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Última semana: certezas incertas

Postado em 28 de setembro de 2026
Foto: Reprodução

Jorginho parece se garantir já no primeiro turno, o Senado virou uma guerra de dois votos e a disputa presidencial chega à reta final sem dono.

A última semana antes do primeiro turno chega com certezas e incertezas na corrida eleitoral.

Em Santa Catarina, pesquisas indicam a possibilidade, quase certa, de uma vitória em primeiro turno do governador Jorginho Mello (PL). A “certeza” de um segundo turno parece, até aqui, limitada ao discurso das campanhas adversárias.

E se na disputa pelo Governo o embate é morno, na corrida pelo Senado o clima incendiou. Com um cenário totalmente incerto, todos mantêm a esperança de estar entre as duas vagas. As pesquisas consolidaram três principais nomes: Carol De Toni (PL), Esperidião Amin (PP) e Carlos Bolsonaro (PL).

O acirramento entre Carlos e Amin deu novo tom à disputa. Enquanto o candidato do PL usa sua expertise nas redes sociais, mobilizando apoiadores de outros estados para “aconselhar e ensinar” os catarinenses a escolhê-lo, o ex-governador usa debates e sabatinas para retrucar o adversário e ironizar sua ausência nesses espaços.

Enquanto a direita catarinense briga, a esquerda tenta fazer crer que é possível sonhar com uma vaga para Décio Lima (PT), confiando que o desempenho de Lula (PT) em SC seria replicado pelo candidato petista ao Senado. Condição que as pesquisas até aqui não parecem apontar.

Mas é fato que a maioria dos eleitores ainda não decidiu em quem votar para senadores.

O pior cenário para Carlos seria o chamado “voto útil” contra ele: o segundo dos eleitores de esquerda direcionado a Amin, fortalecendo o tradicional rival da esquerda catarinense, que talvez prefira conviver com quem já conhece a ter outro Bolsonaro no Senado.

Na presidência, a única certeza é a possibilidade de um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Quem vencerá o primeiro turno e as eleições, porém, é a mais absoluta incerteza.

Flávio herdou os votos e a rejeição do pai, tornando-se um candidato competitivo e, ao mesmo tempo, vulnerável.

A campanha de Lula sentiu o impacto da crise no STF e correu para tirar da cartola os truques possíveis a menos de 15 dias do primeiro turno: aumento do Bolsa Família, canetas emagrecedoras no SUS e proibição das apostas online.

Na reta final, algumas certezas parecem cada vez menos certas, enquanto as incertezas ganham espaço. E serão os eleitores ainda indecisos que poderão definir os rumos das urnas.

Espontaneamente

Postado em 22 de janeiro de 2024
Foto: Câmara de Canelinha

Sempre que a disputa política de Canelinha entra na reta final, um nome em especial passa a ser frequente nas rodas de especulação da cidade: o do radialista José Carlos Trindade, popular Carlinhos, marido da vereadora Neli Ferreira (MDB).

Embora jamais tenha participado efetivamente de uma concorrência majoritária, o locutor da Canelinha FM tem status de liderança no MDB e ostenta popularidade e prestígio social, o que, para alguns entusiastas da proposta, seriam requisitos capazes de intensificar as chances de vitória no pleito. E quando uma possibilidade passa a ser oportunidade, cria-se a expectativa.

Consultado pelo Blog, entretanto, Trindade não confirma qualquer intenção de concorrer à prefeitura, mas revela que tem recebido investidas. “Meu nome aparece na pesquisa espontânea, fruto do meu trabalho, e isso faz com que as pessoas me questionem sobre uma candidatura. Ainda acho que minha mulher, Neli, atuante na política há muitos anos, tem mais argumentos para ser prefeita”, diz.

CHOQUE INTERNO

Caso decidisse assumir esse desafio, Carlinhos teria um lide a tratar: a união do MDB local e os conflitos com o ex-prefeito Moacir Montibeler, nome de comando na legenda e com quem ele e a mulher atualmente não comungam. “Embora sejamos MDB, o partido, em Canelinha, tem dono. E com isso não concordamos”, conta, antes de dizer que “não existe, atualmente, qualquer relação” entre eles e o ex-mandatário canelinhense.

LIVRE E LEVE

Sobre a cena atual e as possibilidades para o pleito de outubro, Trindade usa os argumentos da esposa e garante que não teria dificuldades de “construir pontes” com adversários de outrora. “Tenho ótima relação com o atual prefeito (Diogo Francisco Alves Maciel (PL)), e o vereador Robinson (Carvalho Lima (PP), principal liderança de oposição na Câmara) é meu amigo e frequenta a minha casa”, garante.

Exclusivamente, o radialista revelou que, inclusive, já teria conversado com Carvalho Lima acerca de um projeto para as próximas eleições.