terça-feira, 13 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Dez: O duelo dos titãs

Postado em 1 de novembro de 2016

Não tardou para que o peso da ominosa votação que o ex-prefeito Elmis Mannrich (PMDB) recebeu nas eleições gerais de 2014 fosse dividido com a atual administração do município. As obras eram escassas, a Cosatel continuava esburacando as ruas da cidade a bel prazer, e a popularidade do partido e de qualquer um dos seus integrantes despencava na mesma frequência. A voz do descontentamento partiu de fora para dentro, e o prefeito Valério Tomazi (PMDB) já era amplamente questionado no seio do PMDB. Como primeira ação, a executiva peemedebista foi acionada; e passou  a exigir a presença do mandatário tijuquense nas reuniões mensais da sigla. Alguma coisa estava errada, e parte dos membros locais do partido era resoluta em atribuir culpa pelos reveses à gestão ora depauperada da Capital do Vale.

Desde que iniciou o governo, aliás, Tomazi afirmava publicamente, sempre que um problema era apresentado, que embora tivesse a caneta nas mãos, ela “estava sem tinta”. Até os resultados das eleições de 2014 aparecerem, declarações dessa ordem eram engolidas em seco pelos partidários; depois, não mais. As reuniões mensais entre os peemedebistas, a partir de então, tinham clima tenso. Por vezes o prefeito e seu antecessor, que debatiam calorosamente sobre qualquer assunto – e davam sinais claros de que já não mantinham a sintonia de outrora –, precisaram ser contidos pelos demais membros.

O chefe do Executivo municipal era cada vez mais cobrado internamente. Além dos resultados na gestão, grande parte do diretório do PMDB local exigia, também, mudanças pontuais no primeiro escalão do governo. O alvo principal era o diretor do Samae, Wilson Bernardo de Souza, braço direito de Tomazi na administração. Uma das alas do partido, mais consonante aos arbítrios de Mannrich, reivindicava a substituição do comandante da autarquia – que era especificamente técnico, e apresentava balancetes positivos mês a mês – por um agente com papel mais político, concentrado nos votos em vez das cifras. O prefeito sequer considerou; e o departamento de água e esgoto continua sendo um dos únicos do atual governo com mesma regência desde 1º de janeiro de 2013.

A relação entre Tomazi e Mannrich seguia de mal a pior, mas ainda era dada somente aos bastidores. Nesse meio tempo, o alcaide passou a ceder às pressões da Câmara Municipal – numa advertência organizada pelo vereador Sérgio Murilo Cordeiro (ainda no PMDB), sob pena de rejeição de qualquer proposta do Executivo – pela exoneração da então chefe de gabinete Flávia Fagundes, a mais íntima defensora do antecessor na atual administração. O prefeito considerou, sugeriu a mudança de escalão; e o clima, que era ruim, ficou insustentável. Em janeiro de 2015 ela, que seguiu por mais alguns meses na corda bamba, pediu dispensa para acompanhar o ex-prefeito e amigo na gerência do Imetro/SC, cargo que ele passou a ocupar no governo estadual.

A candidatura a prefeito em 2016, a partir de então, pelo desgaste interno e pelas manifestações dos partidários, começava a ser alimentada na cabeça do presidente municipal do PMDB. Os descontentes com a atual gestão do município se multiplicavam na executiva do partido e a volta de Mannrich às disputas eleitorais seria questão de meses; embora ele recebesse advertências frequentes de amigos próximos, mais sóbrios, de que os efeitos dos recentes acontecimentos eram irreversíveis, e que a oposição fatalmente venceria o pleito vindouro.

Os avisos foram novamente ignorados, por habilidade ou petulância. Os atritos partidários juntados aos problemas de 2014, o fraco desempenho das recentes eleições à gestão conturbada de Valério Tomazi, se transformaram em avassaladores 2.982 votos de distância entre vencedores e vencidos. Os periquitos, que são inexpugnáveis juntos, estiveram divididos; e seus dois bastiões em trincheiras opostas, cada qual em razão do seu próprio projeto pessoal. Era de se esperar que a queda, se as duas pernas não estivessem firmadas no chão, seria mais dolorosa.

