terça-feira, 13 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Ordem superior

Postado em 14 de dezembro de 2021

A recomendação do Tribunal de Contas do Estado era para que as contas do ex-prefeito Moacir Montibeler (MDB) no exercício de 2018 fossem rejeitadas. Mas a Câmara Municipal preferiu contrariar a advertência. Foram necessários cinco votos para livrar o ex-chefe do Executivo canelinhense da malha do TCE; e, além dos quatro vereadores emedebistas, o neutro — com inclinação governista — Moacir Elias (PSD) votou para que o notável Galo Cinza passasse ileso no crivo do parlamento.

O resultado, no entanto, era esperado e foi construído nos bastidores. O prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (sem partido), embora adversário de Montibeler, trabalhou internamente para que o antecessor não fosse prejudicado. A orientação teria vindo de cima, do próprio governador Carlos Moisés da Silva (sem partido), com vistas no processo eleitoral de 2022, para que as cizânias com o MDB fossem evitadas a qualquer custo.

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REGISTROS

Mostras de que o prefeito esteve envolvido diretamente na articulação foram dadas tanto durante a sessão, em reuniões sistemáticas com vereadores da base, quanto depois, na postagem da irmã do mandatário canelinhense, Caroline Alves Maciel Moskorz, que comemorou o desfecho da votação nas redes sociais.

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UNHA E CARNE

A fidelidade do prefeito de Canelinha ao governador tem sido tamanha que gera, inclusive, a recíproca. Registre-se, a propósito, que R$ 13 milhões em recursos do governo estadual foram destinados à Cidade das Cerâmicas nos últimos meses. E sexta-feira (17), aliás, quando Alves Maciel planeja festejar aniversário entre amigos e comunidade, no Centro de Eventos Arthur Adolfo Jachowicz, um dos ilustres convidados — e com presença confirmada — é ninguém menos que Moisés.

Excursão

Postado em 30 de junho de 2021

Um grupo de administradores de empresas de Canelinha acompanhou o prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PSL) em viagem a Brasília, na semana passada. Embora houvessem custeado as despesas da jornada — entre passagens aéreas e estadia —, os empresários geraram desconforto no paço e deram munição aos opositores do governo, que passaram a questionar a relação entre a demanda pública e a iniciativa privada no ato. De acordo com o jornal Correio Catarinense, de São João Batista, não havia, desta vez, pauta ou agenda na capital federal para a indústria e o comércio canelinhenses.

Na comitiva estavam, ainda, os vereadores José Tarquino Melo Neto (PSL) e Moacir Elias (PSD), o diretor do Semais (Serviço Municipal de Água, Infraestrutura e Saneamento), Ricardo Orlandi, o chefe de gabinete Joseph Taylor e o assessor jurídico Eduardo Cim.

Fiel da balança

Postado em 24 de novembro de 2020

O prefeito eleito Diogo Francisco Alves Maciel (PSL), de Canelinha, já iniciou a peregrinação por governança na Câmara. Com apenas dois peesselistas na próxima legislatura — José Tarquino Melo Neto e Vagner Simas —, ele precisa de pelo menos mais três vereadores aliados para conquistar a maioria no Legislativo e a gestão sem estorvos na Casa do Povo.

Parte da solução vem do PSD, com Eloir João “Lico” Reis e Moacir Elias praticamente acertados na bancada situacionista. As negociações iniciaram pouco tempo depois das eleições, e o martelo já teria sido batido.

O fiel da balança, no entanto, é o estreante Robinson Carvalho Lima (PP), que faz jogo duro. Único progressista eleito e com votos em todas as urnas da Cidade das Cerâmicas, ele vem assumindo postura de neutralidade; e, especula-se, tem ampla cotação para a presidência da Câmara — sobretudo com apoio do MDB, que inicia 2021 com quatro vereadores e a maior bancada da Casa. Tanto o prefeito eleito quanto os emedebistas já teriam procurado o advogado para tratar da aliança no Legislativo.