quarta-feira, 28 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

É o STF, estúpido

Postado em 16 de setembro de 2026
Foto: REUTERS/Adriano Machado

Em uma eleição marcada pela polarização ideológica, o Supremo pode ocupar o centro da disputa e transformar 2026 menos em um plebiscito sobre a economia e mais em um julgamento sobre os limites do poder.

“É a economia, estúpido.”

A frase, atribuída a James Carville, estrategista da campanha de Bill Clinton, tornou-se um dos grandes mantras da política eleitoral moderna. A ideia era simples: para o eleitor, emprego, renda, inflação e poder de compra costumam pesar mais do que discursos sofisticados ou disputas ideológicas.

Consolidou-se, assim, quase um consenso: a economia é um dos principais fatores capazes de decidir uma eleição presidencial.

Mas 2026 parece caminhar na direção contrária.

Apesar de o Brasil chegar às urnas com uma divisão ideológica praticamente calcificada, a eleição não está sendo travada, até aqui, em torno de grandes divergências sobre modelos econômicos. O eleitorado já sabe onde cada campo político está – e, em boa medida, já escolheu seu lado.

O grande campo de batalha é outro: o Supremo Tribunal Federal.

A crescente crise de credibilidade, as decisões questionáveis e os escândalos que envolvem membros da Corte e outras autoridades relacionados ao caso do Banco Master trouxeram o STF não apenas para a arena política – onde ele já está há bastante tempo – mas principalmente faz dele um ator determinante para influenciar os caminhos da eleição em outubro.

O ambiente conflituoso dentro do Supremo acaba por tomar conta dos noticiários e pautar as campanhas, onde os candidatos tentam se afastar dos escândalos e dos personagens corrosivos que surgem.

As pesquisas recentes acentuam a disputa acirrada, os favoritos oscilam entre altos e baixos, mostrando que qualquer novo episódio pode influenciar na opinião pública e no resultado da eleição no último instante.

Nesse cenário, a economia continua importante. Mas não será ela quem dará o tom da eleição.

Em 1992, Carville ensinava aos democratas que era preciso olhar para o bolso do eleitor. Em 2026, o Brasil parece estar olhando para a crescente desconfiança sobre o STF e os rumos do poder institucional.

Talvez a frase desta eleição não seja mais “É a economia, estúpido”.

Talvez seja “É o STF, estúpido.”

Repúdio 

Postado em 21 de setembro de 2023
Foto: Luan Lucas | Arquivo

O vereador Rudnei de Amorim (PSD), de Tijucas, deve propor uma moção de repúdio ao STF (Supremo Tribunal Federal), pela analise da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442, que vem debatendo a possibilidade de descriminalização do aborto para gestações com até 12 semanas.

Amorim avalia que o STF não tem competência para conduzir a pauta, tornando a decisão inconstitucional. Acredita, ainda, que a questão é “sensível” e envolve a “vida de mulheres” e de “seres humanos indefesos”. 

O tijuquense acredita que o aborto fere o direito à vida e representa um “genocídio de bebês”. “Aborto pra mim é crime, salvo as exceções legais, que já existem em nossa legislação e estão resguardadas. Fora dessas linhas, é um ato criminoso”, justifica.

Segurança em pauta

Postado em 30 de agosto de 2023
Foto: Câmara de Vereadores de Tijucas

Uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu as Guardas Municipais como forças de segurança, garantindo o chamado “poder de polícia” para os agentes, que poderão atuar como um reforço para as policiais Militar e Civil.

Em cidades da região, como Porto Belo e Itapema, a Guarda já atua há alguns anos na segurança pública. Em Tijucas, o vereador Maickon Campos Sgrott (PP) pretende encabeçar um projeto similar.

O ex-presidente do Poder Legislativo municipal propôs um debate sobre o assunto e frisou que a cidade necessita do reforço. Hoje, a Guarda em atividade no município tem apenas a organização do trânsito como atribuição.

“Estamos vendo diariamente furtos e roubos em nossa cidade. Infelizmente, a Polícia Militar e a Polícia Civil contam com baixo efetivo, que não aumenta há bastante tempo. Itapema tem, Porto Belo tem, Balneário Camboriú tem… Estamos esperando por Tijucas”, explicou o parlamentar.

Ministros concursados

Postado em 26 de abril de 2018

Para acabar com as indicações políticas de ministros do Supremo Tribunal Federal, o deputado federal Rogério “Peninha” Mendonça (MDB-SC), de Nova Trento, está colhendo assinaturas no Congresso. O objetivo do neotrentino é apresentar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que institui concurso público para a composição da Suprema Corte.

Em uma hora, dentro do plenário da Câmara,  recolheu mais de 150 assinaturas. Para apresentar a proposta, o regulamento exige o apoio de pelo menos 171 parlamentares.