Elói exclusivo

Postado em 1 de novembro de 2016

Os nomes – com exceção de Helio Gama, que está sacramentado na Secretaria de Administração e Finanças do próximo governo municipal em Tijucas – ainda estão no campo das especulações; e o prefeito eleito Elói Mariano Rocha (PSD) prefere agir com parcimônia na escolha do secretariado municipal. Em atenção exclusiva ao blog, ontem, o vencedor da recente eleição majoritária na Capital do Vale revelou que tem a equipe rascunhada, mas que os anúncios ainda devem tardar um pouco.

De certo é que os atuais 17 cargos de primeiro escalão serão consideravelmente reduzidos. As secretarias, fundações e autarquia serão convergidas ao máximo, a fim de conter gastos dispensáveis e de otimizar o atendimento ao cidadão. O próximo administrador do município ratificou, também, que o vice-prefeito eleito Adalto Gomes (PT) comandará uma das pastas na gestão 2017-2020 – o que seria salutar, sobretudo, à economia; visto que os cofres da prefeitura despenderiam apenas um salário em vez de dois.

Obras e Educação

Postado em 19 de outubro de 2016

Ser uma figura meramente ilustrativa no próximo governo de Tijucas não está nos planos do vice-prefeito eleito Adalto Gomes (PT). Sóbrio e bem articulado, ele pretende participar ativamente da administração municipal. E, de acordo com informações de bastidores, estaria bastante propenso ao comando da Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos do município.

Especula-se, ainda, que a gerência da pasta de Educação também esteja praticamente definida. A professora Ivania Lemos Freitas, que goza de muito prestígio com o prefeito eleito Elói Mariano Rocha (PSD), tem grandes chances de voltar ao cargo que ocupou por alguns meses na gestão de Uilson Sgrott, em 2004.

Mensagem de voz

Postado em 16 de junho de 2016

Se o ex-vereador Adalto Gomes (PT) alcançar a prefeitura de Tijucas nestas eleições, o ex-secretário municipal Giovani Bleichuvel (PMDB) – que comandou a pasta de Agricultura, Pesca e Meio Ambiente nas gestões de Elmis Mannrich (PMDB) – tem cadeira cativa no governo do petista. Pelo menos é o que diz uma gravação, ora ousada, ora engraçada, ora abusada, que já circula nas redes de intrigas.

O convite, registrado em áudio, chegou a Bleichuvel pelo WhatsApp; enquanto o presidente municipal do PT interagia com parentes do ex-secretário, donos de uma pousada, e pedia apoio para a campanha. Pois, então?!

Lista de um, lista de outro

Postado em 31 de maio de 2016

Se o prefeito Valério Tomazi (PMDB) tem uma lista de personae non gratae no seu governo – e vem usando essa pauta para promover podas na relação de cargos comissionados do município –, expediente semelhante também estaria à disposição do ex-prefeito Elmis Mannrich (PMDB).

Não raro, partícipes contumazes das campanhas e gestões de Mannrich pregam, em rodas de esquina e conversas de botequim, que fulano, beltrano e sicrano têm emprego somente até 31 de dezembro. Em princípio, os apoiadores do prefeito, tanto na passada pré-convenção quanto na atual administração, encontrariam portas fechadas na prefeitura de Tijucas a partir de 2017, caso o presidente municipal do PMDB logre êxito nas urnas nestas eleições. Hum…

Conformado

Postado em 19 de maio de 2016

Não tem jeito. O prefeito de Canelinha, Antônio da Silva (PP), terá que engolir o vice, Eloir João Reis, popular Lico (PSDB), como protagonista nos palanques situacionistas.

Ao mandatário canelinhense, bastou se conformar; ainda que tenha esperneado, lançado alternativas diversas, filiado potenciais candidatos à prefeitura ao PP, e lutado com todas as forças contra a popularidade do adjunto. As pesquisas pré-eleitorais foram determinantes. Lico lidera todas, muito à frente de qualquer opção governista. O representante da situação no pleito majoritário que se avizinha está definido.