestão que o grupo pretende apresentar aos batistenses.

Ao fim do encontro, o trio posou para uma foto. “A grandeza de um homem não está no que ele quer pra si. E sim naquilo que ele faz pelo próximo”, legendou o ex-parlamentar, em publicação nas redes sociais.

Mudança de hábito

Postado em 20 de março de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

A cada amanhecer, uma surpresa no tema “indecisão do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) sobre o candidato à sucessão”. O chefe do Executivo tijuquense quer, agora, a participação do funcionalismo na escolha e orientou cada servidor em cargo de comissão a realizar uma “pesquisa” entre familiares e amigos para, a partir do feedback, chancelar a indicação.

Mariano Rocha vem dizendo, de sala em sala, que tem três bons pré-candidatos e que precisa da ajuda da equipe para se decidir. As referências são ao vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso (PSD) e aos vereadores Rudnei de Amorim (PSD) e Maickon Campos Sgrott (PP).

JUNTOS NA DOR

A insistência do prefeito em recomendar Sgrott – que desistiu da pré-candidatura meses atrás e nunca pensou em reconsiderar a decisão – tem unido Coisa Querida e Amorim.

O adjunto tijuquense e o líder do governo na Câmara se deram as mãos e, de acordo com fontes precisas do Blog, vêm concordando em um ponto: a inabilidade de Mariano Rocha na condução do processo pode dificultar a eleição.

DEBANDADA

Como consequência primária da hesitação do mandatário tijuquense, aliados vêm trilhando o caminho da independência e se desfazendo das amarras do grupo governista.

A perda dos vereadores Ecio Hélio de Melo para o PL, Maurício Poli e Cláudio de Oliveira para o UNIÃO, e as especuladas migrações dos suplentes José Roberto “Betinho” Giacomossi e Ezequiel de Amorim para grupos alternativos, dão o tom da instabilidade encetada na demanda política do governo.

Soma-se aos prejuízos a conjuntura com o PL municipal, que caminhava serena para a oficialização da aliança, inclusive com bases de acordo estabelecidas, e foi atravancada por conta do embaraço de Mariano Rocha na definição de um nome para a sucessão.

Fidelidade

Postado em 17 de fevereiro de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

O ato convocado pelo ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), agendado para o próximo dia 25 na Avenida Paulista, em São Paulo, pode ter a presença de tijuquenses alinhados ao “bolsonarismo”.

Um deles, por óbvio, é o ex-vereador e pré-candidato a prefeito Sidney Machado (PL). O empresário, inclusive, orçou uma van para transportar um “grupo de patriotas”. O veículo pode levar até 19 pessoas e o translado, ao todo, custará cerca de R$ 13 mil.

Segundo a mídia especializada no debate político nacional, a presença de aliados no evento é vista, pelo próprio ex-presidente, como uma “prova de fidelidade”. E o tijuquense pretende provar. Em mensagem de voz, encaminhada com frequência nos grupos de conversação online, Ney da Tijusat diz que “não desistiu” e que seguirá “lutando pelo Brasil”.

Sgrott no jogo

Postado em 20 de novembro de 2023
Foto: Arquivo Pessoal

A desistência anunciada publicamente pelo vereador Maickon Campos Sgrott (PP), de Tijucas, meses atrás, pode dar espaço para outro membro da família concorrer nas eleições de 2024: o ex-prefeito e pai do parlamentar, Uilson Sgrott (PP).

O fundador da TCA Transportes, que administrou o município entre 2001 e 2004, aparece como uma das opções dos Progressistas para o pleito, sobretudo em caso de uma coligação com o PSD, partido do prefeito Eloi Mariano Rocha.

Ao Blog, o patriarca da família Sgrott revelou que vem conversando, analisando e que sempre estará à disposição. “Estaremos no mesmo barco, remando com força e entusiasmo”, afirmou.

CURIOSIDADE

Se a candidatura de Sgrott se confirmar, ele poderá repetir a parceria com Sérgio Fernandes Cardoso, prefeito em exercício e pré-candidato pelo PSD. Uilson e Sérgio estiveram juntos, em 1996, mas não obtiveram sucesso naquela feita e foram derrotados por Carlos Humberto Ternes e Antídio Pedro Reis, do MDB.

Em tempo: O PSD apresenta, ainda, como pré-candidatos, os vereadores Rudnei de Amorim e Claudemir Correa.

Fora do pleito

Postado em 25 de setembro de 2023
Foto: Luan Lucas | Arquivo Linha de Frente

O vereador e então pré-candidato a prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), de Tijucas, desistiu de concorrer ao cargo máximo do município nas eleições de 2024.

A decisão foi tomada depois de uma reunião familiar e por necessidade de maior dedicação à TCA Transportes, empresa que administra com o pai, ex-prefeito Uilson Sgrott. As primeiras informações foram divulgadas na coluna “Lenha na Fogueira”, de Lorran Barentin, no Jornal Razão.

Fontes próximas do parlamentar confirmaram a notícia, mas garantiram que, até então, ele contava com apoio irrestrito do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) e do grupo político que dá sustentação ao governo tijuquense. Um dos principais entusiastas da pré-candidatura de Sgrott à prefeitura, inclusive, revelou ao Blog que ele era quem se aproximava do consenso e que tinha apoio total. “A decisão está tomada e não tem volta. Hoje ele é o cérebro da TCA”, completou.

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PALAVRAS DELE

Ao Blog, com exclusividade, Sgrott pontuou, ainda, que até mesmo a reeleição à Câmara está descartada.
“No momento, estou me concentrando apenas nos projetos do Grupo TCA”.

Anúncio antecipado

Postado em 23 de março de 2022

O vice-prefeito Elias Cabral (PL), de Porto Belo, planejava deixar o cargo juntamente com o prefeito Emerson Stein (MDB), na sexta-feira (25), quando o mandatário portobelense programou oficializar a renúncia para concorrer nas eleições deste ano. Mas foi orientado por pessoas mais próximas a antecipar o anúncio, a fim de preservar o titular e permitir que a data sirva única e exclusivamente como start da campanha do chefe do Executivo ao parlamento catarinense.

Desde que revelou a desistência de assumir a prefeitura, Cabral decidiu não falar mais no assunto. E, inclusive, pediu ao setor de Comunicação da prefeitura que recusasse qualquer oferta da imprensa para entrevistas ou declarações, justificando que tudo o que deveria ser dito está na fatídica nota que publicou nas redes sociais.

Saída na entrada

Postado em 22 de março de 2022

O burburinho vinha ecoando nos corredores da prefeitura de Porto Belo havia semanas. O vice-prefeito Elias Cabral (PL), substituto imediato do titular Emerson Stein (MDB), que planeja se candidatar a deputado estadual nestas eleições e programou a desincompatibilização para sexta-feira (25), estaria repensando a assunção do município. Embora se confabulasse que a famigerada “intriga da oposição” pudesse ser o foco das informações, também se considerava que o governo portobelense não tem, atualmente, oposição na cidade, e que, obviamente, existia um fundo de verdade em tudo que se dizia.

Hoje, entretanto, Cabral foi às redes sociais para confirmar que desistiu de assumir o comando da Capital Catarinense dos Transatlânticos. No texto, ele diz que a decisão “é pessoal e não decorre de qualquer fato ou ato vivido ou presenciado na administração municipal” e que retorna automaticamente para o serviço público estadual como professor na Escola de Educação Básica Tiradentes. Aos mais próximos, porém, o vice-prefeito trata do assunto com brevidade: “Entrei com o Emerson e vou sair com o Emerson”, pontua, conforme relata, com exclusividade ao Blog, um vereador da base governista.

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INCONSISTÊNCIA

Em meio à indecisão, Elias Cabral cumpria naturalmente a agenda de transição. Iniciou o processo com reuniões nos órgãos essenciais do governo, e tudo caminhava na mais absoluta normalidade. Depois, porém, faltou a compromissos em setores subsequentes e reacendeu a chama da desconfiança na cúpula governista. “Ele marcou conosco na Assistência Social, depois de ter ido na Secretaria de Administração, e não apareceu. Ficamos receosos, claro! Sabíamos que ele estava querendo desistir”, conta um servidor comissionado do município.

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ÚLTIMO APELO

Não faltaram súplicas do prefeito Emerson Stein para que o companheiro voltasse atrás. Desde que Cabral comunicou a decisão, o clima na prefeitura é de incredulidade e preocupação. E o chefe do Executivo, que teve o vice-prefeito no planejamento da pré-candidatura a deputado estadual e a promessa de continuidade do modelo administrativo no município, não deixou de cobrar, insistir e, contam fontes do Blog, até implorar para que a programação engendrada logo após a reeleição fosse cumprida.

Consultado, Stein não quis comentar a postura do vice-prefeito, mas garantiu que o fato em nada afeta o projeto de candidatura ao parlamento catarinense, e que vai cumprir todo o cronograma previamente estabelecido.

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CURSO NATURAL

Imediatamente, definiu-se que o governo não interfere politicamente e que o presidente da Câmara Municipal, vereador Joel Orlando Lucinda (MDB), assume o comando do município. De acordo com a legislação, ele deve convocar nova eleição para a chefia do Executivo em 90 dias.

Dos males, o menor. Lucinda goza de prestígio com o prefeito Emerson Stein e participa do rol de confiança do mandatário portobelense.

O presidente do Legislativo, aliás, já teria se colocado à disposição para se candidatar à prefeitura no pleito extraordinário. Outra opção seria o jovem Diogo dos Santos (MDB), que também teria a mesma intenção. Nos bastidores da Câmara, as confabulações seguem à toda. Na preferência da maioria, por enquanto, estaria Lucinda, que acumula sete mandatos consecutivos no parlamento e seria, independentemente de Elias Cabral, uma das alternativas governistas altamente cotadas para a sucessão municipal em 2024.